quarta-feira, outubro 19, 2011

Coisas da "crise"

«Parece uma alma penda» – soa dizer-se quando alguém apresenta um semblante macambúzio, olheirento e macilento. Não tardará muito para imen-sos portugueses, por mor dos esforços de poupança, tenham tal aspecto.
A míngua é má conselheira e, em alguns (bastos) casos, como forma de a superar, começam os jornais a vir carregados de notícias de roubos e assaltos que nos deixam inseguros e arrepiados.
E como um mal nunca vem só surgem os suicídios em quantidades preocupantes, quase todos filhos de graves estados de depressão e/ou de incerteza ma vivência do dia-a-dia.
Diríamos que a actual crise será o “S. João” para os psicólogos e psiquiatras, mas não, p0rque, lamenta-velmente, esses doentes não têm capacidade económi-ca para os consultar.
Soluções? Não tenho e creio muito poucos a terão!
– RAIOS PARTAM A CRISE! – Deixai-nos gri-tar.

segunda-feira, outubro 17, 2011

Força "Indignados"!

A questão do(s) consenso(s) é, originariamente, boa, mas pode ser demorada e pode, também, acabar por levar à imposição das ideias de uns e à sua aceitação pelos restantes já saturados de tal imposição de pensamentos e vontades, não havendo, por isso, seriedade nas decisões tomadas e nos actos concretizados.

Verdade também e obviamente que a decisão por maioria é passível dos mesmos defeitos do primeiro caso, ou seja: pode-se vir a cair na “carneirada” como sucede, tantas vezes - di-lo a nossa mais recente história -, nas eleições.

Nada, no Mundo, é perfeito e eficaz. A própria Natureza apresenta, muitas vezes, aberrações difíceis de entender e explicar. Assim sendo, não há sistemas perfeitos, conclui-se.

Contudo, sabendo-se tudo isto, há que inovar e só correndo riscos se conseguirá algo de bom ou de mau, porém algo será e terá efeito.

Força “Indignados”, o Povo está convosco e… eu sou Povo!

quinta-feira, outubro 13, 2011

A Crise e a Cultura

Antigamente as coisas da Cultura eram descuradas porque, muitas vexes, os autarcas não tinham conhecimento e/ou sensibilidade para se empenharem na sua promoção efectiva e activa, agora não têm dinheiro nem para “mandar tocar um cego”.

Esquece-se que um povo sem manifestações culturais é como uma roseira sem rosas. É um povo a embrutecer aos bocadinhos, qual cravo a estiolar ao sol débil de Inverno.

Por outro lado, a impossibilidade dos promotores da cultura por falta de meios financeiros, que facilitam a sua acção, levará ao seu desaparecimento ou emigração. E… o pais quedará mais pobre e frágil causando o seu desaparecimento por perda de identidade e, também, de personalidade.

Não é fácil solucionar este problema, por isso aqui deixo o alerta.

terça-feira, outubro 11, 2011

Com e sem Razão

‘té mesmo tendo razão,

Calamos nosso discurso,

P’ra comermos nosso pão

Sem fazer “figura d’ urso.


As falas sem a razão

Têm um grande percurso

Elas vêm, elas vão

E, depois, não há recurso.


A razão é importante

Nas coisas de nossa vida:

É barco com comandante


E de vela bem erguida

A pugnar pela Verdade

Na busca da Dignidade!...

sábado, outubro 08, 2011

Largo de S. Teotónio

Que os locais menos turísticos, ou menos visitados pelos turistas, desta nossa bela cidade estejam um tanto votados ao abandono, talvez se possa entender, mas o Largo de S. Teotónio em Viseu é impossível entender e aceitar.

Há muito que, naquele local, está montado, co9m tapumes de chapa branca, um estaleiro de obras que, ao que se observa, nem andam nem desandam, mas desfeiam o espaço.

Por outro lado, dois recantos, um com uma tábuas esconchavadas e outro com um quintal e uma casa em ruínas, dão um ar de desmazelo e má imagem que urge, a todo o custo, acabar.

A quem responsabilizar por tão mau aspecto daquele típico lugar da cidade velha? Para quando a correcção daquelas anomalias na estética do Largo?

A melhor resposta – a mais adequada – a estas questões será iniciar, com grande brevidade, obras de requalificação daqueles dois espaços votados ao abandono e retirar o tal inestético estaleiro ou contentor.

Não há dinheiro – dirão – pois é, então desviem-no de algo, de fachada, e apliquem-no ali é mais útil, urgente e… também dá votos, em próximas eleições.

E pronto, por hoje, é tudo!