quarta-feira, maio 14, 2008

Fanatismo (fundamentalismo) pernicioso

O fanatismo – costumo eu dizer – é a bomba que espoleta a intolerância e, em consequência, todos os indesejáveis estados de ódio e violência que desmoronam instituições, famílias e nações, causando, nas vítimas, angústia e dor sem medida.

O(s) fanático(s) vive(m) de mente, olhos e coração fechados e, por isso, incapaz(es) de qualquer acto de bondade e amor.

Ser fanático (ou fundamentalista, como soa dizer-se nos nossos dias) é todo aquele que, por acreditar incondicionalmente numa qualquer teoria, fica impossibilitado de aceitar a diversidade de pensamento (religioso, político ou simplesmente moral) do seu semelhante. O fanático é um criador (e também cultor) de dogmas. E isto torna-o intransigente, duro nas suas convicções, as quais quer impor, por todos os meios, aos outros, nem que, para tal, haja que recorrer a atitudes de extrema violência. Porque o fanático julga-se, obviamente, dono e senhor da verdade e, por isso, não admite mudar suas ideias (ou seus ideais) e deixa de ser humano, transforma-se num “monstro” insensível ao infortúnio dos que o rodeiam.

Ponderando isto, ocorre-me, com toda a propriedade, lembrar os 48 anos de ditadura militar (digo: salazarista) vividos pelos portugueses no século passado e; por comparação (triste e lamentável comparação), agora com o que está a passar-se na longínqua Birmânia, em que um grupo de fanáticos ditadores castrenses se mostram (autênticos monstros) insensíveis ao imenso drama de um povo a viver no corpo e na alma um sofrimento que nos impressiona e nos revolta.

Por quê, ó Deus? Por que há homens assim?...

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