sexta-feira, janeiro 21, 2011

Lembrando os comboios

Em tempos, não muito distantes, a Cidade de Viseu teve duas linhas-férreas, a terminarem na mesma gare e a darem vida a uma região essencialmente agrícola.

Há cerca de trinta e tal anos (foi já depois do 25 de Abril de 1974), a Linha do Dão, com seu material obsoleto, deixou de ser prestimosa e, por isso, encerrou de vez. A linha do Vale do Vouga encerrara uns anitos antes.

Dizia meu pai que aquelas vias-férreas tinham nascido sem futuro, pois eram linhas que morriam sem ter (ou dar) continuidade. Não passavam de meros ramais a obrigar a desagradáveis e nada funcionais transbordos de passageiros e mercadorias.

Na altura (e ainda hoje), os saudosistas se lamuriam pela perda de tão anacrónicos meios de transporte. Mas, em vez da lamúria, nada mais fizeram para que de Aveiro ou da Figueira da Foz fosse construída uma Ferrovia que, passando por Viseu, seguisse até Vilar Formoso e daí desse acesso a Espanha e à Europa.

São assim os “velhos do Restelo”, lamuriam, lamuriam e continuam de vistas curtas a olhar para trás, num conservadorismo atroz que não leva a coisa alguma. E… Viseu prossegue sem destino e sem futuro e, daí, sem esperança de evoluir agrícola e industrialmente. É pena e dolorosamente triste que assim seja.

Tenhamos esperança nas gerações vindouras que serão bem mais inteligentes e dinâmicas!...

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