segunda-feira, março 05, 2012

Poema de palavras

Já não tenho mais palavras

P’ra sonhar novas cantigas,

Gastei-as todas p’las lavras

… Ditas baixo às raparigas.


Já não tenho mais palavras,

Nem sequer “trovas antigas”,.

Tudo se foi pelas lavras

Sem fulgor, nem haver brigas.


Quero tornar a viver,

E quero estar bem no Mundo,

Cantar amor com prazer


E, do modo mais profundo,

Fazer versos, com valor,

Que eliminem toda a Dor!...

sábado, fevereiro 25, 2012

Brado

Eu já fiz boa Poesia.

’stou velho, sem alegria,

Porém a minha Poesia

Ficará p’ra Eternidade

Haja, ou não, essa vontade.

… Raiva! Sempre poetarei.

Até quando? Não o sei!...

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

O frio...

Não sei quando foi, mas sei que, nos finais da década de cinquenta do século passado, ouve uma vaga de frio bem mais intensa que a actual: o rio Pavia, em Viseu, gelou juntamente com muitos lagos e poças; o gelo, na mata de Fontelo, pendis dos ramos das árvores e, nas ruas mais ingremes, as quedas eram o “pão nosso” das manhãs gelidas desdses três ou quatro dias.

Hoje admiramo-nos de uma temperatura um pouco mais baixa e tiritamos, talvez, por estarmos desabituados e… por mor das moldas, mal agasalhados. Pusemos de parte as lãs e usamos fibras, a maior parte delas, aconselhadas para climas mais cálidos.

Ai… as nossas memórias!...

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Aniversário

Fiz anos (75)!

Recebi muitas mensagens pessoais e virtuis de felicitação e foi bom, muito bom, mas, de todas, a mais importante foi a de minha neta que galreou quaquer coisa que eu entendi como sendo: Parabéns velhote, eu já cá estou!

E foi a mais importante, porque foi uma mensagem de continuidade e de memória de mim, mesmo após a minha partida. Assim sei que, para além dos meus escritos, há algo, genético, que assegura a minha passagem por este conturbado planeta.

È bom fazer anos quando sabemos que um pouco de nós fica por cá a visualisar a nossa pegada, até que ela tenha sido impressa de forma quase imperceptívem, mas eviidebte e física.

Que mais dizer sobre o tema? Está tudo dito!

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Ser feliz...

Estou quase, quase a fazer 75 anos!

Após mais de 60 anos de jornalista, como reporter e como cronista além de poeta e escritor, acho que está, por mor da minha (má) visão, na hora de abrandar as lides literárias e aproveitar o Sol da vida que me resta e depois… procurar viver um dia de cada vez, espremendo, com um pouco de prazer, todo o sumo que este planeta me poderá ainda proporcionar.

Fui um homem!

“Construi uma casa, plantei uma árvore e tive um filho e… já tenho uma neta,” só me falta ver publicados os vários livros de prosa e verso que tenho no conputador.

Sou feliz!...