terça-feira, abril 05, 2011

Honra e Glória à Inteligência

A minha gata, quando a brincadeira lhe não convém, tem sabedoria bastante para se esconder algures, mesmo que deixe o rabo de fora. Julga ela, por certo, que nos engana. Talvez não nos aldrabe, mas, pelo menos, ganha tempo e fôlego para uma nova diversão.

Este comportamento instintivo dos bichos, faz-me lembrar alguns políticos ronhentos a pararem, por pequenos períodos de tempo, para, de repente, contra-atacarem com suas tendenciosas estratégias e, vitoriosos, “levarem a água ao seu moinho”.

É o chamado “jogo do gato e do rato” em que a inexperiência do pequeno roedor o faz cair no engodo do desinteresse do predador, caindo-lhe facilmente na goela ávida e gulosa.

Louvores a quem e para quê?!...

Eu não gosto de ratos, mas simpatizo (e muito) quando eles se mostram suficientemente inteligentes para escaparem às malévolas intenções do predador. È um pouco como nas touradas. Divirto-me se o touro se torna esperto e leva de cambolhada os forcados que, depois de tão maltratado, ainda o querem humilhar, agarrando-o à córnea ou à barbela.

Tudo isto vem a propósito da entrevista que José Sócrates concedeu, ontem, à noite, à R.T.P., em que o meu amigo Vítor e a Sandra, inexperientes perante muita prática, foram atirados pela arena, como forcados na frente de um touro astuto e com força para dar e vender.

E pronto, ficou tudo dito…!

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