sexta-feira, outubro 08, 2010

"Quem se lixa é o mexilhão"

A elevação espiritual do Ser Humano é mensurável apenas pela forma de entrega ao (seu) próximo.
Essa dádiva de amor e paz é referenciada através do grau de preocupação revelado na obtenção do bem-estar de quem nos rodeia.
Os governantes ( não merecem letra maiúscula) do nosso tempo e deste Mundo, perante o contexto de crise económica que vivemos, não se mostram, minimamente (parece-me), preocupados com o mau-estar geral que estão a causar à maioria dos seus semelhantes, em especial, mais - digo: muito - pobres ou em vias de o serem.
Salazar morreu, mas, infeliz e desgraçadamente, os governantes de hoje estão a ler pela cartilha do Ditador de Santa Comba Dão e, então, tal como ele fez após chegar ao poder, vá de aumentar impostos e de apertar o cinto aos cidadãos seus contemporâneos, em vez de cuidar de desenvolver o país, criando postos de trabalho com salários dignos e promovendo e incentivando a exportação.
Assim (com mais impostos) também eu era capaz de governar e de "fazer milagres"!...
- Meu Deus, quanta pobreza de espírito por aí vai!...

quarta-feira, outubro 06, 2010

A Conjuntura actual

«Onde há lume há fumo» e «o que parece nem sempre é» são ditos populares que, naturalmente, se contradizem e deixam, por mais verdade que (pelo menos) pareçam conter, de ser credíveis ou ponto de referência a seguir.
O mesmo sucede com os políticos, uma vez que muitas das suas afirmações são, de seguida, contraditas pelas palavras futuras ou pelos actos, do que, conclua-se, resulta o descrédito nas ideias e/ou nos sistemas políticos seguidos.
É o tempo da descredibilização universal da política e dos políticos!
E, em consequência, o "povo", no qual cada um de nós se integra, anda baralhado sem saber o que pensar e o que fazer. Mas, no meio deste quadro nada favorável, uma "verdade" fica: as coisas vão mal e, sem queremos, temos de apertar o cinto e, provavelmente, morrer à mingua, sem apoios sociais dignos desse nome.
«(...)Rugem porcelas. Deus nos acuda e nos livre delas!» - Escreveu Guerra Junqueiro.

segunda-feira, outubro 04, 2010

Ternas lembranças dum... Homem velho

Olá Inês,
É a ti que dedico as linhas que se seguem:
Fui, ontem, a Ferrocinto, merendar com o meu primo Zé, na velha casa onde minha mãe foi criada e onde eu, em menino, também fui muito feliz. Foi o regressar às raízes familiares com todas as lembranças e sensações que, num desfolhar de antigo e empoeirado alfarrábio, me vieram à memória.
E... falou-se - corrijo: falei - do nobre Cavaleiro que, depois de extinta a Ordem de Cristo, qual judeu errante, veio por aí acima em busca de um lugar, em que pudesse poisar o corpo e o ferro (espada) que trazia pendente do cinto, e, finalmente, descansar das lutas travadas e das agruras da vida, acabando, nos finais do século XV princípios de XVI, por lançar os alicerces, primordiais, daquela casa e, por inerência, da nossa família.
É sempre bom voltar - como cantou Guerra Junqueiro - ao lar e, mentalmente, dizer: «Minha velha ama que me estás fitando, canta-me canções de embalar...»
Por aqui me quedo com as minhas velhas lembranças...

sexta-feira, outubro 01, 2010

A Vida - divagação de eterna luta

Estamos sempre a queixar-nos das agruras da vida, mas esquecemo-nos que, afinal, em sua maioria, esses contratempos são fruto do nosso próprio proceder, já que, "por dá cá aquela palha", logo entramos em pânico, em vez de enfrentarmos a realidade e tratarmos de "dar a volta" aos problemas surgidos, sem arrogância, porém com convicção e força de trabalho.
A vida - digo eu - é um barco cujo timoneiro tem sempre, de onda em onda, dar o golpe de timão que garanta a manutenção da rota escolhida.
Chegar ao "porto seguro" da vida é mais que uma simples luta, é uma batalha que, diariamente, temos de travar com denodo e espírito de sacrifício, pois, de outro modo, sussubramos sem glória, nem honra.
Não é encostando-nos ao "muro das lamentações" que resolveremos os problemas que nos afectam e abalam, mas, sim, "pegando o boi pelos cornos", como bem diz o nosso povo. Temos de abrir o peito arfar as vezes que forem precisas e ir em frente com inteligência e decisão de sermos vencedores, hajam as vicissitudes que houverem.
Eu quero sobreviver ao tempo e á conjuntura que, desgraçadamente, nos quer derrotar!...

quarta-feira, setembro 29, 2010

Lixo electrónico

Às vezes, (quase diariamente) ao abrir o meu correio electrónico, sinto uma profunda tristeza - já disse isto aqui, por outras palavras - ao ver a pobreza mental e, nalguns casos, moral de alguns emails que circulam por aí e que me são (re)enviados até por quem me quer bem.
Mas não são só os emails que enfermam disso, são, também, as mensagens apostas nas redes sociais da Internet (facebook, blogues, etc.), pois, a maioria, revela maldade, já que não respeita a sanidade intelectual das pessoas, quer de quem lê, quer mesmo de quem escreve tais incongruências.
Dantes, quando não existia a Net, havia contenção nas mensagens publicadas, uma vez que dependiam do conselho e do estatuto editorial de cada Órgão de Comunicação Social. Agora, cada qual lança na Net todas as burrices e más-intenções que lhe vêm à cabeça distorcida, em seus conceitos e querer.
Eu bem sei que não há forma de controlar essas redes, evitando o flagelo do nosso tempo. Todavia não me quedo estático e calado e vou, como neste instante, gritando - pedagogicamente, afirme-se - a minha desaprovação e... revolta. Pode ser que não seja em vão...!