segunda-feira, novembro 26, 2012

Os animais do Presépio



O Papa Bento XVI diz, no seu último livro, que o burro e a vaca não têm cabimento no Presépio, pois são, apenas e só, figuras introduzidas, na Idade Média, (talvez) para representar a Natureza que Francisco de Assis tanto respeitava.
Não concordo com o Papa, já que se diz, nos textos sagrados, que José fazia transportar Maria, em fim de gestação, no jumento da família. Daí ser o burro parte integrante, da, graciosa e gloriosa, cena do Presépio.
– Será que Maria e José, sem coração, desprezaram o animal que lhes pertencia e que tão bons serviços lhes prestava, abandonando-o naquela sublime hora da história do “Rei dos Reis”?
Chamem-me louco ou outra coisa. Mas eu, e  qualquer pessoa com o mínimo de inteligência e consciência ética, sinto enorme dificuldade em acreditar em tão grande maldade.
E como isto é, sobretudo, uma questão de fé, no meu já gasto coração, o burro constará sempre na cena do nascimento de Jesus.
E não digo mais nada!...

sábado, novembro 24, 2012

O Karma

Perguntava, há dias, no Facebook, a minha Querida Amiga Paula Nelas: O que é o Karma?
Pois bem, respondendo a esta questão, direi de forma simplista, mas entendível. por toda a gente, que “é a (pré)disposição para…” ou de forma popularucha que “é destino cósmico”. Ah… ah… ah…
Chegado a este ponto da gargalhada – porque não acredito no destino, já que somos nós que o fazemos, com as nossas acções do dia a dia – apetece-me disparar (ou disparatar) com uma obscenidade, já que, a ser assim, nós (todos os portugueses) estamos a viver um Karma do caraças de que – refira-se . não somos culpados de forma directa e integral.
Estarmos a ser espoleados de nossos Direitos, com cortes nas nossas (já bem magras) remunerações e com sobrecargas fiscais.
Que raio de Karma é este?!...
- Porra que isto dói e ninguém quer!!!

domingo, junho 24, 2012



Epigrama



As belas rimas,
Com que te anima,
Não são só rimas,
Nem fantasia,
São alegria
E melodia
Ai! Na Poesia
Duma cantiga,
Já muito antiga,
Que nos abriga
E dá calor,
Por ser … de Amor.

sábado, junho 09, 2012



Falta de vista

Depois que os meus olhos começaram a falhar e a impedir-me de ler livros e jornais e, por outro, me dificultam, na rua, o reconhecimento, imediato e correcto, das pessoas tenho cometido – ctrio eu – muitas indelicadezas não saudando os amigos que comigo se cruzam.
Axreditem: não é por mal, mas, sómenhte, porque, de verdade, não consigo, sem um esforço, reconhecer, devidamente, as suss feições.
Perdoem-me por isso! E, quando me cumprimentarem, tenham a bondade de me dizerem quem são, para que eu não faça figuras trisres de má-educação, o que nunca fiz.
Se4jam – vos peço com humilfade – muito condescendentes comigo e eu, prometo, vos agradecerei, porquanro sempre amei todos aqueles que me amaram e/ou (ainda) me amam.
Bem-haja pela vossa compreensão e tolerânbia!
Abraços e beijos de muita amizade!

quarta-feira, maio 30, 2012



Contentamento
(À minha linda Sofia)

  
Chegaste, no fim do Tempo,
Trazendo o sonho a correr
Apressado e sem ter tempo
p’ra projectar e p’ra ser.


Vieste, no fim deste Tempo,
Criando ondas de prazer,
Mas já não temos mais tempo
P’ra navegar e viver.


Como disse um Grão Profeta
– Em precognição segura –
Nasceu, p’ra nós, uma neta


E alegrou-se a noite escura
Que o Tempo, tardiamente,
Tornou Sol muito lucente.