segunda-feira, outubro 24, 2011

O Bacalhau de Natal

Quando era menino e andava na escola, ouvia e cantava uma cega-rega cuja primeira quadra dizia: «Ó Maria Cotovia | fecha as portas com de dia | que lá vem o bicho-mau | que te rói o bacalhau.»

Esta cantilena está, agora, mais do que nunca, perfeitamente actualizada. Pois, com o “monstro” dos cortes nos direitos dos trabalhadores, o nosso bacalhau da consoada terá muitas postas roídas, se não mesmo na totalidade. E… lá se vai o gozo do “bacalhau com todos”, na confraternização familiar da noite de Natal.

Quem nos acode?! Não há portas para fechar!...

sexta-feira, outubro 21, 2011

O "lixo" nas redes sociais

As redes sociais da Internet foram (são), por um lado, uma coisa boa para a humanidade e muito má, por outro, já que, no meio do bom, veicula alguma (ou muita) coisa que deveria ser considerada como lixo social, tal é a perniciosidade (será que a palavra existe?) dos seus conteúdos.

Por mor da falha de vista que me vem apoquentando, não tenho usado o Facebook, pois, mesmo com óculos e uma lupa, não me é propícia a sua leitura. Dele o que sei é pela gentileza da minha santa esposa que, pacientemente, me vai lendo um ou outro mural.

Por isso, neste momento, estou imune às fofocas mal intencionadas que por lá (também) circulam sem possibilidade de serem crivadas electronicamente.

«Quem não vê; não peca! – Diz-se com certa ironia. Assim sendo, estou imune às más-intenções daquele órgão da rede global/social…

Ou não será?...

quarta-feira, outubro 19, 2011

Coisas da "crise"

«Parece uma alma penda» – soa dizer-se quando alguém apresenta um semblante macambúzio, olheirento e macilento. Não tardará muito para imen-sos portugueses, por mor dos esforços de poupança, tenham tal aspecto.
A míngua é má conselheira e, em alguns (bastos) casos, como forma de a superar, começam os jornais a vir carregados de notícias de roubos e assaltos que nos deixam inseguros e arrepiados.
E como um mal nunca vem só surgem os suicídios em quantidades preocupantes, quase todos filhos de graves estados de depressão e/ou de incerteza ma vivência do dia-a-dia.
Diríamos que a actual crise será o “S. João” para os psicólogos e psiquiatras, mas não, p0rque, lamenta-velmente, esses doentes não têm capacidade económi-ca para os consultar.
Soluções? Não tenho e creio muito poucos a terão!
– RAIOS PARTAM A CRISE! – Deixai-nos gri-tar.

segunda-feira, outubro 17, 2011

Força "Indignados"!

A questão do(s) consenso(s) é, originariamente, boa, mas pode ser demorada e pode, também, acabar por levar à imposição das ideias de uns e à sua aceitação pelos restantes já saturados de tal imposição de pensamentos e vontades, não havendo, por isso, seriedade nas decisões tomadas e nos actos concretizados.

Verdade também e obviamente que a decisão por maioria é passível dos mesmos defeitos do primeiro caso, ou seja: pode-se vir a cair na “carneirada” como sucede, tantas vezes - di-lo a nossa mais recente história -, nas eleições.

Nada, no Mundo, é perfeito e eficaz. A própria Natureza apresenta, muitas vezes, aberrações difíceis de entender e explicar. Assim sendo, não há sistemas perfeitos, conclui-se.

Contudo, sabendo-se tudo isto, há que inovar e só correndo riscos se conseguirá algo de bom ou de mau, porém algo será e terá efeito.

Força “Indignados”, o Povo está convosco e… eu sou Povo!

quinta-feira, outubro 13, 2011

A Crise e a Cultura

Antigamente as coisas da Cultura eram descuradas porque, muitas vexes, os autarcas não tinham conhecimento e/ou sensibilidade para se empenharem na sua promoção efectiva e activa, agora não têm dinheiro nem para “mandar tocar um cego”.

Esquece-se que um povo sem manifestações culturais é como uma roseira sem rosas. É um povo a embrutecer aos bocadinhos, qual cravo a estiolar ao sol débil de Inverno.

Por outro lado, a impossibilidade dos promotores da cultura por falta de meios financeiros, que facilitam a sua acção, levará ao seu desaparecimento ou emigração. E… o pais quedará mais pobre e frágil causando o seu desaparecimento por perda de identidade e, também, de personalidade.

Não é fácil solucionar este problema, por isso aqui deixo o alerta.