quarta-feira, abril 27, 2011

Obras

As obras no meu bairro, são (quase) como as de “Santa Engrácia”, nunca mais têm fim. Vai ficar tudo muito bonito se… entretanto, não faltarem as verbas! Isto dos “cortes”, chega a todo o lado…

Por que será que as requalificações urbanas são sempre tão demoradas? Para poupar mão-de-obra, usam-se menos operários? Os projectos não estão completos e vai-se projectando à medida que se vai fazendo? Os pagamentos vão se fazendo, aos bochechos, só quando há dinheiro? A quem cabe a culpa nos atrasos, ao empreiteiro ou ao dono da obra?

Seja lá pelo que for, o certo é que primeiro que algo se complete passa uma eternidade que, ao ser inaugurado, tudo está já gasto e ultrapassado.

Apetece-nos dizer, por ironia: Vejam lá se não se atrasam mais, antes que o FMI lhe dê na “real gana” e mande cortar nas “despesas”. Que raio… nós merecemos e precisamos das melhorias que estão a ser feitas! Não é um luxo, é uma necessidade!

Mas o que digo para o meu bairro tem cabimento para outras melhorias de que a cidade está carecida e tem em obra.

Quem se atrasa tem de correr um pouco (ou um muito) mais para se tornar a pôr ao lado dos outros competidores.

Cá está, de novo, a minha atávica, contudo saudável, loucura. Pronto. Não digo mais nada!...

segunda-feira, abril 25, 2011

O "melhor"

As pessoas quando fazem ou promovem mudanças de regime – cremos – fazem-no porque estão convictas de que as coisas vão mudar para melhor. Mesmos os ditadores, no momento da mudança e/ou em que atingem o Poder – pensamos –, estão convencidas que tudo mudará para melhor.

O problema, é claro, está é no conceito de “melhor”, pois o que para uns é bom, pode não o ser para outros. Um indivíduo de Direita, por certo, que apostará num regime capitalista; enquanto um outro adepto e cultor de ideais de Esquerda dará preferência a um sistema mais colectivista e de distribuição equitativa de benefícios.

Em Portugal sucedeu, após 25 de Abril de 74, um tanto parecido com o que acabamos de dizer. Todos os partidos que, ao longo destes 37 anos, foram estando no Poder, estavam, ideologicamente, certos de que (a sua governação) estava a fazer o “melhor”.

Afinal as coisas e a vida não são assim tão lineares quanto, de boa fé, muitas vezes, se julga. E… o resultado está bem à vista: um país à beira da falência, mas – afirme-se com veemência – não derrotado e acabado, bastando, apenas, “apertar um pouco (ou um muito) o cinto” e trabalhar com afinco e, naturalmente, a vitória será atingida.

A Esperança não pode, nem dever nunca, desaparecer das nossas almas e dos nossos corações.

Temos 9 séculos de existência e queremos ter muitos mais!....

sexta-feira, abril 22, 2011

Páscoa - passagem

Tal como agora, numa lua cheia, há 1974 anos ocorreu em Jerusalém, pelas três da tarde, uma terrível trovoada que, pelo efeito de um raio, rasgou, de alto a baixo, a cúpula do Templo reconstruído por Herodes. Nesse mesmo instante, ali próximo, no monte da Caveira, expirava (?), numa cruz, um homem que condenaram sob a acusação de fazer andar os coxos, dar vista aos cegos, ressuscitar os mortos e, sobretudo, ensinar que os homens são todos iguais e que o amor e a paz são a força da Vida humana.

Sem pretender impor comentários, sempre direi que esse homem ainda hoje continua a bradar do cimo daquele encruzilhado de paus: «Pai, perdoa-lhes que não sabem o que fazem!»

Nesta passagem da morte para a vida, da falência para a recuperação, bem nos apetece, tal como Jesus de Nazaré, gritar, até a voz nos doer: «Quem tiver ouvidos, ouça!...»

Feliz e Santa Páscoa para todos os Homens de Boa Vontade!

Sãos os humildes, mas sinceros votos do vosso amigo de sempre,

José Calema

quarta-feira, abril 20, 2011

injustiças da "crise"

Às vezes fico a pensar se a Crise” é para todos ou se ainda há privilegiados que não sabem o que isso é, pois gastam que nem uns nababos.

Vem isto a propósito de uma notícia do Google em que, em título, se dizia que “um estudo revela que os portugueses gastam mais em hotéis lá fora…”

Sim, sim! Lá fora somos todos muito ricos, nem que, para isso, nos endividemos disparatadamente e tenhamos, depois, que “apertar o cinto”, por anos e anos.

Eu já não sei se a “nossa” crise foi originária dos maus governos nacionais e estrangeiros, se de nós próprios, desta loucura, de gente pobre com manias e baforadas de ricos.

Agora trememos de medo, porque o FEEF e o FMI, nos vão fazer pagar tudo com “língua de palmo”, até ao último cêntimo, quer gritemos, quer esbracejemos. “Cá se fazem, cá se pagam”. Só que há gente que sem nada ter feito está a (e vai) pagar aquilo que não gozou.

Ai – ó Deus! – que lei cruel e injusta!!!

segunda-feira, abril 18, 2011

A "Crise" e o medo

Quedam medos sem destino, na alma de muita gente, mas, apesar de haver razão, que ninguém se deixe abater pelo acabrunhante desânimo. Os antigos diziam que «atrás de tempos, tempos vêm», no que, sejamos esperançosos e, também, muito realistas há imensa verdade, pois, no meio das tragédias, que nos assolam, acaba sempre por haver algo de bom que impele a seguir caminho, retirando os escolhos e lambendo as feridas.

Não é pondo-nos às “marradas” ao (no) muro das lamentações que solucionamos os problemas que nos afectam, tenhamos disso plena consciência. O que é preciso é seguir o conselho do Marquês de Pombal, ao afirmar, no Terramoto de 1755: «enterrem-se os mortos e cuidem-se os vivos!»

O terramoto económico e político que estamos a viver, não é maior, nem menor do que o daquela ocasião. Só que, naquela época, recorreu-se à ajuda dos nossos “velhos” aliados, os ingleses, agora a ajuda vem do FEEF e do FMI, afinal, vai dar ao mesmo.

Para “cuidar dos vivos”, Sebastião José de Carvalho e Melo, tratou de desenvolver a agricultura, a indústria e o comércio, da forma mais inteligente, ao alcance daquele tempo, promovendo a exportação de vinhos do Douro e outros produtos para Inglaterra e, naturalmente, dando trabalho a multidões de portugueses ociosos, como forma de reduzir a miséria, que, então, graçava.Tenhamos fé e não medo, e – vo-lo digo – surgirá, no meio da borrasca, um luminoso raio de Sol que nos salvará!....