quarta-feira, dezembro 07, 2011

Saber escolher

Quando a informação é demasiada só resta saber escolher, aproveitando o que (nos) interessa e rejeitando o que (para nós) não tem qualquer validade. Nem “tudo o que vem á rede é peixe” – diz o Povo com razão.

Vem isto a propósito das imensas notícias veiculadas nos Órgãos de Comunicação Social em cada dia o que (nos) dificulta a selecção. A “palha” é tanta e com tal apresentação que chega mesmo a parecer verdade incontestável e incontestada. Todavia, no meio de todo esse lixo (a palavra está na moda) sempre há algo que o não é, e… aí está a dificuldade no catar o bom do mau.

É o que temos e, por isso, há que ter a inteligência bem desperta para “separar o trigo do joio”.

Frutos da conjuntura!

Abram-se bem os sentidos!...

segunda-feira, dezembro 05, 2011

No meu tempo...

«In ilo tempore» (naquele tempo)… Meu avô paterno, costumava dizer, ao referir-se á sua juventude, «no meu tempo»…
Assim sendo, eu direi no meu tempo havia muita mín-gua: fome, frio e desemprego, só no campo havia tra-balho a preços de miséria. Na cidade valia a muitos a “sopa dos pobres” que o Bispo da Diocese instituíra para obviar a tanta carência. Os meninos nas escolas tiritavam sem agasalhos e com a barriga a dar horas. O panorama era desesperantemente triste. Mas, por mor da ditadura que dava para o exterior imagem de abas-tança, todos se calavam rilhando, como podiam, as suas dores.
A paisagem actual, com o desemprego, não é melhor, só que, agora, ainda temos a possibilidade (Direito) de gritarmos e chorarmos alto o nosso sofrimento. Ao menos valha.nos isso!...
E… por aqui me quedo.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

1º de dezembro

Num jantar, um futebólogo (será que o termo existe? Se não eciste passa a existir), com grande espanto meu, desconhecia o que se comemorava no 1º de Dezembro.

É a cultura ou o ensino que temos!?...

... E senti vergonha! Não por mim, mas pelo actual ambiente cultural deste país em que é dado vivermos. “Um povo que desconhece a sua História é um povo sem identidade.” – Soa dizer-se.

E com esta, eu que não digo mais nada!...

segunda-feira, novembro 28, 2011

Fado

Gosto do Fado – especialmente, quando bem tocado e bem cantado e até já escrevi letras para ele –, mas não o considero – como muita gente e gente dita com gabarito intelectual e social – como a mola de arranque da gesta histórica portuguesa – já o disse várias vezes.

Como é que uma canção dolente, muitas vezes desgraçadamente triste e de desespero de “cortar à faca”, pode, nas horas difíceis da História, impulsionar um povo à realização de grandes e nobres feitos?

Todavia, mormente essa (para mim) desgraçada pecha, gosto do Fado e fiquei feliz por o ver internacionalmente reconhecido como género musical de interesse.

Cantemos o Fado de Lisboa, Coimbra, Portugal ou do Mundo! Porém tenhamos força e inteligência para o não seguir na sua dolência e tristeza, afim de continuarmos avante, superando todas as dificuldades e crises que se depararem no nosso heróico e (mui) belo caminho!…

Avante! Avante por Portugal!

sábado, novembro 26, 2011

Natal a chegar

Estamos às portas do Natal e os comerciantes tudo fazem para, aproveitando a época, aliciarem a freguesia a gastar uns cobres na sua loja.

É louvável a iniciativa e não se pode levar a mal. Mas, este ano, dada a conjuntura, de forçada contenção de despesas, só as crianças (e nem todas – infelizmente) terão direito a prendas natalícias.

O tempo é de aperto de cinto e não de consumismo exacerbado, como sucedia há uns anos atrás!

Será que passada a crise, voltaremos à loucura consumista do passado?... Ou ficará na nossa memória?...

“A ver vamos!” – Dirá um qualquer cego.