segunda-feira, janeiro 03, 2011

Um Poema de Novo Ano

Pedi a Deus que me desse | Um novo cantar de Amor, | Mas Deus só escuta a prece | De quem não perdeu valor.

‘stou velho e p’ra nada valho, | Ninguém me quer ou entende, | Já findou o meu trabalho, | Mas meu Estro não se rende.

E vou avante a viver | E a erigir utopia, | Pois todo o meu querer | É construir alegria.

Eu sou louco e sou Poeta, | Sou artista nesta vida, | Não sou um qualquer pateta | De alma nula e mui vencida.

Sou Homem de corpo inteiro, | Grito, choro e esperneio, | Não quero ser um carneiro | Perdido em seu próprio meio.

A Poesia ‘stá comigo | E largá-la eu não consigo | Porque ela é a boa Luz | Que me impele e… me conduz!...

sábado, dezembro 25, 2010

Desejos de Fim de ano


O Nosso planeta está a muito poucas horas de terminar mais uma elíptica translação em torno do Sol, para, de seguida, iniciar nova translação, no girar constante e (quase) infinito da galáxia (Via láctea) a que pertencemos, pelo incomensurável Cosmo.

Este facto natural da vida dos Mundos, está, este ano, a causar, aos terráqueos, uns tantos medos e preocupações. Milhões de pessoas estão assustadas com as restrições económicas e sociais que vão ter de enfrentar e resolver para sobreviverem com um mínimo de dignidade e um pouco de bem-estar.

Um monge budista decide fazer a sua quarentena meditativa, num lugar recôndito e tranquilo da floresta e, mesmo sabendo que a jornada será longa, penosa e eivada de perigos, vai cheio de fé e esperança, certo de que o seu Eu beneficiará com esse período de introspectiva contemplação.

Mas, infelizmente, cada um de nós não tem essa sublime esperança, nem essa férrea fé transcendental, e, à beira do pânico, vamos entrar em 2011 com o coração apertadinho, todavia prenhe de desejos já formulados ou a formular, sem vislumbrar certezas, (sequer) imaginadas, de dias melhores e vai, simplesmente seguindo adiante, como o Monge perante os imensos escolhos topados nas veredas da floresta.

Por isso, digo, num desejo trivial e mui sincero:

Próspero e Feliz Ano Novo!

sexta-feira, dezembro 24, 2010

o Amor e o Natal

«Tens de tocar no fundo, então dás uma pézada e sobes à superfície de novo. As crises são boas, são a única forma de crescer e de mudar.» – Diz Isabel Allende, cheia de razão, no seu romance “O Plano Infinito.”

Será que a crise económica e, também, de valores que estamos a viver em Portugal nos está a fazer “crescer e mudar”, tornando-nos melhores?

Cá por mim, acredito que sim, pois – como dizia meu avô materno – «os pontapés que a vida nos dá têm sempre a vantagem de nos abrir os olhos para a realidade das coisas.»

È evidente que tudo isso nos faz sofrer e dói… Oh! Se dói!...

A Humanidade precisa, em certas ocasiões de ser abanada para despertar dos erros em que chafurda, com frequência, afim de que medite e mude de rumo, caminhando para a humildade e a dignificação de todos os seus membros.

«Já dominamos a energia do vento, dos mares, do Sol. Mas no dia em que o homem for capaz de controlar e usar a energia do amor, será algo tão importante como a descoberta do fogo, (…) pois o mundo em que a humanidade se movimenta está envolvido numa espessa camada de amor.» – Afirmou Teilhard de Chardin.

O Amor é algo que, ao longo dos séculos, Jesus Cristo, Buda e outros sublimes doutrinadores nos ensinaram e nos deixaram, qual remédio infalível, para curar todas as crises deste Mundo.

Pensemos nisto, muito seriamente, neste Natal e, de acordo com as forças e meios de cada um, transformemos nosso viver em sinceras emanações de Amor.

Boas Festas para todos!!!

terça-feira, dezembro 21, 2010

Natal e solidariedade

Pelo Natal é costume haverem refeições quentes e outros mimos para quem (realmente) tem carência de bens e, também, de afectos e isso é bom, muito bom mesmo e é, evidentemente, de louvar.

Mas…? As pessoas precisam não só pelo Natal e/ou em épocas festivas. Quem necessita, necessita sempre! E depois? Depois, a mais das vezes, (salvo raras excepções que as há) ninguém conhece ninguém. È um pouco, de certa forma, como a parábola do “Bom Samaritano”, contada por Cristo: todos passam pelo necessitado e vão adiante, sem remorsos e sem escrúpulos, e só o Samaritano, um estrangeiro, tem piedade daquele infeliz carente de socorro.

Há instituições para o efeito – dizem descaradamente – e quedam-se, impávidos e serenos, deixando aos outros a incumbência de serem solidários com o”próximo” que não conhecem e, por isso – afirmam – não têm obrigação nenhuma de prestar auxílio.

- Ó meu Deus, que Mundo este, a precisar de uma boa vassourada!... Há, por aí, tanto lixo!!!...

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Coisas do (mau) trânsito

Quem circula, a pé ou de automóvel, pela(s) cidade(s) usando os sentidos para desfrutar o ambiente, por certo, não fica indiferente à forma, de velocidade excessiva, como, infelizmente, muitos condutores transitam, provocando sustos e arrepios aos peões e aos outros utentes da via pública.

Com tanta falta de civismo – digo: de responsabilidade – é, entretanto, surpreendente como não há ainda mais acidentes e vítimas nas estradas. Mas, se tal não sucede, isso fica a dever-se aos outros, aos condutores conscientes e hábeis, que têm competência para escapar a tanta irreflexão e falta de respeito pela vida do semelhante e, até, pela própria.

Ao que nos é dado observar, no que concerne à circulação nas rotundas é triste ter de o dizer, pois mais de 70% dos encartados não sabe como rodá-las correctamente. E não sabe, sequer, aproximar-se delas, reduzindo, como mandam as regras, a velocidade.

A estrada, na(s) cidade(s), parece uma selva, onde se “anda sobre toda a folha”, a bel-prazer da inconsciência de cada um.

Quando alguém – como eu, agora – chama a atenção para o facto logo é insultado com palavras de mau jaez ou, no mínimo, é chamado de “bota-de-elástico”, que nunca usou.

Que Mundo este em que vivemos?!...