quinta-feira, novembro 18, 2010

Deus é Amor e Paz - cuido eu!

«(…) Casa roubada, trancas na porta!» ou por outra forma: «gato escaldado de água fria tem medo!» – São aforismos populares que, no fundo, dizem o mesmo, acautelando, tal como o que diz: «homem prevenido vale por dois!» para a possibilidade de ocorrências desagradáveis.

Estar alerta é uma coisa, mas levar a precaução ao exagero, à paranóia pode, para muitos, parecer uma doença, contudo não é, sobretudo, quando estão em causa vidas humanas, a mais das vezes, inocentes.

É o caso presente com o possível ataque, anunciado para finais de Novembro, provavelmente, em território alemão, da “Al qaeda”, a organização terrorista de cariz religioso, que, desde o “11 de Março”, modificou o Mundo em todas as facetas da Humanidade.

Para pessoas pacatamente pacíficas, como eu (e muitos outros) é difícil conceber que hajam mentes perturbadas a tal ponto de serem capazes de, sem remorsos, fazerem mal, física e espiritualmente, ao seu semelhante e… o que é bem pior, dizendo que o fazem em nome de e para reparação dos pecados praticados contra Deus, quando é tido e sabido que Deus é Amor.

È difícil (quase impossível) entender tal doutrina e tais conceitos morais e sociais.

Onde está a asserção teológica do «amar a Deus e ao – diga-se: através do – próximo como a nós mesmos?»

Será que cada vez estou a ficar mais ignorante?...

terça-feira, novembro 16, 2010

A Sementeira da Guerra...

Por quê e para quê cimeiras da NATO em território português?

Portugal é e está em paz, muito embora viva momentos de grande aflição e de dificuldade económico/financeira que nos preocupa e fere os ossos, a carne e a alma, mas – vinque-se com veemência – não temos agressões de outros países. Somos um Povo pacífico e bastante ordeiro.

Que ganho temos com tal evento?

Preocupação e muitos gastos. É a resposta.

Preocupação com a infiltração – vindos lá não se sabe donde – dos Black Bloc, nas manifestações anti-cimeira que, por certo, irão surgir e por isso exigem medidas de segurança eficazes, mas… altamente dispendiosas, em tempo de poupança forçada.

Gastos pela razão anterior, mas também com a presença das 61 delegações presentes no evento. Claro que não vamos recebê-los de fundilhos nas calças…

Depois, a NATO não nos vem trazer ajuda ou comprimidos que curem as chagas com que nos debatemos. As nossas aflições não são de ou com a guerra, são com o nosso “deficit” que aumentará – é obvio – com a realização desta cimeira.

A NATO não promove a paz (como se pensa e nos querem fazer crer), alimenta (e aumenta, em alguns casos), convençamo-nos disso, a guerra entre nações, porque responder violência com mais violência gera uma muito maior violência. Que triste e real trocadilho!...

Será que sou burro?...

domingo, novembro 14, 2010

Desconhecimento da História

Disse um dia alguém que «um país que não perscruta a sua História é um país sem Futuro.» Estou de acordo, embora seja adepto do “não partir o pescoço a olhar para trás”, pois considero que temos de ver o Passado, apenas como lição que leve à correcção e ao evitar de erros que poderemos vir a cometer.

Por tal motivo, fico espantado e assarapantado quando, num concurso da RTP, vejo pessoas, muitas com cursos superiores, a revelarem grande ignorância da História de Portugal. E, o que é bem pior, em coisas tão simples (eu aprendi isso na minha 4ª. classe da Instrução Primária) como: Quem foi o rei “Restaurador”?

É de bradar aos céus!...

Que país é este e que gente é esta que até, em alguns casos, exerce docência? Assim, para onde vamos e o que pretendemos?

Não se “tape o Sol com a peneira”. Os raios luminosos vão passar pelos interstícios do tecido e iluminar, na mesma, o ponto que queremos escurecido. Mas esta (triste) realidade é preocupante. Há, para aí, tanta iliteracia, tanta ignorância que confrange e dói!...

