quarta-feira, setembro 08, 2010

Devaneio mental?...

As teorias - sejam quais forem - são sempre passíveis de falha, até serem testadas e comprovada a sua eficácia ou o seu erro.
Assim sendo não é de surpreender quando alguém, embora eivado de boa-fé, se deixa levar por uma qualquer teoria apresentada por um (também) qualquer político e vota em A, B. ou C. e, depois, vem a verificar que, afinal, inadvertidamente, cometeu um disparate de todo o tamanho.
Isto é vulgar e natural suceder. Todo o Ser Hum,ano é sujeito à falha, de contrário não seria Homem. A perfeição é coisa Divina e ninguém é Deus. Tudo e todos têm direito à experiência, com vista à melhoria do seu estado físico, psicológico e social.
Todavia não é admissível que, após um desaire, se continue a ser "burro" - pobres bichos que, está provado cientificamente, são dos mais inteligentes à face da Terra - e se continue a votar da forma anterior. Como é curta a memória dos Povos!...
Por que falas assim se não estamos em Tempo de eleições? Porque sou louco e me apeteceu!
Que esta pedra não caia em saco roto!...

segunda-feira, setembro 06, 2010

Medo - mal do nosso Tempo

A vida dos homens, nos dias que correm, é toda feita sobre pressão e... muito medo. Medo da perda do emprego; de que o subsídio de desemprego termine antes de conseguido o novo trabalho; de desaparecer o estatuto social adquirido, com sangue suor e lágrimas; de se deixar de ter o respeito do nosso semelhante ("inferior e superior") e não sei que mais.
E todos estes receios e outros que se vão implantando na mente das pessoas, estão a gerar uma Sociedade de deprimidos e pessimistas inveterados e incapazes de rasgos decisivos que os lancem em vivências saudáveis de luta por si e pelos outros.
É o bicho-de-conta a enrolar-se sobre si mesmo e a mordiscar o próprio rabo, tentando, com essa atitude de imobilismo, fugir à voracidade do predador que, afinal, acaba por o papar mais facilmente.
A hora é de depressões, mas urge - qual naufrago em perigo, sacudir os pavores que nos atormentam e podem aniquilar - esbracejar e agarrar a tábua que nos fará flutuar e chegar a "porto-seguro".
Na actual conjuntura não se pode parar: há que ser Homem, verdadeiramente Homem!...

sexta-feira, setembro 03, 2010

Amor à Natureza - mãe do nosso bem-estar...

Conta a nossa História (de Portugal) que, antes da formação do Condado Portucalense - germe desta nação pequenina, mas que «deu novos mundos ao Mundo« -, por cá andaram, entre outros povos, os Celtas que deixaram além do seu A.D.N., alguns vestígios da sua cultura e religião.
Os Celtas respeitavam e amavam a Natureza e dirigiam preces à sua Deusa usando as árvores, as penedias, as montanhas, como veículo de acesso à Divindade, fazendo, em torno do maior espécime vegetal do bosque mais próximo, em cada 25 de Março e de Dezembro, grandes rituais festivos com danças e cânticos elevados ao Céu, para que a Deusa (feminina e não masculina como noutras crenças) lhes protegesse as vidas, os animais e plantas de seu sustento.
Esse resquício cultural destes nossos antepassados, infelizmente, (ao que se vê) perdeu-se na voragem das ambições humanas e é ver a poluição das montanhas, das matas, dos rios, e do ar que respiramos e, daí, surgem fogos florestais; pedreiras, desenfreadamente, exploradas: lixeiras a céu-aberto e... sei lá que mais.
Como era bom que voltássemos a ser, como os nossos antepassados Celtas, respeitadores e amantes da Natureza!...

quarta-feira, setembro 01, 2010

Divagação teológica

«Deus não mente!» - Li, ontem, num panfleto de uma seita religiosa bem conhecida.
Pois não! - Creio eu, com convicção.
Mas os homens que puseram em livro a "palavra de Deus", recebida através da elaboração da sua hipersensibilidade mental, em horas de meditação e êxtase, cometeram e cometem erros de interpretação e, vai daí, aparecer, nos textos bíblicos, a imagem de um Deus, terrivelmente, castigador e perverso.
Diz o povo e bem: «quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto» e esse ponto é, na maioria das vezes, fruto da ignorância do autor, da conjuntura por ele vivida e, infelizmente, do medo que o invadiu antes e pós escrita. Depois há, também, a considerar as imensas edições e traduções dos textos sagrados, ao longos dos tempos que, naturalmente, também adulteraram o sentido das coisas.
A religiosa Teresa do Menino Jesus (Teresa de Lisieux) amava Deus «porque é Amor e Misericórdia» e jamais castigo.
Deus não mente, mas mentem os homens que, "para levarem a água ao seu moinho", o pintam à sua imagem e conveniência.
Ou não será?...

segunda-feira, agosto 30, 2010

A popósito dos fogos florestais

O Verão continua agressivamente a apresentar-se com fogos florestais - ninguém me convence do contrário - noventa por cento de origem criminosa.
A Natureza sofre com a malvadez humana, é verdade. Mas nós (homens, bichos e plantas), embora o não pensemos, somos culpados e vítimas dessas acções tresloucadas e más.
Queixa-mo-nos da morte das espécies vegetais e animais; gritamos que a vida do planeta está em risco; enfurece-mo-nos com a falta de ar e, afinal, queda-mo-nos estáticos a ver as desgraças acontecerem por culpa de gente que não foi, pedagogicamente, esclarecida, ensinada e preparada para saber amar esta "nossa" Terra que é a única casa que possuímos.
- Ó Deus - sinto fúrias de gritar - por que permites que Seres Humanos destruam o que, com tanto amor e carinho por nós, criaste? Por que não metes na cabeça desta gente malvada que urge salvar o Planeta Azul, onde, ainda, nos deixas morar? Por que não fazes com que aqueles que (como eu) amam a Natureza e a Humanidade e que bradam, por todos os meios ao seu alcance, a urgência da mudança de atitudes, possam ser escutados e as suas palavras seguidas e ensinadas às gerações mais novas, tendo em vista um Mundo melhor?
- Meu Deus, Tu és Pai de misericórdia e nós teus filhos desorientados, tristes e doridos...