segunda-feira, fevereiro 06, 2012
O frio...
Não sei quando foi, mas sei que, nos finais da década de cinquenta do século passado, ouve uma vaga de frio bem mais intensa que a actual: o rio Pavia, em Viseu, gelou juntamente com muitos lagos e poças; o gelo, na mata de Fontelo, pendis dos ramos das árvores e, nas ruas mais ingremes, as quedas eram o “pão nosso” das manhãs gelidas desdses três ou quatro dias.
Hoje admiramo-nos de uma temperatura um pouco mais baixa e tiritamos, talvez, por estarmos desabituados e… por mor das moldas, mal agasalhados. Pusemos de parte as lãs e usamos fibras, a maior parte delas, aconselhadas para climas mais cálidos.
Ai… as nossas memórias!...
quinta-feira, fevereiro 02, 2012
Aniversário
Fiz anos (75)!
Recebi muitas mensagens pessoais e virtuis de felicitação e foi bom, muito bom, mas, de todas, a mais importante foi a de minha neta que galreou quaquer coisa que eu entendi como sendo: Parabéns velhote, eu já cá estou!
E foi a mais importante, porque foi uma mensagem de continuidade e de memória de mim, mesmo após a minha partida. Assim sei que, para além dos meus escritos, há algo, genético, que assegura a minha passagem por este conturbado planeta.
È bom fazer anos quando sabemos que um pouco de nós fica por cá a visualisar a nossa pegada, até que ela tenha sido impressa de forma quase imperceptívem, mas eviidebte e física.
Que mais dizer sobre o tema? Está tudo dito!
segunda-feira, janeiro 23, 2012
Ser feliz...
Estou quase, quase a fazer 75 anos!
Após mais de 60 anos de jornalista, como reporter e como cronista além de poeta e escritor, acho que está, por mor da minha (má) visão, na hora de abrandar as lides literárias e aproveitar o Sol da vida que me resta e depois… procurar viver um dia de cada vez, espremendo, com um pouco de prazer, todo o sumo que este planeta me poderá ainda proporcionar.
Fui um homem!
“Construi uma casa, plantei uma árvore e tive um filho e… já tenho uma neta,” só me falta ver publicados os vários livros de prosa e verso que tenho no conputador.
Sou feliz!...
sexta-feira, janeiro 20, 2012
Dúvida
Afinal, em que ficamos? Quem tem razão, UGT ou CGTP?
A mim – povo ignorante – parece-me que ambas as centrais sindicais têm razão, pois os motivos que as moem (ou moveram) podem ser válidos nos dois casos.
Mas a dúvida fica e causa confusão nos espíritos menos esclarecidos ou – diga-se – menos politizados, como nós.
Ai, quem nos dera sermos omnicientes para sermos capazes de julgar com justiça o que é certo e o que é errado!...
Então, é melhor ficado calado?!... Até dizendo asneiras, acho bem que não!...
E, por aqui, me fico!...
quarta-feira, janeiro 18, 2012
Filosofando
O Sol brilha no alto dos Céus, mas o frio, pelo vento de Norte, enregela os corpos e as dúvidas da vida nos tempos que atravessamos fazem sentir, também, a alma frigida nas suas emoções de gente comum.
A dúvida é algo estranho e doentio que causa ansiedade e, até, nalguns casos mais delongados, angústia.
Esta dolorosa sensação aparece sempre que as normalidades sociais e humanas se alteram, por mor do medo motivado por guerras, crises financeiras e sociais e por expectivas inconsistentes ou de grande incógnita.
A superação deste estado psicológico só é conseguida, diga-se sem rebuço, pelo sentimento de esperança num futuro melhor, porque mais justo, mais pacífico, mais humano em seus autênticos valores de honestidade, fraternidade, igualdade, numa palavra: Amor.

