sexta-feira, agosto 05, 2011

"Lixo"

A política é uma coisa…!

Ou será que os políticos são uma coisa…!

Agora chama-se lixo a tudo o que atinge níveis deficitários e a política (má) é também uma coisa..!

E essa coisa, será que já é lixo, nas agências rating político?...

Vem isto a propósito de o PSD, na A.R. ter feito uma chamada criminosa para o 112 e depois negar que fez uma chamada falsa, pois não houve comunicação.

Pois é!... Não houve comunicação, de facto, mas a linha de contacto esteve ocupada durante 14 segundos, impossibilitando, durante esse tempo, que alguém, efectivamente necessitado de ajuda, pudesse comunicar. Logo o crime existiu, na mesma.

Foi “A Bem da Nação” – poderão dizer.

E lembrei-me do tempo da “outra senhora” em que até para fazer mal a alguém se terminavam os ofícios do Estado com essa frase.

Há deficit político em Portugal.

Será que já há “lixo” na política portuguesa?

E com tanta dúvida reflexiva por aqui me fico!...

quarta-feira, agosto 03, 2011

Ainda "Foguetes e Romarias"

A propósito do assunto em título, recebi, de um anónimo, o seguinte comentário que muito agradeço, pois esclareceu a minha ignorância na matéria:

«O problema dos foguetes foi aparentemente resolvido pela via legislativa (dL17/2009 de 14 de janeiro, que altera e republica o 124/2006 de 28 de Junho). Na realidade os foguetes que foram realmente proibidos foram os de cana, com recaída incandescente. Ficaram de fora as balonas, lançadas por um tubo e outros artefactos pirotécnicos. Pelo que, o que continua a ouvir é o rebentamento destes... »

A ignorância da Lei não adianta a ninguém é uso afirmar-se, todavia é impossível, com tas Leis, estarmos a par de tudo, para isso existem os advogados e eu, ao escrever o artigo anterior não consultei nenhum. Fica tão caro consultar um jurista hoje em que, se for possível evitá-lo, por tendência, segue-se esse princípio.

Dou a mão à palmatória…

segunda-feira, agosto 01, 2011

Foguetes e Romarias

Confesso que não entendo, como é que estando, para evitar incêndios florestais, proibidos os foguetes, continuamos, aos fins-de-semana a ouvir,, aqui e além, o estrondo de foguetório anunciando festividades nas aldeias da Beira.

Será que as Leis não são para todos?... Ou serão apenas recomendações e não Leis? Haverão isenções de acordo com as circunstâncias de cada localidade e festa? A ser assim quem determina (decide) tal isenção?

Mas, num país em que a transgressão e as fugas são o “pão-nosso de cada dia”, jã nada nos admira, porque tudo se espera!...

Estou a ser drástico e louco?...

sábado, julho 30, 2011

A propósito de Férias

Em tempo de “Férias” a Cidade de Viseu fica (quase) vazia de gente autóctone de todo o ano, para encher as esplanadas de pessoas que estão emigradas e que, por esta altura, vêm descansar um pouco às suas origens.

Este movimento sazonal é –diga-se – uma “panaceia”, momentânea, para um comércio, a ver, cada dia, mais lojas a encerrar portas por falta de quem nelas entre para mercar seja o que for.

È uma realidade visível – já o disse noutras ocasiões – o facto de, cada vez mais, haverem, por toda a cidade, inúmeras lojas (baixos de casas) completamente vazios. Mas, pior do que isso, é verem-se novas construções com baixos destinados a comércio e que, de certeza, irão engrossar o número dos espaços desocupados.

Não seria preferível transformar tais espaços em apartamentos habitacionais, para arrendamento? Ao menos, com isso, contribuir-se-ia para o repovoamento da(s) cidade(s). E, possivelmente, tornávamo-la mais segura, pois vizinho ajuda vizinho e garante maior segurança.

Estou a ser louco?

Não o creio!

quinta-feira, julho 28, 2011

Mais falas sobre Pasteis de Vouzela

De vez em quando, vejo-me a falar do que sei. E eu sei muitas coisas como, por exemplo, sobre os Pasteis de Vouzela e de Tentúgal, os quais tiveram a mesma origem: as freiras carmelitas. Sendo os primeiros provenientes do Convento de Santa Clara do Porto – como já o escrevi – e os segundos do Convento de Nª. Sª. da Natividade (junto a Tentúgal) que era uma espécie de extensão do Convento de Santa Clara de Coimbra.

Esta (hoje) guloseima, teve razão de ser, porque às contemplativas religiosas sobravam gemas de ovos, já que as claras eram usadas na engomagem e brunido das suas roupas, bem como as dos Santos dos altares.

Nesses recuados tempos, abundavam (tal como agora) pobres desnutridos e a padecerem de “fraqueza” (anemia e tuberculose – como se diz hoje) que careciam de reforço alimentar no que a gemas eram óptimas. Todavia, como a farinha não era excedentária, havia que esticá-la ao máximo possível, afim de chegar para embrulhar as gemas de todos aqueles ovos, a dar aos necessitados doentes das redondezas de cada um dos Conventos, donde as irmãs irradiavam seu bem-fazer.

A título de curiosidade, sempre direi que as finas folhas de farinha esticada e depois de levadas ao forno, são o folhado mais fino do Mundo, pois têm de espessura 0,075 de milímetro.

Tenho, entretanto, muitíssima pena que em Vouzela não haja uma confraria ou instituição que, de forma empenhada e efectiva, trate da salvaguarda deste belo património gastronómico regional, como sucede em Tentúgal.