sexta-feira, maio 02, 2014

... Uma ESTÁTUA

Pedro Oliveira, no Facrbook, comentava o facto de a estátua de D. Afonso Henriques, em Viseu, o representar apeado quando se sabe que era um exímio cavaleiro e que, devido à sua corpulência, o animal teria de ser um bicho bastante forte. Essa aversão aos animais – já o disse em tempos numa crónica – é atávica e, desde sempre, uma pecha dos autarcas viseenses.
Uma maqueta, em terra cota, existente no Museu de Grão Vasco, que daria uma belíssima escultura, com Viriato, montando, em pelo, um cavalo empinado e de crinas ao vento, foi rejeitada ao escultor Benelur. O autor da «Arte de bem cavalgar toda a sela» (D. Duarte) também está, na sua estátua, modestamente, apeado. E mais, do actual memorial ao caudilho lusitano, foi retirado o lobo, que estava a seus pés, como símbolo da força telúrica que impelia os nossos antepassados à luta pela independência e pela liberdade.

E que dizer para além disto?....

sábado, março 08, 2014

Louvor às Mulheres


De certa forma sempre tive tendência para viver e, até, ser dependente de mulheres, com quem aprendi muito e, por isso, a quem devo a formação – direi, a definição – da minha personalidade e (por que não?) do meu carácter.
Se sou bom ou mau devo-o, vincadamente, a elas. Primeiro às minhas avós materna (Silvina Serrão) e paterna (Luísa de Jesus). A materna, com toda a sua diplomacia, inculcou, em mim, o gosto pelas artes e pela cultura; a paterna, na sua simplicidade de senhora mãe de 13 filhos, tornou-me moderado na vivência das coisas. 
Depois, na puberdade, surge o convívio com a D. Creelmilda Oliveira Matoso, grande matriarca de uma família em que sobressaiam os seus 11 rebentos, a qual me queria tanto que acabei por me considerar o seu 12º filho, e com quem aprendi que o mais importante é a honestidade e o amor a tudo o que nos rodeia e temos obrigação respeitar e preservar.
Por fim e já lá vão 48 anos, Maria Laura, a mulher que levei ao altar e que fez com que me tornasse (creio-o) um Homem digno e prestigiado.
Por isso, no Dia Internacional da Mulher, eu louvo todas as mulheres que, heroicamente, sabem fazer homens dignos e, desse modo, contribuir para que o mundo se torne mais justo e mais humano.
São as mulheres que nos fazem!... Louvemo-las!!!

terça-feira, janeiro 07, 2014

Incultura ou loucura?

Em Portugal existem dois Panteões – o de Coimbra e o de Lisboa. Este último mais falado e conhecido, porém, ao que vê, o mais desviado do seu verdadeiro sentido, cultural e humano.
Vem isto a talho de foice, por alguns “iluminados” deste país – a perderem o sentido da decência – alvitrarem a ida dos restos mortais de Eusébio para aquele espaço mortuário.
Já não bastou a Amália???

Chamem-me louco, sim, mas haja um mínimo de decência!...

terça-feira, dezembro 31, 2013

Crença de Poeta

Às vezes também se cai
Em versos de “pé quebrado”,
Mas do tom jamais se sai,
Ou do gosto sublimado
Que eleva e solta o prazer
E, mais, incita a viver.

Pois! A Poesia é assim:
Um Ser, louco e desgrenhado,
Tirado, com frenesim,
Dum violino quebrado
Quando o Estro está activo
E sabe ser expansivo.

Vale a pena ser Poeta
E cantar eternamente
Atingindo a nobre meta
Do passado e do presente,
Em busca dum bom Porvir
Que, todos, deixe a sorrir.

A vida é sempre mudança.

– Não se perca a Esperança!

quinta-feira, dezembro 26, 2013

Ensino

No meu tempo de estudante, tive como professor de “História Universal” um advogado, a “Matemática” era leccionada por um economista e, mais tarde, a “Psicologia” estava a cargo de um licenciado em filosofia.
Enfim, era a disparidade total. Coisas do Estado Novo!
Mas, hoje – ao que vejo e ouço nos Órgãos de Comunicação Social – as coisas não melhoraram muito, pois a confusão no Ministério é mais do que muita, deixando em estado de insatisfação professores, pais, alunos e o cidadão comum.

Até quando? Ó Deus, até quando?...