quarta-feira, dezembro 05, 2007

Enigma de vida

Sabemos que existe,

E sabemos que está

Sempre disponível

Para nos dar prazer

E força para ir avante,

Mas não sabemos encontrá-la,

Nem sequer quem é.

Será a criança de olhos azuis

E cabelos loiros

Que sorriu, para mim,

Quando passeava

Pelo parque da cidade?

Será a jovem bonita

E mui prestável

Que, na rua, me deu o braço

Para vencer uns degraus?

Será a senhora simpática

E bem apetecível

Que abriu a porta do banco?

Será aquela velhinha

De olhar doce e saudoso

Que me deus os bons-dias

Á entrada da pastelaria?

Será a prostituta,

Convidativa e triste,

Que, do outro passeio,

Me disse adeus,

Com o ar suave e terno

De quem me conhece?

Sinceramente, não se!

Mas sei que existe!

Sei que tem nome

E sei que todos,

Mesmo todos,

A desejam e, sem pudor,

a querem possuir.

Porque é a mãe de tudo,

A alavanca de todas,

Mesmo todas,

As grandes, grandes

Realizações deste Mundo

E, obviamente,

A construtora da vida.

Ela é procurada

por toda a gente

E por toda a parte,

Mas muito poucos

São aqueles

Que a encontram.

Ela não tem métrica,

Nem rima e é poesia!

Ela, afinal, está

Onde ninguém a busca:

No coração de cada um.

Ela chama-se: Felicidade!...

Sem comentários: