terça-feira, fevereiro 08, 2011

Outra vez “O Tempo das cerejas”

Um “anónimo” comentou o artigo anterior dizendo o que a seguir transcrevo:

«Agora é possível, pois embora caras chegam do hemisfério Sul e encontram-se com facilidade nas grandes lojas de distribuição. Cerejas, melões e outras frutas...

Acabou-se a poesia!»

Pois é! No entanto, eu esclareci bem a questão, no citado artigo, ao dizer: mas esse não é, em Portugal, o tempo delas (das cerejas).

Quanto ao acabar da poesia há três notas a rectificar e a justificar o comentário do amigo anónimo.

1ª – Embora o escrito contenha algo (ou muito) de poético na forma estilística com que foi elaborado, trata-se, apenas e só, de um trabalho de análise política e social.

2ª – Como bem disse o poeta Padre David Maria Turoldo a propósito do “regresso dos monges para refundarem a Europa”: «Para compreender os tempos é preciso escutar os Poetas. Para saber o que padece o mundo é preciso interrogar os poetas.»

3ª – A Poesia é Imorredoira e, por isso, é eterna, hajam ou não cerejas mui rubras, aromáticas e doces.

A Poesia é a forma de tornar a pílula da política, mais tragável e é, creiam, a essência do meu viver, superando as dificuldades, as ansiedades e as rejeições – por preconceitos estúpido – dos que, ainda, não abriram a mente, o coração e… o espírito à beleza da Vida.

E pronto, por aqui me quedo!

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

O Tempo das cerejas

Acho eu, que todos nós gostaríamos de comer cerejas em Janeiro, bem gradas, vermelhinhas e saborosas, mas esse não é, em Portugal, o tempo delas. Tudo tem o seu tempo, diz-nos o apóstolo Paulo, numa das suas epístolas, cheio de razão.

As coisas neste país – digo: no Mundo – andam um pouco confusas e não se vêem evoluir para melhor. Vai daí os políticos metem-se a acusar-se mutuamente, botando culpas aos outros, esquecendo que todos (os pró e os contra) são culpados, pois todos, num tempo ou noutro, já estiveram no “poleiro” fazendo coisas boas e coisas péssimas.

Que ninguém atire pedras para o ar uma vez que todos temos “telhado de vidro” que pode quebrar. Há, sim, que dar tempo ao tempo e aguardar que as cerejas brotem, cresçam e amadureçam para, depois, nos deliciarmos com o seu sabor.

Ser apressado (diga-se: ansioso) não leva a nada, só piora situações, desenvolvendo conflitos e ambiências de desgraçado mal-estar.

Ou será que os lançadores de atoardas estão, antecipadamente, a fazer campanha pré-eleitoral?... Se calhar é isso!...

Pobre Zé-povinho que, na sua (atávica e fanática) boa-fé, se deixa influenciar pelas cortinas de fumo expelidas pelos profissionais da política soez e maldita!...

Tenhamos calma e esperemos pelo tempo das cerejas para as comermos tranquilamente à sombra da árvore frondosa que é a Vida!...

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

A propósito de “Que fique o Sonho!…”

Por que será que os ditadores e os que os apoiam não são capazes de se expressar sem ser pela violência?

Esta pergunta tem sentido. Não é uma mera frase lançada ao vento, tenhamos disso verdadeira consciência. Eles agem assim, exactamente, porque as suas ideias são escassas ou porque, simplesmente, são bajuladores e, quando vêem que as suas benesses estão em risco, não conhecem meios para chegar aos fins. Então perdem a noção das realidades e actuam da única forma que, na sua tacanhez de espírito, conhecem: a força, a violência. Essa gente não tem uma grande alma universal, como Jesus, Gandhi, Martin Luther King ou Desmond Tutu. Essa gente desconhece, por completo, o que é ser “pacifista”. Quero dizer: como não têm ideias só conhecem, como forma persuasora, a força dos seus músculos e a maldade da sua cabeça.

É isso o que está a suceder no Médio Oriente. A minoria, bem instalada no poder ou dele dependente, não sabe dialogar e, desse modo lamentável, entra em pânico devido à perda das regalias adquiridas, começando, incontroladamente e sem escrúpulos pela vida e bem-estar dos outros, a fazer disparates que são autênticos crimes.

É pena que as coisas, nesta vida e neste Mundo, ainda sejam assim!

Onde estão a coerência, a liberdade de expressão e manifestação de ideais, a paz… o AMOR?...

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Que fique o Sonho!...

Os ditadores, além de serem gente sem escrúpulos que se impõe pelo desrespeito dos Direitos Humanos”, são indivíduos que, mesmo vendo e sentindo que o seu tempo no “poleiro” terminou há muito, continuam agarrados de tal maneira ao poder que, para os tirar de lá, é preciso usar muita persistência e, tal como eles, a violência.

