domingo, novembro 21, 2010

Cada coisa no seu momento

Conviver – aprendi em criança – é, como a palavra o diz, compartilhar vivências. Nada mais simples e mais belo!

Quando convivemos trocamos ideias uns com os outros, falamos, debatemos, rimos, choramos, numa palavra: amarmo-nos uns aos outros, irmanados num só sentimento de entrega e, de certo modo, de paz.

Ontem estive num magusto de uma associação, para que fui convidado com minha esposa, e, pensava eu, iria desfrutar de uma boa noite de convívio.

Enganei-me. A perturbar o ambiente, que “seria” de verdadeiro convívio e autêntica amizade, colocaram uma televisão, ligada a um leitor de vídeo, e puseram-se a passar as imagens (despropositadas, afirme-se com veemência) das actividades dessa instituição, com naturais, mas ruidosas, interjeições dos jovens presentes, empolgados com a aparições dos seus viçosos rostos naquela exibição.

Tudo, nesta vida e neste mundo, tem o seu momento próprio e adequado para acontecer, todavia, num magusto, que devia – repita-se – ser de convívio e fraternal amizade, não foi próprio cortar esse estado de alma com algo que não tinha nenhum enquadramento numa entrega de almas com o mesmo objectivo comum.

Cultura também é isso. Saber o que é e o quando é próprio desenvolver certas acções. A mostra, daqueles vídeos, tinha cabimento numa sessão especialmente convocada para o efeito. Contudo, de forma alguma, se adequava a um Magusto – encontro de diversão, amizade e irmanação de sentimentos e emoções.

Quem dirige uma associação (seja ela do que for) não pode cair em trivialidades, cometendo o erro de desconhecer os devidos momentos para cada coisa, sob pena de estar a destruir o sentido associativo e o altíssimo valor da palavra Cultura.

Mas quem sou eu, pobre mortal, para estar a querer virar o Mundo, já tão de patas para o ar?!...

sábado, novembro 20, 2010

Solidão ou…

«Antes só do que mal acompanhado» – é um provérbio português que, embora incentivando à solidão – previne contra as más companhias.

Sim, sim! Mas… Tudo tem prós e contras.

Se, por um lado, adverte para o perigo de sermos influenciados negativamente; por outra via, faz-nos pensar, também, na desgraça da solidão, por incompatibilidade com quem nos rodeia, o que, por seu turno, não deixa de ser (bastante) mau.

Não termos quem fale a nossa linguagem ou aja em inconformidade com a nossa forma de ser e estar na vida leva, de modo bem vincado e irreversível, ao isolamento e… tantas vezes à depressão.

O artista, no acto de introspecção criativa, procuram a solidão que o coloca naturalmente numa situação de previsão daquilo que tende a realizar. Há quem apelide este estado alma de “meditação”. Eu prefiro chamar-lhe “investigação subliminar”.

No passado dizia-se que «o silêncio é de oiro” no que estou amplamente de acordo sobretudo no que concerne ao acto de criar algo que se pretende seja transcendente e belo.

«Deus me mate no meio da multidão» – afirma-se às vezes, pois eu não sei se será bom se mau, mas sei, isso sim, é que ter (ou sentir) solidão por incompatibilidade de ideias e actos é um estado sentimental que acabrunha, dói e… pode matar.

Então – criando um novo aforismo – diga-se: «melhor mal acompanhado do que só

E viva o convívio, a fraternidade partilhada!!!

quinta-feira, novembro 18, 2010

Deus é Amor e Paz - cuido eu!

«(…) Casa roubada, trancas na porta!» ou por outra forma: «gato escaldado de água fria tem medo!» – São aforismos populares que, no fundo, dizem o mesmo, acautelando, tal como o que diz: «homem prevenido vale por dois!» para a possibilidade de ocorrências desagradáveis.

Estar alerta é uma coisa, mas levar a precaução ao exagero, à paranóia pode, para muitos, parecer uma doença, contudo não é, sobretudo, quando estão em causa vidas humanas, a mais das vezes, inocentes.

É o caso presente com o possível ataque, anunciado para finais de Novembro, provavelmente, em território alemão, da “Al qaeda”, a organização terrorista de cariz religioso, que, desde o “11 de Março”, modificou o Mundo em todas as facetas da Humanidade.

Para pessoas pacatamente pacíficas, como eu (e muitos outros) é difícil conceber que hajam mentes perturbadas a tal ponto de serem capazes de, sem remorsos, fazerem mal, física e espiritualmente, ao seu semelhante e… o que é bem pior, dizendo que o fazem em nome de e para reparação dos pecados praticados contra Deus, quando é tido e sabido que Deus é Amor.

È difícil (quase impossível) entender tal doutrina e tais conceitos morais e sociais.

Onde está a asserção teológica do «amar a Deus e ao – diga-se: através do – próximo como a nós mesmos?»

Será que cada vez estou a ficar mais ignorante?...

terça-feira, novembro 16, 2010

A Sementeira da Guerra...

Por quê e para quê cimeiras da NATO em território português?

Portugal é e está em paz, muito embora viva momentos de grande aflição e de dificuldade económico/financeira que nos preocupa e fere os ossos, a carne e a alma, mas – vinque-se com veemência – não temos agressões de outros países. Somos um Povo pacífico e bastante ordeiro.

Que ganho temos com tal evento?

Preocupação e muitos gastos. É a resposta.

Preocupação com a infiltração – vindos lá não se sabe donde – dos Black Bloc, nas manifestações anti-cimeira que, por certo, irão surgir e por isso exigem medidas de segurança eficazes, mas… altamente dispendiosas, em tempo de poupança forçada.

Gastos pela razão anterior, mas também com a presença das 61 delegações presentes no evento. Claro que não vamos recebê-los de fundilhos nas calças…

Depois, a NATO não nos vem trazer ajuda ou comprimidos que curem as chagas com que nos debatemos. As nossas aflições não são de ou com a guerra, são com o nosso “deficit” que aumentará – é obvio – com a realização desta cimeira.

A NATO não promove a paz (como se pensa e nos querem fazer crer), alimenta (e aumenta, em alguns casos), convençamo-nos disso, a guerra entre nações, porque responder violência com mais violência gera uma muito maior violência. Que triste e real trocadilho!...

Será que sou burro?...

domingo, novembro 14, 2010

Desconhecimento da História

Disse um dia alguém que «um país que não perscruta a sua História é um país sem Futuro.» Estou de acordo, embora seja adepto do “não partir o pescoço a olhar para trás”, pois considero que temos de ver o Passado, apenas como lição que leve à correcção e ao evitar de erros que poderemos vir a cometer.

Por tal motivo, fico espantado e assarapantado quando, num concurso da RTP, vejo pessoas, muitas com cursos superiores, a revelarem grande ignorância da História de Portugal. E, o que é bem pior, em coisas tão simples (eu aprendi isso na minha 4ª. classe da Instrução Primária) como: Quem foi o rei “Restaurador”?

É de bradar aos céus!...

Que país é este e que gente é esta que até, em alguns casos, exerce docência? Assim, para onde vamos e o que pretendemos?

Não se “tape o Sol com a peneira”. Os raios luminosos vão passar pelos interstícios do tecido e iluminar, na mesma, o ponto que queremos escurecido. Mas esta (triste) realidade é preocupante. Há, para aí, tanta iliteracia, tanta ignorância que confrange e dói!...

Analisando as coisas por este prisma, somos capazes de entender o por quê de tanto erro político (e de políticos) que têm sido cometidos e que, nós (povo), temos de corrigir com sacrifícios e dores sem conta, nem tamanho!

- Ò Gente, mas que grande merda!...