segunda-feira, setembro 20, 2010

Uma praia fluvial com senãos...

Ontem, a Associação C. R. Folclórica - Verde Gaio - de Lordosa, Viseu, levou a efeito o seu convívio anual de confraternização, com um dia passado na Praia Fluvial de Fulgosa, de Castro Daire.
Lugar aprazível, junto à margem do (creio) rio Vouga (ou Paiva?), com arvoredo convidativo a um dia de repouso e, no caso, de certa festa.
Ali tudo está bem, por bem cuidado. Faltando - digo eu, mas quem sou eu?... - apenas um pouco mais de areal que, desconhece-se porquê, foi substituído por cimento.
Também é pena que o acesso (sempre a descer ou a subir, consoante vamos ou regressamos) não tenha sido naturalmente alargado naqueles (talvez) 2 Km. em que dois carros não podem cruzar.
É lamentável que, quando foi feita aquela boa e bonita praia fluvial, quem projectou a obra não tivesse pensado no alargamento da via de acesso. A obra não era difícil nem complicada, atendendo aos meios técnicos que ora são disponíveis, houvesse (ou haja) vontade para fazer as coisas como devem ser. O tempo dos "carros de bois" já lá vai!
E o resto entendam-no os que tiverem a pachorra de ler esta minha simples nota!...

sexta-feira, setembro 17, 2010

Sobre um pensamento de Confúcio...

«Quando vires um homem bom, imita-o; mas se vires um homem mau, analisa o teu comportamento.» Ensinou (e bem) o filósofo asiático Confúcio.
Ao que parece, os espelhos deste nosso mundo e deste nosso tempo foram (quase) todos quebrados, pois, nem bons, nem maus, se olham ao espelho para se analisarem e verem se estão a actuar, na vida, devidamente ou seja, de modo a serem exemplo de virtudes e amor para consigo próprios e para com o seu próximo que deve (tem de) ser respeitado e amado com verdade e responsabilidade: o contrário é o caos, a desarmonia, o ódio e... a guerra.
É preciso, é urgente arranjar espelhos psicológico/comportamentais para quem tem poderes no âmbito social, político, governativo, religioso, eu sei lá que mais.
Ninguém escuta - por conveniência - as vozes dos grandes pensadores do passado!
Não queiramos ser arrogantemente triviais imitando maus exemplos vindos do vizinho do lado!... Nós temos de ser melhores (especiais, óptimos, excelentes), superiormente melhores, pois só assim edificaremos uma imagem que possa ser (bem) vista em qualquer superfície reflectora!

quarta-feira, setembro 15, 2010

Preocupação e tristeza

Quando comecei a aprender a ir às redes sociais de Comunicação da Internet (eu sou muito ingénuo) cuidava que eram fontes de cultura e aprendizagem inestimável. Enganei-me redondamente! Pois essas redes - na maioria usadas por gente (mais ou menos) jovem - estão carregadinhas de tanta trivialidade e... nulidade que (até) confrange.
Onde está a cultura desta juventude oca e, desgraçadamente, impreparada para os desafios do Futuro?
E quedo-me, dolorosamente triste e preocupado...
Uma multidão de questões vêm-me á mente: Que currículos existem no nosso ensino para criarem tantos jovens vazios? Que famílias são as de hoje que não fomentam a busca de mais (se possível, muito) saber nos seus rebentos? Que políticos temos nós que falam, falam, mas tudo vai para pior? Por que se calam os intelectuais deste país e deixam correr as coisa sem intervirem, ao menos (como eu), dando gritos lancinantes de alerta?
Já não sei o que pensar!...

segunda-feira, setembro 13, 2010

Conjecturas...

«Os olhos vêem, o coração sente.» É uma verdade tão real e palpável que se torna difícil (ou mesmo impossível) contestar. Todavia é pena que as pessoas (todas sem excepção) só muito tardiamente é que vêm e sentem o quanto erradas andavam (ou andaram) ao longo dos anos.
No presente caso, estou a lembrar-me da afirmação de Fidel de Castro: «... o nosso sistema não pode ser exportado, para lado nenhum, pois nem cá ele resultou.»
É triste, muito triste, que um homem só chegue a tal conclusão depois de velho e de ter sofrido as dores de uma doença que quase «o levava desta para melhor».
Todos os sistemas políticos, sociais e religiosos , criados pelos homens, acabam por revelar-se ineficazes e têm tendência para morrer «de pé como as árvores, ou deitados como qualquer vilão».
E vamos lá nós confiar em quê e em quem?!...
Valha-nos, ao menos, a nossa esperança em dias melhores e o nosso optimismo que nos impele a prosseguir na luta por tempos mais felizes, porque mais justos!...

sexta-feira, setembro 10, 2010

O Medo também faz progredir

As notícias nunca são boas quando perdemos a esperança e, daí, o optimismo para enfrentar os mil reveses do dia-a-dia.
Somos um animal assustado e, naturalmente, frágil, independentemente de sermos um mamífero de certo porte. Tememos os bichos, grandes e pequenos; os nossos semelhantes, poderosos e impotentes; as coisas da Natureza, normais e tempestuosas; e, de certo modo, a própria vida em sua maravilha e em sua desgraça.
Há fanfarrões que alardeiam a sua coragem, mas - Meu Deus -, lá no fundo bem íntimo da sua condição humana, borram-se com medo, como qualquer pessoa,
A mentira, quanto aos receios que nos movem, é coisa que não passa de mero fogo de artifício a iluminar a noite escura que nos vai na alma.
Contudo é pelo medo ou medos que o «Mundo pula e avança», como bem disse António Gedeão, na sua "Pedra Filosofal". Se tudo fossem rosas sem espinhos - tenho a certeza - que não evoluiríamos humana e cientificamente. Não era preciso! E, então, ainda estaríamos a viver nas cavernas.
Viva o medo que nos impele ao progresso, para que mundo e vida sejam melhores!...