sábado, junho 04, 2016

Cogitação sobre uum Tertúlia


Assisti, ontem, a uma “Tertúlia e… não gostei. Não pela essência que deve ser desenvolvida repetindo o evento, mas pelo protagonismo tomado pelo moderador que não permitiu que os participantes (do painel e do público) tivessem o devido e necessário “tempo de antena”, como alguém referiu. Só ele sabia tudo e apenas ele tinha de mostrar seu “conhecimento”, construindo anedotas, perfeitamente, dispensáveis.
Aprendi – num curso de formação de formadores – que «o Moderador deve ser discreto e nunca o protagonista da acção, limitando-se a ir lançando, quando preciso, pequenas achas que mantenham a chama bem viva.» Não foi isso o que sucedeu.
A História faz-se com Estórias, mas é importante que quem as viveu as conte de viva voz, pois só assim elas não perderão seu sabor e autenticidade, ainda que haja, naturalmente, que joeirar e burilar muita coisa, porque nada sai perfeito logo à primeira.
Por mais amigo que seja do Moderador, eu tinha de dizer isto a bem da Cidade que tanto amo. Peço desculpa pela franqueza!

sábado, novembro 14, 2015

O Medo é constante

- Disse, no início deste ano, que tinha medo, por mim, pelos meus, e pelos outros, porque o mundo dava sérias mostras de perturbação e destempero psicológico.
Tinha razão!
A prova está nos acontecimentos vividos, a noite passada (13.11.1015), em Paris.
Dá para ter medo,

A Procissão - cremo-lo - ainda nem saiu do Adro!...

quarta-feira, maio 06, 2015

coisas de um Homem II

independência/isenção total e absoluta não existe, é quimera barata de conto de fadas. Razão tinha Sigmund Freud ao afirmar que «quem é dependente de alguém não tem, por medo de perder esse estatuto, vontade própria e fica sem a sua identidade e tudo faz para não desagradar.»

Daí ao erro, às omissões é um salto de pardal. O resto, depois, vem com toda a (nefasta) naturalidade.

terça-feira, maio 05, 2015

Coisas de um Homem

A Vida, a cada momento, dá-nos pontapés (e é cada um…), mas – embora, por sermos humanos, nos dê ganas de virar costas e abalar – não devemos desistir. Seria trair a Energia Suprema que nos pôs na Terra

Sofremos. Porém, tal como Job, não reneguemos a nossa origem, nem aquilo em que acreditamos, sobretudo se formos vítimas de nossos próprios erros, os quais, a mais das vezes, foram cometidos na melhor das intenções. Em qualquer homem – creio convictamente – há sempre um lado bom que pode, contudo, levar ao erro. Não é justificar falhas, é ver, sòmente, a realidade, por mais triste que ela seja.

segunda-feira, abril 13, 2015

Dia do Falhado

Num (triste) tempo em que há dias de tudo – Dia do Abraço; do Beijo; da Alegria e sei lá eu que mais? – acho que falta decretar o Dia do Falhado.
Não para exaltar esse, lamentável, infortúnio, mas para, generosamente, se dar a mão a quem, por isto ou por aquilo, não teve sorte em seus empreendimentos ou, simplesmente, na Vida.
Falhar é a coisa mais humana de qualquer vivência, porque todas as realizações do Homem estão sujeitas a não resultarem como os seus promotores tanto desejavam ao criá-las.
Então, nesses momentos, quase sempre, de desânimo, é necessária uma mão amiga e/ou um coração aberto para vencer o desconforto da derrota e, sem ressentimentos, ir em frente com novo projecto ou nova realização, mudando de atitude e de forma de pensar, deixando o negativismo próprio do fracasso, para a acção vitoriosa de quem emerge do fundo poço e volta á tona para respirar e tornar a ser Gente.
Seguindo este (meu) conceito é urgente que se crie – sem data definida, pois todos os dias são os indicados – esse tal Dia do Falhado.

Aqui deixo mais esta dica para melhorar o Mundo que, vê-se, está cada vez mais confuso e conturbado em seus princípios sociais humanistas.