sexta-feira, março 04, 2011

Curta, muito curta, mas verdadeira...

Querem que seja ordenado ao ditador Kadafi um mandato de captura, para que seja julgado por crimes contra a humanidade. Ele responde desde já com bombardeamentos severos contra as cidades tomadas pelos seus opositores. Quem paga são os civis que durante 40 anos sofrem a prepotência de um louco, sem sentimentos e, se calhar, sem… alma de gente.

E a pergunta, perante a conjuntura, continua a mesma de há semanas: O que está para acontecer, naquela parte do Mundo, e quais as consequências?

Boas não são, de certeza. Estamos à beira do “armagedão”, falado no Apocalipse?...

É para reflectir, com sérias preocupações!...

quarta-feira, março 02, 2011

E se...

E se não houvesse poluição; desastres; sofrimento; fome; nudez; ignorância; desemprego; injustiça; política incompetente; religião fanática porque dogmática; inveja e maldade o Mundo seria melhor e os homens seriam felizes?

Não sei! Se tudo fossem rosas, bondade e paz creio que, por absoluta falta de comparação, não saberíamos apreciar esse paraíso e, provavelmente, cairíamos num tédio de morte e, então, não evoluiríamos cientifica e psicologicamente, tombando, morbidamente, numa apatia que – penso eu – estagnaria o progresso, fazendo com que a Vida, sem motivações, não tivesse qualquer sentido para Ser e Existir.

Jesus de Nazaré sabia bem disso ao afirmar, com verdade e sem rebuço: «Eu não vim trazer a paz, por mim estará pai contra filho…!»

Pois é! Cristo veio trazer a diferença entre os homens em sua forma de agir e, sobretudo, pensar. Veio ensinar a termos as nossas próprias ideias e a não sermos carneiros obedientes, incondicionalmente, à voz dum pastor impositor de princípios. Veio dizer-nos para sermos nós mesmos, ouvindo os outros, mas tendo ideias e pensamentos próprios, sem nos sujeitarmos a dogmas e a tabus. Mesmo que os maiorais não gostem, por mor da sua tacanhez de espírito e/ou despotismo ditatorial, quando quisermos fazer o bem, temos de estar – como Ele disse – «filho contra pai

- Abaixo o carneirismo rotineiro e retrógrado!

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

À volta de um pensamento

«Não é o sofrimento que destrói o homem. O que o destrói é o sofrimento sem sentido...» – Escreveu a minha muito querida, grande amiga e poetisa Terceirense Maria José Azevedo, no Facebook.

Embora não saiba se a frase é sua ou se é transcrição de algum autor que me não vem à memória, não deixa de ser verdadeira, ainda que pareça, numa primeira impressão, algo de muito trivial. Mas é da trivialidade – digo, da rotina – que surgem as grandes realizações da humanidade e mais: é na hora do sofrimento, seja ele qual for, que a fugaz chispa da construção humana impulsiona os criadores, tornando-os grandes e às suas obras.

Vive-se, em Portugal e no Mundo, uma hora atroz de dor e dúvida. Mas não «é o sofrimento sem sentido», porque o objectivo está bem à frente dos olhos: suprir as dificuldades e continuar avante, rumo a um futuro mais justo, mais verdadeiro e, sobretudo, feito com menos amargor e menores sacrifícios.

Neste contexto, irrompe de qualquer cérebro, capaz de o fazer, a questão: Será que, de tal sofrimento, vão ser espoletadas as bombas da criação que resolvam os problemas, tornando-nos, finalmente, felizes?

Apesar de nosso atávico optimismo, temos certas reservas, pois perdemos a confiança nos governantes, nestes e nos outros que, afincadamente, disputam o “poleiro” e, que o povo, de muito curta e fraca memória, estupidamente irá eleger.

Cala-te boca…!

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Sentinela? Alerta está!...

"Quente, Frio e Morno” dizíamos, quando jogávamos em menino às coisas escondidas, ao vermos os buscadores aproximarem-se ou não do lugar do objecto procurado.

Pois é! Também agora, perante as notícias, todos os dias difundidas, no que respeita ao grande vulcão em erupção que está a ser o Norte de África, nos apetece gritar: “Quente, quente, muito quente!” Para aquelas bandas está mesmo tudo muito quente e à beira de um abismo humanitário de proporções, totalmente imprevisíveis. Mas, de certeza, nada boas.

A vida humana já não tem valor, e o direito de ter e gozar liberdade é, a cada minuto, espezinhado. Os brados de desespero, dor e revolta são ignorados e, na maioria, sufocados pelo uso da violência mais feroz e selvagem. Os homens já não são homens, são monstros sem sentimentos, porque sem alma.

Quem e como parar a insensibilidade e a ganância dos ditadores que teimam em mandar matar os que pensam de modo diverso do seu?

Sem ser alarmista, mas sim, realista, ouso futurar mal de todos esses ruins confrontos. Depois, é o Mundo a contorcer-se com a falta do petróleo e do gás natural. E é a crise económica a dobrar todas os países. O panorama é feito de tão ígneo que apresenta.

Pensemos todos nisto e preparemo-nos para o pior, afim de não sermos tomados de surpresa!...

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Pare, pense e aja!

Se a estupidez e o fanatismo político/partidário fossem música, não temos duvidas nenhumas, Portugal seria uma grande “sinfonia”.

A falta de cabeça para pensar – ao que nos é dado ver – está a atingir cada vez mais gente nesta terra que Afonso Henriques conquistou à espadeirada há coisa de novecentos anos.

E, depois, queixamo-nos de que tudo corre mal, que os governantes e os políticos em geral são isto e aquilo e que fazem isto e aqueloutro. Atribuímos culpas a este e àquele e não somos capazes de tirar dos olhos o argueiro que nos tolhe a visão, corrijo: não puxamos pelo toutiço para vermos que a culpa, desde o 25 de Abril de 1974, é só nossa, pois passamos dificuldades e superamo-las, e tivemos também “vacas gordas” e não amealhamos. Fomos inconscientes e loucos e… agora “choramos na cama que é cabo quente” – como diziam os nossos ante passados.

Quando é que deixamos de ir atrás dos “politiqueiros” e das “partidarites” e pensamos e agimos por nossa própria cabeça? Ou será que já só se tem o “canudo” e não somos capazes de raciocinar?

Está na hora de sacudir a sujeição aos partidos e sermos nós mesmos, gente anónima, a criar e a tomar atitudes, a decidir como superar dificuldades metendo estoicamente mãos ao trabalho para aumentar a nossa produtividade. Ele há para aí tanta terra e tantas outras coisas a pedirem que as ponhamos a render…

E por aqui me fico. Quem tiver miolos que entenda!...