quarta-feira, julho 27, 2011

A impunidade e os psicopatas

Um dia destes, torna a haver um outro qualquer militante de “extrema direita” que lhe dá real gana de atirar com um carro armadilhado contra algo e que faz dezenas de mortos, mas estejam descansados, porque nada de mal lhe sucederá, pois, a defesa, alegará umas quaisquer manifestações de demência e… pronto as malfeitorias perpetradas ficarão impunes.

A Lei, muitas vezes, torna inimputável quem, com “inteligência” atenta contra a vida ou os bens dos outros, deixando os juízes sem meios para aplicarem a justiça.

E isto não é só lá por fora, por cá também assim sucede. O que fazer, então? Eu, por mim, sei apenas “que nada sei”!

Há que modificar a legislação de modo a permitir que os julgadores não deixem impunes os psicopatas deste Mundo e, creio-o, o exemplo terá algum efeito de persuasão.

E por aqui me quedo!...

segunda-feira, julho 25, 2011

Recordações - podem não ser lixo

A vida dos velhos é, quase sempre, feita de lembranças, talvez por isso, os indianos dizem que “quando morre um velho, arde uma biblioteca”.

De certo modo, é verdade. E tanto assim é que o Povo diz, que «o Diabo sabe muito porque é velho.» No que achamos ter razão, pois quanto mais velha é a pessoa maior é, também e naturalmente, a sua sabedoria. A inteligência revela-se quando a capacidade de discernir se combina com uma excelente memória. As crianças aprendem e guardam recordações que, em dados instantes, lhe permitem, por comparação, inconsciente ou subconscientemente, tomar decisões e realizar tarefas.

Desta forma, muito mal vai quando nos esquecemos de coisas, actos e sensações vividas e que foram (são) fundamentais para a sobrevivência neste mundo tão agreste, porque tão corrosivo e tão cheio de armadilhas que a todo o momento nos podem molestar ou mesmo destruir.

Um povo (nação) sem memória é algo amorfo, vai ao sabor da aragem, sem rumo definido e sem objectivos, previamente, estudados, pesando o bom e o mau e decidindo correctamente através da análise lógica dos acontecimentos passados.

È preciso que hajam lembranças, não para, de forma mórbida e doentia, partirmos o pescoço a olhar para trás, mas para tirarmos ilações e cuidarmos de nos defender do que possa afectar-nos no presente e no futuro.

– Ó gente, sede esperançosa, usando as vossa recordações!

sexta-feira, julho 22, 2011

A Palavra

Diziam os funcionários de meu avô materno sobre ele: «o Augusto Cardoso, depois de dar a sua palavra, nem que se mije, mas não volta atrás.» Todavia, acrescento eu, só o fazia quando tinha a certeza que estava no caminho certo, pois ele próprio dizia que «só os burros não mudam

O tempo da fidelidade “à palavra dada” era, é claro, outro. Hoje o que se diz agora, já não se repete daqui a pouco. Anda-se de acordo com a conveniência de cada instante e espezinham-se os compromissos assumidos. Dantes os cata-ventos só estavam na cimo das torres das igrejas, agora cada pessoa – nem todas – é um autêntico cata-vento a dizer e a desdizer-se. Então os políticos…

Na política uma hora afirma-se que se herdou um “desvio colossal” de verbas do Estado, para hoje se garantir, a pés juntos, que, afinal, não existe nenhum “buraco financeiro” nas contas públicas.

Em que ficamos?

Que saudades do “velhíssimo” tempo em que se empenhavam as “prestigiadíssimas” barbas e, por via disso, se cumpria o prometido verbalmente!... Grandes Homens eram esses!...

E por aqui me fico…

quarta-feira, julho 20, 2011

Uma questão de esperança

Ouvimos muitas vezes gritar que as coisas vão de mal a pior, mas não sentimos, sequer, que alguém (especialmente quem de direito) faça algo de positivo que corrija a situação.

Falar é fácil, criticar ainda mais: Ser realizador e meter os ombros á luta é que impõe muito esforço, mas, também e sobretudo, muito discernimento para que não se repitam (sempre se repetem) erros e ideias, anteriormente reveladas desastrosas.

Portugal, já de outras vezes, esteve sob o desígnio de forças económicas externas. Todavia, levianamente, não cuidou de se precaver de modo a evitar tal descalabro. E foram s erros de Soares, Cavaco (também não foi isento de culpa por mais que o queiram endeusar), de Guterres, Santana Lopes, Sócrates e, agora, Passos Coelho.

Como é curta a memória dos portugueses (políticos ou não)!...

Tudo tem solução – diz o Povo, em sua popular sabedoria –, contudo não se vislumbram atitudes, nem ideias claras para a resolução dos imensos problemas económicos e sociais que, a cada momento, nos afectam e, daí, não sairmos da “cepa torta”.

Entretanto, perante tão negro panorama, bom será que não percamos a esperança e, corajosamente, com luta e discernimento, sigamos avante certos de que havemos de super ar todas as vicissitudes e volt aremos, como no passado, a ser uma nação exemplar para o Mundo e para o futuro.

Assim o cremos e desejamos!!!

segunda-feira, julho 18, 2011

Anormalidades

Ao olharmos as notícias, muitas vezes, surpreendemo-nos com as mordomias de certos senhores com funções públicas numa nação pobre, mas com manias de rica.

É o caso, por exemplo, de cerca 150 comandantes de polícia, com carro e motorista. Será que são Presidentes da Republica ou Imperadores do Império da Ordem?

Santo Deus que mundo este!...

O país tem de diminuir as despesas – diz-se –, mas com excelências como esta, por certo, tal não sucederá. E quantos casos destes, há, por aí, espalhados e a entrarem nos bolsos dos contribuintes?

São reflexões (ou questões) a ter em conta e a exigirem medidas rápidas e drásticas para que não se arrastem indefinidamente, no tempo e no espaço.

E, porque isto é tão óbvio e verdadeiro, não vou perder mais “latim” com considerações. Por aqui me fico. Quem tiver inteligência que tire as ilações que julgar mais convenientes!...