quarta-feira, maio 18, 2011

Amor - um sistema governativo a explorar

Há dias, o meu amigo Almiro, “o bom patife das músicas”, enquanto tomávamos o habitual cafezinho, dizia-me que sentia uma revolta profunda pelas injustiças existentes, «enquanto a maioria vive com um milhão de dificuldades, uns tantos (pouquíssimos) ganham e vivem principescamente!»

Efectivamente assim é! E é porque, apesar de estarmos em pleno século XXI, Ainda não fomos capazes de entender e aplicar as doutrinas de igualdade e amor ensinadas, por Buda, Cristo e Ghandi.

Não há dúvida que continuamos casmurros, eivados de teorias (talvez) feudais em que os “Senhores” tinham todos os direitos, enquanto a gleba, escravizada e espezinhada, só tinha obrigações a cumprir e dores a sofrer.

Bem sabemos que não é, de modo algum, fácil mudar mentalidades e sistemas sociais. E sabemos também que quando alguém tenta fazê-lo, logo é perseguido e, o que é bem pior, desacreditado.

Dir-se-á que cabe a quem tem o poder realizar essa mudança. Mas… os poderosos, por seu lado, não querem, logicamente, perder suas mordomias. E o ciclo vicioso, em “moto contínuo”, prossegue seu nefasto rolar das coisas.

O Liberalismo falhou, o capitalismo falhou; o comunismo falhou, a social-democracia está a ruir estrondosamente. O que nos resta, então? Será que não existe um sistema infalível? Talvez haja, só que os homens, por ganância, não têm Amor no coração para o desenvolver e explorar até ao infinito do Mundo e da Vida.

A reflexão aqui fica!

segunda-feira, maio 16, 2011

O Legado

«Certifique-se de que, ao partir, deixa algo neste mundo para além de roupas, uma bela casa e uma carteira de acções.» – Afirmou Sabrina Steele.

Claro que, embora os bens materiais possam fazer “algum jeito” em vida, é importante que todo o Ser Humano, ao longo dos seus dias, vá pensando no legado que vai transmitir aos vindouros, pensando, muito seriamente, se será coisa que lhe assegure a memória de seu bom nome. Os bens materiais nada valem nesse fundamental contexto de vivência social.

Desgraçadamente, poucos são aqueles que se preocupam com a imagem da sua memória futura. Olha-se, loucamente, para os prazeres do momento e descura-se o Porvir que chega quando menos se espera.

Na política, essa situação é bem evidente. Atropela-se e mente-se só para se sentir o gosto da vitória e do Poder. O ser importante, ter muitos votos, muitas benesses e muitas curvaturas cervicais dos aduladores e dos apaniguados enche o Ego.

Coitado de quem assim procede e pensa!... E os outros?... Ai de quem tem fome, sede, está nu, é ignorante, não tem abrigo e, sobretudo, vive à míngua de afecto e carinho!

– Quem for inteligente que entenda!...

sábado, maio 14, 2011

Falta de respeito pelos outros

Já o disse várias vezes, mas, ao que me é dado observar, nunca é demais bradar, aos quatro ventos, que uma enorme maioria de condutores portugueses, antes de entrarem numa escola especializada no ensino de Código da Estrada e Condução de viaturas automóveis, deveria passar por uma Escola de Educação, Civismo e Cidadania, para aprender a respeitar os Direitos dos outros, respeitando, por isso, os sinais de trânsito colocados (vertical e horizontalmente) na via pública.

Estou, concretamente, a referir-me ao desrespeito pelos espaços de parqueamento reservado a cidadãos com deficiência e que, a mais das vezes, são (indevida e abusivamente) ocupados por viaturas sem o respectivo dístico oficial que lhes confere essa (legal e justa) regalia.

Depois, quando são multados ou vêem os seus veículos rebocados, deitam as mãos à cabeça e vociferam dizendo que as autoridades só pensam na “caça à multa”, nunca atribuindo culpas à sua falta de educação e de cidadania. O erro nunca é seu, do seu desrespeito pelos direitos dos outros.

Não é possível haver um polícia para cada prevaricador… o que é necessário é promover, de todos os modos, a (re) educação ética, social e humana dos condutores para que a vida seja um pouco (um muito) mais harmoniosa e gostosa de viver.

quarta-feira, maio 11, 2011

Diferença ou o sentir dos poetas

«Aos meus amigos, desejo que sendo jovens, não amadureçam depressa de mais... E que sendo maduros, não insistam em rejuvenescer, e que sendo velhos, não acabem por desesperar. Cada idade tem o seu prazer e a sua dor. É preciso deixar que elas escorram no meio de nós! Desejo também que "de vez em quando sejam tristes", não o ano todo, mas apenas um dia, mas que nesse dia descubram que o riso diário é bom!» – Disse a minha muito querida Amiga e poetisa, Maria Azevedo, no Facebook.

Na realidade e sem louvaminhas – já não tenho idade para isso – a Maria José tem razão. A vida não pode ser monótona em seu rolar permanente e inevitável. Um ramo de flores, tem de ser variado, para ser bonito. O Mundo só é belo, se houver diversidade. E… o viver do homem/poeta se não tiver alegria e tristeza não será viver, será somente rotina e… nada.

Oh! Como entendo e quero fugir do tédio, dos tudo e todos iguais! Viva a diferença e viva a força que daí advém!...

segunda-feira, maio 09, 2011

Inconguência

Às vezes quedo-me “apardalado” melhor, mentalmente avariado, com certas coisas que vejo e/ou ouço, de tão anormais me parecerem.

Que os jovens, em final de curso, com excesso de álcool, cometam exageros comportamentais, eu até posso tolerar e desculpar, mas que quem tem responsabilidades éticas, políticas, sociais e humanas se desvie do caminho recto da igualdade de princípios – juro – não consigo compreender.

Surge-me isto porque é-me impossível aceitar que os funcionários da U.E. – como é dito, num email posto a circular pela Net – possam aposentar-se (ou reformar-se, não sei qual o termo adequado) aos cinquenta anos de idade, com uma remuneração choruda de € 9 000/mês.

É obscena tal disparidade, perante pensões, aos 65 anos, no valor de menos de € 300, como sucede em Portugal (nos outros Estados da União eu desconheço).

Por quê? Será que esses trabalhadores têm estômagos diferentes dos pobrezinhos? Quem nos acode, Meu Deus?!...

Bem! O melhor é fechar a válvula e ficar-me por aqui! Quem tiver entendimento que entenda e grite sua revolta, “até que a voz lhe doa”!