quarta-feira, dezembro 14, 2011

Natal - vero Natal

Se os homens se amassem a valer no quotidiano da vida, bem poderíamos dizer que todos os dias eram de amor.

Natal com ódio, violência… guerra, não é Natal, é, apenas e só, um triste arremedo nem sei bem de quê, mas Natal é que não é.

Natal é nascimento e nascimento é amor, vivido no passado, no presente e no futuro.

Se os homens amassem a valer todos seríamos felizes e viveríamos intensa e eternamente um verdadeiro natal de Amor e Paz.

Não é verdade?...

Que o Menino Jesus toque, com seu dedinho, o coração de toda a Humanidade!

segunda-feira, dezembro 12, 2011

À prta da Cegueira

Minha visão vai fugindo,

Em névoa de que não gosto:

O gozo de ler, sumido

O sonho em que mais aposto.

Meus olhos me vão traindo,

Com um véu de que não gosto:

A beleza destruindo

Na dor em que não aposto.

Ai, pobres e bons olhos,

Que me livraram de escolhos,

Conservai-vos por uns anos!

Suspendei os rudes danos

P’ra que torne a ser feliz,

Como quando era petiz!

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Natal diferente

Este Natal – e bem – será uma época, em relação ao passado, sem grandes luminárias pelas ruas das cidades e sem ostentações consumistas.

Todavia – creio eu – com o mesmo ou mais brilho e calor humano a inundar os corações dos homens, pois esse, sim, esse é que é o verdadeiro Natal, em espírito de dádiva fraternal, na partilha reduzida, mas sincera, do pouco que houver, com quem ainda menos tem.

Natal é sempre que se queira e não são precisas iluminações dispendiosas! Basta a luz das almas de quem ama e entrega esse amor.

Ou estarei enganado?...

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Saber escolher

Quando a informação é demasiada só resta saber escolher, aproveitando o que (nos) interessa e rejeitando o que (para nós) não tem qualquer validade. Nem “tudo o que vem á rede é peixe” – diz o Povo com razão.

Vem isto a propósito das imensas notícias veiculadas nos Órgãos de Comunicação Social em cada dia o que (nos) dificulta a selecção. A “palha” é tanta e com tal apresentação que chega mesmo a parecer verdade incontestável e incontestada. Todavia, no meio de todo esse lixo (a palavra está na moda) sempre há algo que o não é, e… aí está a dificuldade no catar o bom do mau.

É o que temos e, por isso, há que ter a inteligência bem desperta para “separar o trigo do joio”.

Frutos da conjuntura!

Abram-se bem os sentidos!...

segunda-feira, dezembro 05, 2011

No meu tempo...

«In ilo tempore» (naquele tempo)… Meu avô paterno, costumava dizer, ao referir-se á sua juventude, «no meu tempo»…
Assim sendo, eu direi no meu tempo havia muita mín-gua: fome, frio e desemprego, só no campo havia tra-balho a preços de miséria. Na cidade valia a muitos a “sopa dos pobres” que o Bispo da Diocese instituíra para obviar a tanta carência. Os meninos nas escolas tiritavam sem agasalhos e com a barriga a dar horas. O panorama era desesperantemente triste. Mas, por mor da ditadura que dava para o exterior imagem de abas-tança, todos se calavam rilhando, como podiam, as suas dores.
A paisagem actual, com o desemprego, não é melhor, só que, agora, ainda temos a possibilidade (Direito) de gritarmos e chorarmos alto o nosso sofrimento. Ao menos valha.nos isso!...
E… por aqui me quedo.