quarta-feira, agosto 18, 2010

Uma escritora em construção

Olá Marisa,
Recebi o comentário que me enviaste e que transcrevo a seguir, para que outros, usando o link em anexo o possam também visitar:
«Descobri o seu blogue por um acaso. Parece que temos alguns interesses em comum. peço-lhe que visite o meu blogue e comente
desde já obrigado
http://cicioo.blogspot.com/»
O Cício é, de verdade, o expandir, pela palavra escrita, da alma lavada ( embora, por vezes, algo confusa) de uma mulher/escritora ávida de se mostrar para Ser e Existir.
Pelo que li, pareceu-me tratar-se de alguém jovem, que busca, não só o seu Ego (para si) desconhecido, mas, de modo bem vincado, uma forma de expressão (vulgo: estilo) que a torne visível e a defina como mulher/mulher na dimensão física e espiritual, afim de que desapareçam as dúvidas e, sobretudo, as angústias duma indefinição sentimental e humana que não quer, porque lhe causa dor.
Marisa, é assim que começam as grandes obras e os seus autores! Vai em frente, de olhos bem abertos, para não tropeçares nos escolhos que a vida sempre traz!

segunda-feira, agosto 16, 2010

Aquilino Ribeiro e o Convento da Tabosa

Afirma-se que Aquilino Ribeiro nasceu em Carregal de Tabosa - Sernancelhe, mas, graças às pistas que, nos meados dos anos oitenta do século passado, os padres Bento da Guia (Moimenta da Beira) e Cândido de Azevedo (Sernancelhe), foi-me possível concluir que, afinal, o autor de "Quando os lobos uivam" foi parido, com a assistência de uma das duas últimas freiras que restaram, no Convento da Tabosa.
E esse evento da vida do Escritor deveu-se ao facto de seu pai, Pároco da Freguesia e residente em Carregal, por recato e para calar más línguas, não querer que a sua Governante exibisse uma gravidez fruto da relação afectuosa que os unia. Por esse motivo (de peso para um padre católico) aos três meses de gestação, a mãe de Aquilino foi levada para a puridade de Tabosa, onde já só viviam duas senhoras freiras, sendo que uma (embora bem carregada de anos) era «mui entendida em fazer as crianças virem a este mundo.»
Após o parto a mãe e o menino voltaram para Carregal, onde Aquilino viveu e cresceu, até encetar estudos no Convento de N. Sª. da Lapa, cuja grande Festa ocorreu, ontem, dia 15 de Agosto.

sábado, agosto 14, 2010

Ainda "Fogos Florestais - divagação esperançada"

Disse o Presidente da República que todos temos de trabalhar para acabar com os incêndios florestais.
Pois é!... O pior é que, enquanto "todos" nos esfalfamos a lutar contra tal flagelo, uns poucos se divertem e (provavelmente) lucram a atear os fogos nas matas - nossa riqueza, pela madeira e pela purificação do ar que precisamos de respirar!
É preciso - digo eu, mas quem sou eu?!... - é que cuidemos de, antes do pico térmico do Verão, tratar as florestas, recolhendo toda biomassa ígnea que nelas se vai acumulando, para que, desse modo, se reduza, substancialmente, a capacidade de avanço rápido de qualquer fogo que, entretanto, possa vir a surgir.
Como e quem o fará?
Através de legislação adequada, de empresas especializadas nesse trabalho e do aumento, por todo o país, de Estações de queima de resíduos florestais tendo em vista a produção de energia eléctrica.
Mas isso tem de ser feito para ontem e não para amanhã que o mesmo é dizer: para as calendas gregas, ou seja para nunca mais.

quinta-feira, agosto 12, 2010

Fogos Florestais - divagação esperançada

Portugal arde, a Grécia arde, a Rússia arde, a Califórnia arde, a Amazónia arde, a Austrália arde, e por aí adiante, são títulos, verdadeiramente, preocupantes que surgem nos Órgãos de Comunicação Social com uma frequência assustadora.
Por quê tantos e tão frequentes incêndios florestais por esse Mundo fora? O que está por detrás de tão desagradável fenómeno?
É certo que fogos espontâneos e/ou inadvertidos sempre os ouve, por todo o lado. Mas, agora, a realidade é bem outra. Essas catástrofes ígneas não são acidentes naturais ou erros humanos, são intencionais e premeditadas expressões de criminalidade soez, com objectivos que mais parecem ser de terrorismo insensível e fundamentalista, perpetrado por mercenários e por gente, doentia e facilmente, influenciável: fanáticos que julgam virar as mentes, pelo uso (e abuso) de actos da mais dura violência.
Apesar de tão negro quadro, há que não desesperar! Tenhamos fé: as profecias estão (e vão) cumprir-se. Primeiro as dores do "parto", depois... «o novo Céu e a nova Terra em que a Besta ficará amarrada por mil anos (Apocalipse).»
Pela minha idade já não verei isso, todavia acredito!

terça-feira, agosto 10, 2010

Ainda "Uma advertência em Tempo de Férias"

A pretexto do artigo publicado anteriormente, recebi do mesmo Anónimo, o comentário que a seguir transcrevo, devidamente editado e revisto, no tocante à sintaxe, para que seja mais facilmente entendível pelos meus queridos leitores, não anónimos, a quem gostosa e sinceramente saúdo:
«Pode crer que não fico surpreso com o seu "não concordo". Muitos me têm dito isso quando me ouvem pela primeira vez. Mas quando me refiro nesses termos. tenho em mente, sem dúvida nenhuma, todos os que não sabem viver em liberdade, não cumprem as regras (talvez: Leis), fazem (de) tudo para passarem por cima de tudo e de todos sem olhar a meios. Falta de civismo, falta de educação! Estou contra os que não sabem comportar-se em locais públicos; que roubam; matam; andam nas estradas sem carta, sem seguro; vendem artigos roubados ou contrafeitos; praticam violência domestica ..etc, etc. É a esses que me refiro. São esses que quero dentro, que quero multados, e não aos que exprimem as suas ideias; que concordam ou não com algo e o dizem; aos que se manifestam sem medos de repressão; aos que podem (sabem) andar por onde lhe apetece; aos que pagam os impostos....
Teria muito mais a dizer, mas creio que vai entender a minha revolta. E, já agora, lhe digo que começo a ouvir de amigos: "se calhar até tens razão", este país - bem como este mundo - está uma "bandalheira"
Volto a não concordar. Não são as multas, as prisões e outros tipos de repressão que vão mudar os prevaricadores. "A violência gera violência" - diz-se, com verdade e muito bom-senso.
Por isso, repito o que disse no artigo anterior: Sejamos pedagógicos e usemos o Amor na formação dos mais pequenos e, daqui a uma década, veremos os frutos dessa nossa atitude pacífica e autenticamente cristã.
Julgo que fui claro!