sexta-feira, março 25, 2011

Haja Esperança!...

Portugal é historicamente muito rico. Porque, desde que (1140) nasceu, pela mão de um filho ilustre de Salzedas – Tarouca – que chamaram de Afonso Henriques, sempre viveu em crises, políticas umas e económicas outras, mas sempre, de um modo ou de outro, conseguiu superá-las com sacrifício e muita galhardia, embora, algumas vezes, tivesse de “lamber as feridas” por longo tempo.

Esse ilustre filho de Egas Moniz – segundo Jaime Cortesão – substituto do verdadeiro Afonso Henriques, que faleceu de raquitismo, cremo-lo, por sequela de um qualquer tipo de paralisia cerebral, conseguiu fabricar Portugal, mas não foi capaz (ninguém é) de lhe construir um futuro eternamente sem escolhos.

O que vivemos agora, já foi vivido e superado por nossos antepassados, no decorrer de quase 900 anos de História, com muitas “estórias” de amargura, de luta, e, também, algumas vezes, de grande alegria.

Não temamos! Ergamos a cabeça e sigamos em frente, preparados para sofrer, lutar e conquistar um bom lugar no cômputo geral das nações! Rilhem-se os dentes, pois o que substituirá – por vontade dum povo sem memória – o que se demitiu, será, tenham consciência disso, muito, mas muito pior!...

Com sofrimento atroz e prolongado, sairemos da crise para legar, aos vindouros, um Portugal melhor, porque digno de quem, no século XII, o fundou indo, à espadeirada, por aí abaixo até parar no Oceano imenso e belo.

Sejamos realistas, mas, profunda e perenemente, optimistas!...

quarta-feira, março 23, 2011

Burrice ao cubo

Anda a circular, por aí, um texto que procura santificar o líder líbio, dizendo que o seu país é dos únicos que não tem dívidas.

Que pobreza de argumentação!...

Isso fez-me lembrar a miserável doutrina dos correligionários salazaristas, ao dizerem que os cofres do Estado abarrotavam de ouro.

Que tristeza de pensamento! Então e os homens, as mulheres e as crianças a contorcerem-se com fome, injustiça e ignorância (o analfabetismo imperava numa percentagem perturbadora) não deviam ser a prioridade primeira, em vez do vil metal reluzente?

Em vez de ouro, por que não se tratou de desenvolver o país dotando-o de uma Indústria, uma Agricultura, e um Turismo eficientes, com pessoas tecnicamente instruídas, produtivas e de ideias capazes de manter o seu país avançado no contexto das nações?

Foi como os velhos avarentos com uma fortuna escondida no colchão, mas que, durante a vida, nada fizeram de bom para si e, muito menos, para os outros.

Que grandeza de alma têm essas (míseras) pessoas?...

Como é triste ainda haver gente, tão burra ou mal-intencionada, que divulga, com alarde, coisas assim desgraçadas! Será que a sua burrice não dá para mais?

Oh! Que mundo este em que vivemos?!...

domingo, março 20, 2011

21 de Março - Dia Mundial da Poesia

Poesia (in)coerente?

Calai! Calai Virtudes desta vida, | Permiti-nos, assim, fazer asneiras! | Porque a bíblica “Terra Pro-metida” | Também criava amargas trovisqueiras.

Ser poeta não é ser, de todo, puro, | É ser bem verdadeiro e mui feliz, | Mesmo errando num sonho e pondo escuro | Luz que, por convenção, é de raiz.

Se «Homero também dorme» e é louvado, | Por que não o será um outro Poeta? | Todos nós somos feitos de pecado | E, por tal, transgredimos nossa meta.

Calai! Calai “Exemplos” deste Mundo, | Pois sois – Ó Musas! – corte bem profundo, | A sangrar sem deixar de ser Poesia | P’ra viver e cantar em cada dia!...

sexta-feira, março 18, 2011

A GRANDE APRENDIZAGEM

As confusões, os mal-entendidos e as más-intenções sempre existiram, mas, por falta de meios de comunicação imediata, não eram, como agora, conhecidos e, por isso, se julgava o mundo melhor do que, na realidade, era. As coisas, só tardiamente ou nunca, eram sabidas.

A ignorância dos factos é uma faca de dois gumes: num dá felicidade o desconhecer os maus acontecimentos; no outro retira aprendizagem do que é bom e deve ser seguido e ampliado para bem próprio e dos outros.

A tragédia do Japão, por exemplo, se tivesse sucedido há dois séculos, teria sido conhecida, no Ocidente, tão tardiamente que bem poucos se iriam importar.

- “Foi lá tão longe… que temos nós a ver com isso?!»

É que o conhecimento atempado dos fenómenos quotidianos incentiva sentimentos de solidariedade humana e leva à preocupação por aquilo que afecta e dói no nosso irmão humano, seja ele quem for e esteja onde estiver. E isto é bom, muito bom mesmo. Isto sublima-nos, torna-nos melhores e aproxima-nos de Deus – se seguirmos uma qualquer crença religiosa.

É com os erros ou os mal-sucedidos dos outros que devemos aprender e arranjar coragem para corrigirmos as nossas falhas.

Ou não será?

quarta-feira, março 16, 2011

Hipocrisia Internacional

«O Povo unido jamais será vencido!» – Grita-se muitas vezes em “manifestações” de vária ordem. É mentira! Repito, a plenos pulmões, com total convicção: É MENTIRA!!!

A união popular só é válida se as Forças Armadas, também, estiverem, ou se puserem, (em maioria) do seu lado, como sucedeu, em Portugal, em 25 de Abril de 1974. De contrário, nada feito… é o fracasso.

É o que está a acontecer na Líbia. O déspota – na sua loucura e ganância de Poder –, porque as Forças Armadas, só numa pequeníssima minoria estão com o povo, está a rir-se da vontade popular e a esmagar, impiedosamente, quem se lhe opõe.

Isto dói, dói muito mesmo, mas, desgraçadamente, é uma realidade tão palpável que se lhe não fugir. Quem tem as armas e as estratégias bélicas é que vence. Não é com pedras e estadulhos – esse tempo já lá vai há muito – que se ganham as batalhas dos nossos dias.

Embora seja, por temperamento, pacifista Não deixo de me indignar, perante um mundo que vê, impávido e sereno, todos os dias bombardeamentos pela aviação, contra gente inocente que, na Líbia, morre injustamente, só porque luta pelo seu natural direito a Ser e a Viver em liberdade e paz.

É a hipocrisia das Instituições e/ou Organizações Internacionais que, tal como os especuladores da banca, só pensam nos seus proventos, neste caso o petróleo, e os outros… que se lixem!...

E não digo mais…