sexta-feira, maio 06, 2011

Incoerências do nosso tempo

Numa altura em que tanta gente passa fome, em Portugal, não é fácil – pelo menos para mim – entender porque é que os Órgãos de Comunicação Social, têm tantos programas a falar, mostrar e fazer comida.

È – cuido eu, se calhar sou muito burro – uma ofensa a quem, infelizmente, vive em míngua, com o “estômago a dar horas”.

O mesmo sucede com os bares, vemo-los, à noite, cheios de gente que come bebe e, depois, ao sair, provoca distúrbios e actos de vandalismo.

E dizem que estamos em crise!... Que não há dinheiro!... Que a vida não é fácil!...

Sim, é verdade!... Mas, então, essas pessoas não tiveram cortes salariais ou ganham tanto que nem dão pela redução dos seus rendimentos?!...

Vão-se lá entender estas coisas!?...

quarta-feira, maio 04, 2011

As Palavras e a Política

«Cada palavra que usamos deveria passar por três perguntas, antes de ser proferida: "É verdade? É necessária? É uma coisa boa?” De outro modo, se a palavra não tiver nada de simpático e inteligente para expressar, então, não se diga!» – afirmava a minha Querida e muito especial Amiga Maria Azevedo, hoje, no Facebook.

Concordando com tal pensar, sempre direi, observando o mundo em que estamos inseridos, que imensos políticos não cuidam do que dizem e atiram para o ar catadupas de palavras sem razão de ser. Todavia, esse, é um mal em que caiem e que, infelizmente, leva “de cambolhada” multidões de gente mal esclarecida e, por isso, incauta.

A pressa de Ser e Estar conduz à incoerência discursiva e, daí, ao ridículo da política feita na ânsia de conquistar rapidamente o Poder é um “saltinho de pardal”.

As palavras depois de postas a circular, nunca se sabe onde vão parar, são como pena de ave solta ao vento.

Em tempo eleitoral os políticos, no fanatismo das suas doutrinas, perdem a noção das realidades e falam, falam, falam do que sabem e do que desconhecem, cabendo-nos, a nós ouvintes, destrinçar o bem do mal, para não nos tornarmos carneiros, no meio do rebanho, obedecendo, assustados, ao latido dos cães.

Já disse. Está dito!...

segunda-feira, maio 02, 2011

Alerta, alerta. alerta!...

A ser verdadeira a notícia da morte (ou abate) de Ossana Bin Laden, não cuide o Ocidente que tudo, agora, ficou resolvido, porque “morreu o bicho, mas a peçonha ficou cá” – como soa dizer-se.

O líder pode desaparecer, é verdade que sim. Todavia os seus seguidores vão continuar activos e, se calhar, porque espicaçados, ainda mais violentos nos seus actos de terrorismo.

O fundamentalismo islâmico não foi erradicado com o desaparecer de um homem. A Al Qaeda, os talibãs e outros movimentos congéneres, não estão, de modo algum, exterminados da face da Terra e os seus membros, desta ou daquela forma, vão prosseguir com as suas actividades maléficas.

Estejamos bem convictos desta realidade e não se esmoreça a vigilância, para não sermos, de uma hora para outra, surpreendidos.

O aviso é óbvio e, por isso, aqui o deixo eivado de uma certeza que desejava que não existisse de maneira nenhuma.

Aguardemos para ver! Passo a passo, o “Apocalipse” (Revelação) está a cumprir-se!...

sábado, abril 30, 2011

Superstição...?

O meu Amigo Tiago Nascimento, referindo-se ao casamento de Wiliam e Kate, dizia, no Facebook: «Que raio de dia para um gajo se casar!..

Não sei, efectivamente, a que aludia o Tiago com esta afirmação, mas, deitando-me a adivinhar, deduzo que se está a reportar a um velho aforismo popular português que adverte: «à segunda e à sexta-feira, nem cases a filha, nem urdas a teia.»

Seguindo a advertência, poderão dizer que se trata de uma superstição que, como muitas outras, não tem qualquer sentido. Pode ser que não. Contudo, os crentes nessas coisas, não auguram nada de bom a quem despreza tal ditado popular.

Assim, também nós, ficamos duvidosos com o sucesso de tal matrimónio, não pelo casal, que é lindo, e sim, por tudo o que os envolve e cujo desfecho é bem imprevisível.

Ele há tanta maldade, tantos jogos por detrás dos reposteiros da “Casa Real” inglesa… Por isso, não é difícil augurar um panorama, algo parecido com o que viveram Carlos e Diana, especialmente esta última.

Não estou a profetizar, estou, simplesmente, a constatar, comparativamente, uma realidade ainda bem fresca na memória de muita gente. Enfim, o que for se verá!

No entanto, ao contrário do que sempre me sucede, bem gostaria que estas minhas conjecturas estivessem completamente erradas, pois os jovens, recém casados, não merecem a cobiça e a má fé de quem os envolve.

quinta-feira, abril 28, 2011

Sumptuosidade...

Sempre fui contra a sumptuosidade e o despesismo, sem conta nem medida, normalmente existente em muitas cerimónias e actos de casamento.

Por isso me revolta e dói ver tanta “loucura” e tanto dinheiro gasto, em caudal, nesses momentos da vida das pessoas, pois, mesmo sem sair da porta de minha casa, vejo, à minha volta, imensa carência de alimento, vestir, condições de ter higiene, educação, saúde, justiça e… dignidade humana.

Dirão que não mudo o mundo! Sim, é verdade, não mudo nada, nem coisas, nem pessoas. E fico triste a chorar por quantos, por essa Terra fora, sofrem mínguas sem dimensão, nem explicação.

Para se ser feliz, basta tão pouco! Basta apenas haver amor para dar e para receber em recíproca dádiva de corações e espíritos solidários!

Os pontos de admiração não são somente de admiração, são, sobretudo, de afirmação muito concreta, dada a verdade do que, peremptoriamente, se diz.

Penso que quem é inteligente e de boa intenção já entendeu, muito bem, o que estou a dizer e, assim, sem mais divagações, me calo, para que meu silêncio se perpetue, de quebrada em quebrada, e chegue e toque todas as almas.

Schiuuuuu!