quinta-feira, fevereiro 02, 2012
Aniversário
Fiz anos (75)!
Recebi muitas mensagens pessoais e virtuis de felicitação e foi bom, muito bom, mas, de todas, a mais importante foi a de minha neta que galreou quaquer coisa que eu entendi como sendo: Parabéns velhote, eu já cá estou!
E foi a mais importante, porque foi uma mensagem de continuidade e de memória de mim, mesmo após a minha partida. Assim sei que, para além dos meus escritos, há algo, genético, que assegura a minha passagem por este conturbado planeta.
È bom fazer anos quando sabemos que um pouco de nós fica por cá a visualisar a nossa pegada, até que ela tenha sido impressa de forma quase imperceptívem, mas eviidebte e física.
Que mais dizer sobre o tema? Está tudo dito!
segunda-feira, janeiro 23, 2012
Ser feliz...
Estou quase, quase a fazer 75 anos!
Após mais de 60 anos de jornalista, como reporter e como cronista além de poeta e escritor, acho que está, por mor da minha (má) visão, na hora de abrandar as lides literárias e aproveitar o Sol da vida que me resta e depois… procurar viver um dia de cada vez, espremendo, com um pouco de prazer, todo o sumo que este planeta me poderá ainda proporcionar.
Fui um homem!
“Construi uma casa, plantei uma árvore e tive um filho e… já tenho uma neta,” só me falta ver publicados os vários livros de prosa e verso que tenho no conputador.
Sou feliz!...
sexta-feira, janeiro 20, 2012
Dúvida
Afinal, em que ficamos? Quem tem razão, UGT ou CGTP?
A mim – povo ignorante – parece-me que ambas as centrais sindicais têm razão, pois os motivos que as moem (ou moveram) podem ser válidos nos dois casos.
Mas a dúvida fica e causa confusão nos espíritos menos esclarecidos ou – diga-se – menos politizados, como nós.
Ai, quem nos dera sermos omnicientes para sermos capazes de julgar com justiça o que é certo e o que é errado!...
Então, é melhor ficado calado?!... Até dizendo asneiras, acho bem que não!...
E, por aqui, me fico!...
quarta-feira, janeiro 18, 2012
Filosofando
O Sol brilha no alto dos Céus, mas o frio, pelo vento de Norte, enregela os corpos e as dúvidas da vida nos tempos que atravessamos fazem sentir, também, a alma frigida nas suas emoções de gente comum.
A dúvida é algo estranho e doentio que causa ansiedade e, até, nalguns casos mais delongados, angústia.
Esta dolorosa sensação aparece sempre que as normalidades sociais e humanas se alteram, por mor do medo motivado por guerras, crises financeiras e sociais e por expectivas inconsistentes ou de grande incógnita.
A superação deste estado psicológico só é conseguida, diga-se sem rebuço, pelo sentimento de esperança num futuro melhor, porque mais justo, mais pacífico, mais humano em seus autênticos valores de honestidade, fraternidade, igualdade, numa palavra: Amor.
E… está dito!
segunda-feira, janeiro 09, 2012
Aforismos
Querem os agricultores um pouco de chuva que regue os campos e reforce as reservas aquíferas.
Talvez tenham razão. Todavia, quando ainda era menino, ouvia dizer aos mais antigos que “janeiro se quer geadeiro” ou, de outra forma, “em janeiro sobe ao outeiro, se vires verdejar põe-te a chorar, se vires negrejar põe-te a cantar”.
Ora este ano janeiro vai, segundo os aforismos dos lavradores de antranho, de feição a ser um bom ano agrócola.
Mas “o povo queixa-se de tudo, quer tenha quer não tenha razão…”
E isto aplica-se à vida e aos tempos de agora. Poe aqui me quedo!...