Analisando as coisas por este prisma, somos capazes de entender o por quê de tanto erro político (e de políticos) que têm sido cometidos e que, nós (povo), temos de corrigir com sacrifícios e dores sem conta, nem tamanho!

- Ò Gente, mas que grande merda!...

quinta-feira, novembro 11, 2010

Centenário de Mestre Campos

Se ainda estivesse entre nós, o homem que me criou e me amou e que eu também amei duma forma profunda e sincera e a quem chamava de pai, faria hoje – dia de S. Martinho –, por volta das 17.00 horas, cem anos (um século).

Mestre Campos, finou-se há 17 anos, mas eu ainda conservo o quanto, quer técnica, quer humanamente de bom e, creio-o, os imensos operários da Serralharia Mecânica que foram seus discípulos e/ou colegas de trabalho, também conservam o que, paciente e com autêntico sentido pedagógico, nos ensinou.

Mestre Campos – pela sua alta qualidade técnico-profissional – foi figura grande no panorama Industrial da Cidade de Viseu, como trabalhador por conta de outrem e, mais tarde, por conta própria.

Mestre diplomado, pela Escola Técnica Sá da Bandeira de Lourenço Marques (Maputo), por razões de ordem ideológica (foi grevista dos Caminhos de Ferro de Benguela), não conseguiu, em Portugal, ser admitido, nessa qualidade, na Escola Industrial e Comercial de Viseu. Enfim, coisas do Regime Salazarista, então vigente e, subservientemente, seguido na Cidade de Viseu, por essa altura (e ainda hoje), covil duma Direita Política intolerante, mesquinha, reaccionária e… tremendamente fascista.

Quando outros menos sabedores e menos importantes na paisagem Industrial viseense, daquela época, têm seu nome numa rua, ele – o maior de todos – está, injustamente, esquecido.

Que terra esta, Santo Deus!...

quarta-feira, novembro 10, 2010

Conjecturas do meu sentir

«Os cães passam e a caravana ladra.» A inversão deste aforismo centenário, talvez dos tempos da “Rota da Seda e das Especiarias”, não é obra do acaso, mas consequência da actual conjuntura, em que, muitas vezes, os políticos, por interesses sub-reptícios, invertem princípios e valores humanos a seu bel-prazer.

Vem isto a propósito de muita gente ainda se não ter apercebido de que os sistemas políticos, há pouco (ou ainda) vigentes no Mundo, estarem, por ineficácia, a cair, um a um, como fruta podre, no fim do Verão, a tombar das árvores.

A economia, a cada hora que passa, vai falhando, sem retrocesso. Os seus objectivos quer sejam consumistas, quer sejam de mercado, quer sejam ainda de características mais liberais e socializantes, terminam sempre, mais tarde ou mais cedo por se desmoronarem irremediavelmente..

Por quê este ruir do prédio económico?

A análise é óbvia e tremendamente simples: tudo aquilo que tiver em vista o lucro, sem finalidade social e de criação de bem-estar humano, não pode (e não consegue) subsistir para sempre, pois se baseia numa falsa equação matemática que é “a receita tem de ser superior à despesa, para criar riqueza”.

Riqueza!?... Para quem e para quê?

Para os poderosos e para os avarentos que, avaramente, querem, quais “Tios Patinhas”, mais e mais esquecendo que, ao seu redor, existem bocas famintas e corpos para cobrir.

A Natureza e a Energia reguladora da Vida na Terra, desta ou daquela forma, acabam, inevitavelmente, por imporem sua sublime Lei de Equidade, promovendo, por este ou aquele modo, o retorno da Harmonia Universal e daí a queda dos sistemas e dos regimes políticos das Nações e dos Povos.

O Homem é o Homem e, como tal e por tal, tem de ser considerado e respeitado.

Está dito! Quem for capaz que entenda!