Estou a lembrar-me de Nero que acabou por ser morto com o apoio do povo; de Hitler e Mussolini assassinados durante a II Guerra Mundial; de Salazar traído – dizem – pela má construção de uma cadeira; do seu lacaio, Marcelo Caetano deposto (à força) pelos Capitães de Abril; de Pinochet vencido (também à força) pelos seus adversários, pela doença e pela idade que não parava de avançar. Se quisesse prosseguir com a lista de nomes de ditadores, ao longo da História, por certo ficaria com a memória do meu velho computador saturadinho de gigabits (será assim que se escreve?).

Ontem falei no caos político que vai pelo Norte de África, mas discriminadamente não citei o caso do Egito, onde (também) um ditador e déspota não quer abandonar a liderança, provavelmente para não perder a hegemonia e as benesses que daí advêm.

As governações no Mundo e/ou nas sociedades humanas levam, quando para tal não há formação moral, à criação de ditadores. Nesses casos desaparece o sentido (desejo) de democracia, a qual só è saudável pela alternância de poder, seguindo, em absoluto, a soberana vontade popular.

Tenhamos fé – creio-o com convicção – as coisas, no início da terceira década deste milénio (eu já não verei), vão modificar-se e as ditaduras vão desaparecer por um bom milhar de anos da face da Terra.

Ao menos, valha-nos o Sonho!...Os ditadores, além de serem gente sem escrúpulos que se impõe pelo desrespeito dos Direitos Humanos”, são indivíduos que, mesmo vendo e sentindo que o seu tempo no “poleiro” terminou há muito, continuam agarrados de tal maneira ao poder que, para os tirar de lá, é preciso usar muita persistência e, tal como eles, a violência.

Estou a lembrar-me de Nero que acabou por ser morto com o apoio do povo; de Hitler e Mussolini assassinados durante a II Guerra Mundial; de Salazar traído – dizem – pela má construção de uma cadeira; do seu lacaio, Marcelo Caetano deposto (à força) pelos Capitães de Abril; de Pinochet vencido (também à força) pelos seus adversários, pela doença e pela idade que não parava de avançar. Se quisesse prosseguir com a lista de nomes de ditadores, ao longo da História, por certo ficaria com a memória do meu velho computador saturadinho de gigabits (será assim que se escreve?).

Ontem falei no caos político que vai pelo Norte de África, mas discriminadamente não citei o caso do Egito, onde (também) um ditador e déspota não quer abandonar a liderança, provavelmente para não perder a hegemonia e as benesses que daí advêm.

As governações no Mundo e/ou nas sociedades humanas levam, quando para tal não há formação moral, à criação de ditadores. Nesses casos desaparece o sentido (desejo) de democracia, a qual só è saudável pela alternância de poder, seguindo, em absoluto, a soberana vontade popular.

Tenhamos fé – creio-o com convicção – as coisas, no início da terceira década deste milénio (eu já não verei), vão modificar-se e as ditaduras vão desaparecer por um bom milhar de anos da face da Terra.

Ao menos, valha-nos o Sonho!...

segunda-feira, janeiro 31, 2011

… E o medo continua!...

As coisas naquele Norte de África estão a ficar bastante complicadas devido às agitações políticas que por lá vão. Teme-se que aquilo, (por ora «só empurrões» e braços de ferro) possam tomar proporções que ninguém deseja, mas que, infelizmente, podem vir a acontecer. E, naturalmente, de certo, se descambarem para o torto vão afectar todo o Mundo, sendo – penso eu –, de forma mais vincada, pela proximidade, a Europa quem mais vai quedar em”palpos de aranha”.

Como costumam dizer os alentejanos: «aquilo é que vai pr’a ali uma açorda!?...» E esta sem coentros nem hortelã a alegrar-lhe o paladar….

E, assim, o medo continua, qual “espada de Democles” a pairar sobre as nossas cabeças, quer tenhamos (algumas) “culpas no cartório”, quer estejamos completamente inocentes. Os inocentes são (sempre) quem mais sofre, na carne e na alma, os erros que os outros (poderosos) cometem. É um contágio filho da puta – diga-se, usando o vernáculo e sem preconceitos verbais.

Lamentavelmente a “tenda está armada”, como diz o nosso povo. Peçamos à Energia Inteligente Emanante do Cosmos (Deus) que nos acuda e aos poderosos causadores deste mal-estar que dê ponderação e bom-senso, para que tudo se resolva sem mais conflitos, derrame de sangue e perdas de vidas.

Este não é um desabafo. È um grito de alerta de alguém que, também, tem medo…