terça-feira, setembro 21, 2010

Conjecturas sobre a Amizade

Pois é! Está a decorrer Semana da Amizade e ocorreu-me escrever isto:
A Amizade é algo de tão importante e tão transcendente que não é com fazer circular emails, tantas vezes piegas e infantis (como um que recebi), que se mostra o quanto nos queremos bem. Isso é "fogo de artifício" que, depois de fazer pum, acaba com a festa.
A Amizade é silenciosa, não se desfaz em exibições públicas, para "inglês ver" (abraços, beijos, ramos de flores, presentes, etc.), porque a Amizade é algo tão íntimo e tão belo que se esconde no recato do nosso coração, revelando-se, apenas, nas horas de mais precisão, com actos de amor que nos apaziguam as dores do corpo e, sobretudo, da alma.
A Amizade é como a esmola, tem de ser dada com a mão direita sem que a mão esquerda o saiba.
A Amizade é uma dádiva de Deus e, por isso, tem de ser respeitada com devoção e, sublinhe-se, com muito recato, como quem reza e se eleva ao Céu, em meditação feita de cócoras, qual Buda, debaixo de uma árvore no alto de um monte.
«Quem tiver ouvidos que ouça!» - Disse Cristo.

segunda-feira, setembro 20, 2010

Uma praia fluvial com senãos...

Ontem, a Associação C. R. Folclórica - Verde Gaio - de Lordosa, Viseu, levou a efeito o seu convívio anual de confraternização, com um dia passado na Praia Fluvial de Fulgosa, de Castro Daire.
Lugar aprazível, junto à margem do (creio) rio Vouga (ou Paiva?), com arvoredo convidativo a um dia de repouso e, no caso, de certa festa.
Ali tudo está bem, por bem cuidado. Faltando - digo eu, mas quem sou eu?... - apenas um pouco mais de areal que, desconhece-se porquê, foi substituído por cimento.
Também é pena que o acesso (sempre a descer ou a subir, consoante vamos ou regressamos) não tenha sido naturalmente alargado naqueles (talvez) 2 Km. em que dois carros não podem cruzar.
É lamentável que, quando foi feita aquela boa e bonita praia fluvial, quem projectou a obra não tivesse pensado no alargamento da via de acesso. A obra não era difícil nem complicada, atendendo aos meios técnicos que ora são disponíveis, houvesse (ou haja) vontade para fazer as coisas como devem ser. O tempo dos "carros de bois" já lá vai!
E o resto entendam-no os que tiverem a pachorra de ler esta minha simples nota!...

sexta-feira, setembro 17, 2010

Sobre um pensamento de Confúcio...

«Quando vires um homem bom, imita-o; mas se vires um homem mau, analisa o teu comportamento.» Ensinou (e bem) o filósofo asiático Confúcio.
Ao que parece, os espelhos deste nosso mundo e deste nosso tempo foram (quase) todos quebrados, pois, nem bons, nem maus, se olham ao espelho para se analisarem e verem se estão a actuar, na vida, devidamente ou seja, de modo a serem exemplo de virtudes e amor para consigo próprios e para com o seu próximo que deve (tem de) ser respeitado e amado com verdade e responsabilidade: o contrário é o caos, a desarmonia, o ódio e... a guerra.
É preciso, é urgente arranjar espelhos psicológico/comportamentais para quem tem poderes no âmbito social, político, governativo, religioso, eu sei lá que mais.
Ninguém escuta - por conveniência - as vozes dos grandes pensadores do passado!
Não queiramos ser arrogantemente triviais imitando maus exemplos vindos do vizinho do lado!... Nós temos de ser melhores (especiais, óptimos, excelentes), superiormente melhores, pois só assim edificaremos uma imagem que possa ser (bem) vista em qualquer superfície reflectora!

quarta-feira, setembro 15, 2010

Preocupação e tristeza

Quando comecei a aprender a ir às redes sociais de Comunicação da Internet (eu sou muito ingénuo) cuidava que eram fontes de cultura e aprendizagem inestimável. Enganei-me redondamente! Pois essas redes - na maioria usadas por gente (mais ou menos) jovem - estão carregadinhas de tanta trivialidade e... nulidade que (até) confrange.
Onde está a cultura desta juventude oca e, desgraçadamente, impreparada para os desafios do Futuro?
E quedo-me, dolorosamente triste e preocupado...
Uma multidão de questões vêm-me á mente: Que currículos existem no nosso ensino para criarem tantos jovens vazios? Que famílias são as de hoje que não fomentam a busca de mais (se possível, muito) saber nos seus rebentos? Que políticos temos nós que falam, falam, mas tudo vai para pior? Por que se calam os intelectuais deste país e deixam correr as coisa sem intervirem, ao menos (como eu), dando gritos lancinantes de alerta?
Já não sei o que pensar!...

segunda-feira, setembro 13, 2010

Conjecturas...

«Os olhos vêem, o coração sente.» É uma verdade tão real e palpável que se torna difícil (ou mesmo impossível) contestar. Todavia é pena que as pessoas (todas sem excepção) só muito tardiamente é que vêm e sentem o quanto erradas andavam (ou andaram) ao longo dos anos.
No presente caso, estou a lembrar-me da afirmação de Fidel de Castro: «... o nosso sistema não pode ser exportado, para lado nenhum, pois nem cá ele resultou.»
É triste, muito triste, que um homem só chegue a tal conclusão depois de velho e de ter sofrido as dores de uma doença que quase «o levava desta para melhor».
Todos os sistemas políticos, sociais e religiosos , criados pelos homens, acabam por revelar-se ineficazes e têm tendência para morrer «de pé como as árvores, ou deitados como qualquer vilão».
E vamos lá nós confiar em quê e em quem?!...
Valha-nos, ao menos, a nossa esperança em dias melhores e o nosso optimismo que nos impele a prosseguir na luta por tempos mais felizes, porque mais justos!...