sexta-feira, março 18, 2011

A GRANDE APRENDIZAGEM

As confusões, os mal-entendidos e as más-intenções sempre existiram, mas, por falta de meios de comunicação imediata, não eram, como agora, conhecidos e, por isso, se julgava o mundo melhor do que, na realidade, era. As coisas, só tardiamente ou nunca, eram sabidas.

A ignorância dos factos é uma faca de dois gumes: num dá felicidade o desconhecer os maus acontecimentos; no outro retira aprendizagem do que é bom e deve ser seguido e ampliado para bem próprio e dos outros.

A tragédia do Japão, por exemplo, se tivesse sucedido há dois séculos, teria sido conhecida, no Ocidente, tão tardiamente que bem poucos se iriam importar.

- “Foi lá tão longe… que temos nós a ver com isso?!»

É que o conhecimento atempado dos fenómenos quotidianos incentiva sentimentos de solidariedade humana e leva à preocupação por aquilo que afecta e dói no nosso irmão humano, seja ele quem for e esteja onde estiver. E isto é bom, muito bom mesmo. Isto sublima-nos, torna-nos melhores e aproxima-nos de Deus – se seguirmos uma qualquer crença religiosa.

É com os erros ou os mal-sucedidos dos outros que devemos aprender e arranjar coragem para corrigirmos as nossas falhas.

Ou não será?

quarta-feira, março 16, 2011

Hipocrisia Internacional

«O Povo unido jamais será vencido!» – Grita-se muitas vezes em “manifestações” de vária ordem. É mentira! Repito, a plenos pulmões, com total convicção: É MENTIRA!!!

A união popular só é válida se as Forças Armadas, também, estiverem, ou se puserem, (em maioria) do seu lado, como sucedeu, em Portugal, em 25 de Abril de 1974. De contrário, nada feito… é o fracasso.

É o que está a acontecer na Líbia. O déspota – na sua loucura e ganância de Poder –, porque as Forças Armadas, só numa pequeníssima minoria estão com o povo, está a rir-se da vontade popular e a esmagar, impiedosamente, quem se lhe opõe.

Isto dói, dói muito mesmo, mas, desgraçadamente, é uma realidade tão palpável que se lhe não fugir. Quem tem as armas e as estratégias bélicas é que vence. Não é com pedras e estadulhos – esse tempo já lá vai há muito – que se ganham as batalhas dos nossos dias.

Embora seja, por temperamento, pacifista Não deixo de me indignar, perante um mundo que vê, impávido e sereno, todos os dias bombardeamentos pela aviação, contra gente inocente que, na Líbia, morre injustamente, só porque luta pelo seu natural direito a Ser e a Viver em liberdade e paz.

É a hipocrisia das Instituições e/ou Organizações Internacionais que, tal como os especuladores da banca, só pensam nos seus proventos, neste caso o petróleo, e os outros… que se lixem!...

E não digo mais…

segunda-feira, março 14, 2011

O Apocalipse

Será que as “profecias” de Jesus, do Apocalipse (Revelação), de Nostradamus e outras posteriores estão a começar a cumprir-se?...

As reticências, neste caso, têm como objectivo adensar a dúvida, reforçando o efeito secundário da questão. Quanto à resposta, ela depende muito (tudo) do grau de credibilidade, para estas coisas, do interrogante. Para um Espírita, uma Testemunha de Jeová, um qualquer Esotérico e outros a resposta é Sim! No entanto, mesmo sendo do signo de Aquário, para mim a resposta é, simplesmente: Não sei!

E “não sei”, porque – embora o enunciado das profecias esteja a acontecer, (terramotos, maremotos, inundações, terrorismo, guerras disseminadas, desentendimentos políticos, etc.) – há, entretanto, nos Evangelhos, uma frase de Jesus que afirma que ninguém conhece quando esses acontecimentos se concretizarão, pois «só o Pai o sabe».

Todavia, atendendo à advertência do próprio Cristo que disse para “estarmos vigilantes e preparados”, tudo pode suceder.

O melhor, portanto, é mantermo-nos bem despertos e preparados para quanto puder vir a ocorrer, seja muito em breve ou seja daqui a muitos séculos ou milénios. E, neste caso, a melhor preparação é substituirmos a inveja, o ódio, o despotismo, a violência por uma nova e importantíssima energia: O Amor!

Amor que tem de vir de dentro de cada um de nós com sinceridade e, sobretudo, com autenticidade.

Está dito. Quem tiver ouvidos, entenda!...

quinta-feira, março 10, 2011

«All you need is love»

Os Beetles, apesar de já terem passado mais de 40 anos, continuam actualizados. Pois «o que é preciso é amor

Mas, infelizmente, essa virtude (sentimento) não existe no coração e na alma dos ditadores, por mais que digam ou façam para demonstrar a sua “boa intenção”. E nem “ com lágrimas de crocodilo” conseguem convencer-nos.

Mesmo após a sua queda, por vontade do povo ou dos militares, a sua influência será notada e causará um incongruente sentimento de “saudosismo” nos seus correligionários que perderam os privilégios que usufruíam.

Em Portugal, depois do 25 de Abril, também foi assim e, ainda hoje, há quem, saudosa e estupidamente, evoque, com encómios, o ditador de Santa Comba Dão, dificultando, de algum modo, o evoluir da Sociedade e o avanço económico/civilizacional do País.

Depois da queda de qualquer regime, é sempre difícil construir uma nova forma de governação, uma vez que a mudança não é – se não pela força – imediata. Primeiro há que criar novos padrões mentais e só depois será possível erigir a nova fórmula para se Ser e Estar. Isso, às vezes, leva mais de duas ou três gerações.

Claro – digo eu – que se houver Amor a transformação vivencial das pessoas e das nações será mais célere e resultará positiva.

– «O que é preciso é amor!»

segunda-feira, março 07, 2011

Dia da Mulher

Tira máscara. Bota máscara. Põe peruca. Tira peruca. Este ano as senhoras tiveram azar. O seu Dia de luta e reivindicação calha mal, porque, por questões de Lua, deu em ser Dia de Entrudo.

Mas isso, apesar dos folguedos, não deve, de modo nenhum, ser motivo de desistência. Há sim, é que, usando a circunstância, saber utilizar o humor e dizer o que tem de ser dito. È só puxar um pouco pela imaginação e, com inteligência, travar a batalha que tem (ainda) de ser desenvolvida.

E isto porque, por esse Mundo fora, existem mulheres mal-amadas, exploradas (diga-se, escravizadas), maltratadas, violadas, com fome e sem quaisquer Direitos.

È preciso, è urgente que as mulheres gritem, por si e pelas outras, os seus sofrimentos e dores, para que a sua voz se ouça num clangor interminável e mexa nas consciências dos lideres, políticos e religiosos, para que o panorama se modifique rapidamente.

E – afirme-se corajosamente e sem rodeios – é importante e fundamental que os homens se deixem de “machismos”, bolorentos e indignos, e, em uníssono com elas, levantem suas vozes e punhos cerradas numa mesma causa em prole da dignificação da condição feminina.

Estamos todos no mesmo bote. Elas são as mães de nossos filhos e são o esteio da Sociedade. São elas que amenizam as dores de uma Humanidade sofrida e agastada consigo própria.

O brado aqui fica para que alguém o escute!...