domingo, abril 03, 2011

Saudade...

A minha muito querida Amiga (com A maiúsculo) Maria Azevedo, escreveu, no Facebook, o que a seguir transcrevo e que revela quanto amor e sensualidade trouxe da sua terra – toda plantada no meio do Oceano Atlântico – e que lhe enche a alma de poetisa e de mulher a transbordar sensibilidade, por todos os poros de seu corpo e pelos refegos recônditos da sua alma.

«... Ilha, o cheiro de terra, o som das calemas, o segredo dos búzios... Em sonhos altos p'las manhãs... Deixo-os soltarem-se, os mais escondidos, agitados, na brisa vinda de longe, hábeis como teias e palavras, os meus lugares, como searas, chuvas e ondas... E fico sentada no alto do monte, fingindo marés, no lugar sereno das memórias...!»

Este sentimento perene e, também, fremente que assim escorre, da ponta de seus dedos tocando as teclas do computador, foi levado para as “suas” ilhas açorianas, pelos marinheiros de Corte Real, nas cordas duma velha viola e chama-se: Saudade.

A vivência da Saudade não se explica, sente-se e vive-se com alegria e tristeza, prazer e dor e deixa-se fincar no coração, em horas de nada fazer.

Ter ou sentir saudade de algo, não é melancolia, nem espera do que virá, é – ó Deus! – o sonhar com sensações já vividas e que, talvez, não tornarão mais.

Quede-se tudo o que já foi e não volta, mas guarde-se o bom que a memória nos pode dar!...

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