segunda-feira, setembro 13, 2010

Conjecturas...

«Os olhos vêem, o coração sente.» É uma verdade tão real e palpável que se torna difícil (ou mesmo impossível) contestar. Todavia é pena que as pessoas (todas sem excepção) só muito tardiamente é que vêm e sentem o quanto erradas andavam (ou andaram) ao longo dos anos.
No presente caso, estou a lembrar-me da afirmação de Fidel de Castro: «... o nosso sistema não pode ser exportado, para lado nenhum, pois nem cá ele resultou.»
É triste, muito triste, que um homem só chegue a tal conclusão depois de velho e de ter sofrido as dores de uma doença que quase «o levava desta para melhor».
Todos os sistemas políticos, sociais e religiosos , criados pelos homens, acabam por revelar-se ineficazes e têm tendência para morrer «de pé como as árvores, ou deitados como qualquer vilão».
E vamos lá nós confiar em quê e em quem?!...
Valha-nos, ao menos, a nossa esperança em dias melhores e o nosso optimismo que nos impele a prosseguir na luta por tempos mais felizes, porque mais justos!...

sexta-feira, setembro 10, 2010

O Medo também faz progredir

As notícias nunca são boas quando perdemos a esperança e, daí, o optimismo para enfrentar os mil reveses do dia-a-dia.
Somos um animal assustado e, naturalmente, frágil, independentemente de sermos um mamífero de certo porte. Tememos os bichos, grandes e pequenos; os nossos semelhantes, poderosos e impotentes; as coisas da Natureza, normais e tempestuosas; e, de certo modo, a própria vida em sua maravilha e em sua desgraça.
Há fanfarrões que alardeiam a sua coragem, mas - Meu Deus -, lá no fundo bem íntimo da sua condição humana, borram-se com medo, como qualquer pessoa,
A mentira, quanto aos receios que nos movem, é coisa que não passa de mero fogo de artifício a iluminar a noite escura que nos vai na alma.
Contudo é pelo medo ou medos que o «Mundo pula e avança», como bem disse António Gedeão, na sua "Pedra Filosofal". Se tudo fossem rosas sem espinhos - tenho a certeza - que não evoluiríamos humana e cientificamente. Não era preciso! E, então, ainda estaríamos a viver nas cavernas.
Viva o medo que nos impele ao progresso, para que mundo e vida sejam melhores!...

quarta-feira, setembro 08, 2010

Devaneio mental?...

As teorias - sejam quais forem - são sempre passíveis de falha, até serem testadas e comprovada a sua eficácia ou o seu erro.
Assim sendo não é de surpreender quando alguém, embora eivado de boa-fé, se deixa levar por uma qualquer teoria apresentada por um (também) qualquer político e vota em A, B. ou C. e, depois, vem a verificar que, afinal, inadvertidamente, cometeu um disparate de todo o tamanho.
Isto é vulgar e natural suceder. Todo o Ser Hum,ano é sujeito à falha, de contrário não seria Homem. A perfeição é coisa Divina e ninguém é Deus. Tudo e todos têm direito à experiência, com vista à melhoria do seu estado físico, psicológico e social.
Todavia não é admissível que, após um desaire, se continue a ser "burro" - pobres bichos que, está provado cientificamente, são dos mais inteligentes à face da Terra - e se continue a votar da forma anterior. Como é curta a memória dos Povos!...
Por que falas assim se não estamos em Tempo de eleições? Porque sou louco e me apeteceu!
Que esta pedra não caia em saco roto!...

segunda-feira, setembro 06, 2010

Medo - mal do nosso Tempo

A vida dos homens, nos dias que correm, é toda feita sobre pressão e... muito medo. Medo da perda do emprego; de que o subsídio de desemprego termine antes de conseguido o novo trabalho; de desaparecer o estatuto social adquirido, com sangue suor e lágrimas; de se deixar de ter o respeito do nosso semelhante ("inferior e superior") e não sei que mais.
E todos estes receios e outros que se vão implantando na mente das pessoas, estão a gerar uma Sociedade de deprimidos e pessimistas inveterados e incapazes de rasgos decisivos que os lancem em vivências saudáveis de luta por si e pelos outros.
É o bicho-de-conta a enrolar-se sobre si mesmo e a mordiscar o próprio rabo, tentando, com essa atitude de imobilismo, fugir à voracidade do predador que, afinal, acaba por o papar mais facilmente.
A hora é de depressões, mas urge - qual naufrago em perigo, sacudir os pavores que nos atormentam e podem aniquilar - esbracejar e agarrar a tábua que nos fará flutuar e chegar a "porto-seguro".
Na actual conjuntura não se pode parar: há que ser Homem, verdadeiramente Homem!...

sexta-feira, setembro 03, 2010

Amor à Natureza - mãe do nosso bem-estar...

Conta a nossa História (de Portugal) que, antes da formação do Condado Portucalense - germe desta nação pequenina, mas que «deu novos mundos ao Mundo« -, por cá andaram, entre outros povos, os Celtas que deixaram além do seu A.D.N., alguns vestígios da sua cultura e religião.
Os Celtas respeitavam e amavam a Natureza e dirigiam preces à sua Deusa usando as árvores, as penedias, as montanhas, como veículo de acesso à Divindade, fazendo, em torno do maior espécime vegetal do bosque mais próximo, em cada 25 de Março e de Dezembro, grandes rituais festivos com danças e cânticos elevados ao Céu, para que a Deusa (feminina e não masculina como noutras crenças) lhes protegesse as vidas, os animais e plantas de seu sustento.
Esse resquício cultural destes nossos antepassados, infelizmente, (ao que se vê) perdeu-se na voragem das ambições humanas e é ver a poluição das montanhas, das matas, dos rios, e do ar que respiramos e, daí, surgem fogos florestais; pedreiras, desenfreadamente, exploradas: lixeiras a céu-aberto e... sei lá que mais.
Como era bom que voltássemos a ser, como os nossos antepassados Celtas, respeitadores e amantes da Natureza!...