quarta-feira, outubro 13, 2010

Impessoalidade informática

Olá Amigo A. Pinheiro,
Diz o meu amigo, de há mais de trinta e cinco anos, que sou «engraçado» por responder aos comentários que enviam para este modesto e despretensioso blogue, com a saudação que encabeça esta mensagem (Olá...), porque - diz - as pessoas não conhecem com quem estou a falar.
Pois é! Mas, Amigo Pinheiro, esta coisa dos computadores são máquinas tão frias e impessoais que seria (é, mesmo) menosprezo e até má-educação responder à gentileza de um comentário (favorável ou desfavorável) de forma impessoal e distante. Ensinou-me isto meu filho que "é uma fera" em matéria de comunicação virtual.
Podem, depreciativa ou carinhosamente (seu caso), dizer que sou «engraçado». Não me importo! As coisas são como são. E o resto cada qual é livre de pensar e agir de acordo com a sua maneira de ser e de estar na vida.
Será que sou diferente dos outros em meu modo de actuar? Então que seja, eu sou assim e, nesta matéria, não quero mudar - pelo menos por agora.

segunda-feira, outubro 11, 2010

"Carneirada" ou Ignorância?...

A Ignorância é um mal que nos pode atingir a todos, mas se esse mal é natural e sempre que possível cuidamos de nos informar, deixa de ser mal para ser Conhecimento. O pior é quando nada fazemos para quebrar a Ignorância e passarmos a sabedores. Somos ignorantes, muitas vezes, por laxismo, comodismo e preguiça.
Este planeta - que eu amo, porque estou nele - tem, lamentavelmente, muitos milhões de habitantes a sofrerem de iliteracia, não por culpa sua, mas por absoluta falta de meios de aquisição de conhecimento. Há - eu sei - os saberes herdados de boca em boca e do ver fazer, a que chamamos "Cultura Popular", e isso è bom, muito bom mesmo, contudo não é suficiente, pois sem instrução não é viável o aumento normal do Saber. O sapato sem o pé não anda.
Queixam-se os governos que os povos os não entendem, todavia (há excepções) não se esforçam para que o Povo saiba (efectivamente, por mingua de saber) discernir o bom do mau e age em "carneirada" obediente ao toque de vara ou assobio dos que lhe estão acima ( sindicatos, partidos, igrejas, eu sei lá que mais...) na hierarquia da sociedade.
Já diziam os mais antigos: «Abre os olhos, Mula!!!»

sexta-feira, outubro 08, 2010

"Quem se lixa é o mexilhão"

A elevação espiritual do Ser Humano é mensurável apenas pela forma de entrega ao (seu) próximo.
Essa dádiva de amor e paz é referenciada através do grau de preocupação revelado na obtenção do bem-estar de quem nos rodeia.
Os governantes ( não merecem letra maiúscula) do nosso tempo e deste Mundo, perante o contexto de crise económica que vivemos, não se mostram, minimamente (parece-me), preocupados com o mau-estar geral que estão a causar à maioria dos seus semelhantes, em especial, mais - digo: muito - pobres ou em vias de o serem.
Salazar morreu, mas, infeliz e desgraçadamente, os governantes de hoje estão a ler pela cartilha do Ditador de Santa Comba Dão e, então, tal como ele fez após chegar ao poder, vá de aumentar impostos e de apertar o cinto aos cidadãos seus contemporâneos, em vez de cuidar de desenvolver o país, criando postos de trabalho com salários dignos e promovendo e incentivando a exportação.
Assim (com mais impostos) também eu era capaz de governar e de "fazer milagres"!...
- Meu Deus, quanta pobreza de espírito por aí vai!...

quarta-feira, outubro 06, 2010

A Conjuntura actual

«Onde há lume há fumo» e «o que parece nem sempre é» são ditos populares que, naturalmente, se contradizem e deixam, por mais verdade que (pelo menos) pareçam conter, de ser credíveis ou ponto de referência a seguir.
O mesmo sucede com os políticos, uma vez que muitas das suas afirmações são, de seguida, contraditas pelas palavras futuras ou pelos actos, do que, conclua-se, resulta o descrédito nas ideias e/ou nos sistemas políticos seguidos.
É o tempo da descredibilização universal da política e dos políticos!
E, em consequência, o "povo", no qual cada um de nós se integra, anda baralhado sem saber o que pensar e o que fazer. Mas, no meio deste quadro nada favorável, uma "verdade" fica: as coisas vão mal e, sem queremos, temos de apertar o cinto e, provavelmente, morrer à mingua, sem apoios sociais dignos desse nome.
«(...)Rugem porcelas. Deus nos acuda e nos livre delas!» - Escreveu Guerra Junqueiro.

segunda-feira, outubro 04, 2010

Ternas lembranças dum... Homem velho

Olá Inês,
É a ti que dedico as linhas que se seguem:
Fui, ontem, a Ferrocinto, merendar com o meu primo Zé, na velha casa onde minha mãe foi criada e onde eu, em menino, também fui muito feliz. Foi o regressar às raízes familiares com todas as lembranças e sensações que, num desfolhar de antigo e empoeirado alfarrábio, me vieram à memória.
E... falou-se - corrijo: falei - do nobre Cavaleiro que, depois de extinta a Ordem de Cristo, qual judeu errante, veio por aí acima em busca de um lugar, em que pudesse poisar o corpo e o ferro (espada) que trazia pendente do cinto, e, finalmente, descansar das lutas travadas e das agruras da vida, acabando, nos finais do século XV princípios de XVI, por lançar os alicerces, primordiais, daquela casa e, por inerência, da nossa família.
É sempre bom voltar - como cantou Guerra Junqueiro - ao lar e, mentalmente, dizer: «Minha velha ama que me estás fitando, canta-me canções de embalar...»
Por aqui me quedo com as minhas velhas lembranças...