domingo, julho 10, 2011

Na hora da Dor física - algo (muito) de bom

Depois de três noites e quatro dias na unidade de Monitorização de Doentes Cirúrgicos e uma noite e meio dia em Cirurgia 1, do Hospital de S. Teotónio, de Viseu, por ter partido três costelas, devido a queda doméstica, cá estou, de volta ao computador, para dar nota dos meus sonhos, sentimentos e acções.

Se, ao menos, como compensação do muito sofrimento, fui bem tratado?

Responderei que todos, mas mesmo todos, os funcionários, técnicos e auxiliares daquele hospital me cuidaram com imenso carinho, desvelo e muita competência, o mesmo sucedendo por parte das alunas/estagiárias da Escola Superior de Enfermagem de Viseu que, sem obrigação para tal, foram inexcedíveis no afecto com que me mimaram.

Para quantos, de uma ou de outra forma, se esforçaram para que saísse da situação, de enorme sofrimento em que me encontrava, vai o meu mais penhorado agradecimento.

Bem-hajam!

sexta-feira, julho 01, 2011

Vampiros

Este mundo está cravejado de mentirosos políticos. Enquanto não estão no poleiro prometem não haver, com eles, aumento de impostos, depois... é um "Deus nos acuda!" Mas o Povo é burro e não tem memória...

È triste ter de dizer isto. Depois chegamos a esta lamentável constatação, contudo o fenómeno, em Portugal, já é tão velho que até (já) tem longas barbas brancas.

As pessoas, na maioria (os resultados eleitorais o confirmam), são masoquistas e, por isso, gostam de levar pauladas na cabeça e no lombo. E... desgraçadamente, votam nos “aldrabões”, nos demagogos e populistas de “meia tigela”, que só revelam estarem ávidos de “ir sofregamente ao pote”.

Pobre Povo (não “nobre Povo”) cuja iliteracia (ainda) é tão grande, em quantidade e qualidade, que, estupidamente “babado”, se deixa levar no canto da sereia e, como carneirinho a caminho do açougue, põe a cruzinha naqueles que acabam por lhes sugar o sangue, comer a carne e chupar os ossos até ao tutano.

Depois, choram e rilham dentes. Porém, quando houverem novas eleições lá estão eles, histérica e fanaticamente, a votar em quem não merece tal benefício de confiança.

Sofre Povo, pois só tu és culpado por tal situação, ao elegeres quem te não merece, nem é digno de te representar no concílio das nações!

Zeca Afonso tinha razão. “… Eles comem tudo e não deixam nada!

quarta-feira, junho 29, 2011

Sé de Viseu - uma sugestão pertinente

Ao olharmos, no meio da nave principal da Sé de Viseu, para a mesa da eucaristia e seus acessórios litúrgicos, mandados erigir pelo falecido Bispo, D. António Monteiro, ficamos esmagados com tamanha agressão estético/visual.

Por mais que entenda a simbologia daquela pirâmide invertida que forma a ara do sacrifício e da que ladeia a tribuna da palavra, bem como toda a força e poder da cátedra, não deixo de discordar das exageradas dimensões das peças, pois toda aquela aglomeração de granito, em cor bem diversa do conjunto, retira proporcionalidade e beleza arquitectónico/decorativa a todo aquele magnífico e grandioso espaço românico/gótico/manuelino, destinado ao culto.

Pela Comunicação social, soube que a Sé Catedral de Viseu vai ser sujeita a obras de requalificação e consolidação estrutural e, por isso, acho que será a oportunidade soberana para se efectuar a respectiva e adequada correcção.

Como fazê-lo? Não sei, mas creio que um bom arquitecto/designer/decorador de interiores encontrará soluções fáceis e baratas para o problema.

O alvitre aqui fica. Haja vontade, porque o resto virá por acréscimo.

segunda-feira, junho 27, 2011

Lembranças...

Quando eu era menino e entravamos nos meses de Julho e Agosto, os mais afortunados da Cidade, que – diga-se – eram, apenas, uma muito escassa mão-cheia, debandavam, indo assentar arraiais, durante um mês, na Praia de Espinho.

Tomavam o comboio das 15.00 horas e “pouca terra, pouca terra”, observando as belezas do Vale do Vouga, chegavam, noite cerrada, à estação de Espinho, onde fretavam um “carregador” com sua carroça para levar as malas, maletas e sacos ao lugar em que se aboletavam com toda a família, incluindo o pessoal de serviço doméstico.

Sei que era assim, porque, a conselho de um médico, tive de ir a tratamentos de talassoterapia em balneário e, por isso, acompanhado por uma irmã de meu pai – que, por tudo e por nada, me puxava as orelhas – lá fui integrado na família Neto de Figueiró.

Nesse tempo (Verão de 1945) a Praia de Espinho tinha um belo e vasto areal que possibilitava aos veraneantes um bom espaço para exposição ao Sol, o que não sucede hoje, em que o areal diminuiu e o número de banhistas aumentou consideravelmente.

Velhos tempos, velhas pessoas, e… velhas, mas mui saudáveis lembranças!...

sexta-feira, junho 24, 2011

Haja Decência!...

Dizem que, por mor da “troika” – para o Estado, as autarquias, as instituições e todos nós – é imperioso e urgente haver contenção de custos em todas as actividades que se realizem, pois se torna importante pagar os empréstimos internacionais que nos foram (ou estão a ser) concedidos e também porque essa poupança pode vir a beneficiar, colectiva e singularmente, todos aqueles que, infelizmente, estão precisados de ajuda alimentar ou outra.

Mas, ao que se vê (e não devia ver), essa (tal) contenção é apenas uma falácia “para inglês ver”, já que a realidade é bem diversa e nada, mesmo nada, poupada, continuando-se a esbanjar rios de dinheiro em coisas fúteis.

Ainda ontem (véspera do) Dia de S. João, no Porto, através do canal 1 da R.T.P., vimos, à meia-noite, o exagero de despesa com quase 20 minutos de fogo de artifício. Foi lindo, sim senhor. Todavia – como diria o “Diácono Remédios", criado por Heman José – «não havia necessidade.» Cinco minutos seriam bastantes para festejar o Santo e deslumbrar os presentes. Com o resto do tempo, queimado em foguetório, ter-se-iam alimentado, vestido e acarinhado muitas crianças, mulheres e homens a carecerem desse apoio.

Francamente!... Haja um mínimo de noção da realidade. Os tempos não estão para faustosidades, seja elas quais forem. Haja decoro e não se ofenda quem tem carências!...

Sou “bota-de-elástico”?! Pois, neste caso, que o seja!...