segunda-feira, agosto 09, 2010

Sobre "Uma advertênhcia em Tempo de Férias"

Um anónimo enviou, a propósito do tema em título, o seguinte comentário:
«Não vale a pena apelar, este país é um caso perdido, nem com campanhas de sensibilização isto muda ... somos "baixos" de mais em todos os aspectos ..... para mim, ando a bater nisto há anos, tolerância zero a tudo, mas quando digo tudo é mesmo tudo, coimas a torto e a direito e forte e feio, doa a quem doer e dentro para quem não cumprir, a começar por quem nos governa .... daqui a uns 10 anos isto era um paraíso, a moral e os bons costumes passavam a fazer parte do nosso dia-a-dia»
É evidente, Caro Anónimo, que não estou, nem posso estar de forma alguma, de acordo consigo. Pois penso que a repressão e o radicalismo não são a melhor forma de resolver os problemas. «Quem não vai à palavra, não vai à pancada e é de pequenino que se torce o pepino e educa o menino.» - Diz, muito bem o Povo. - Já nos bastaram 48 anos de repressão, numa ditadura de Direita, carregada de "nacionalismos" que não levaram (nem levam) a nada.
O que é preciso e é urgente é, por todos os meios ao alcance de cada um de nós, com pedagogia inteligente e insistente, mentalizarmos os pequeninos (germes do Futuro) para uma realidade que tem de passar por hábitos saudáveis de preservação do Planeta e de convivência entre todos os Homens e isso - convençamo-nos - só com amor o conseguiremos.
Tenho dito!...

sábado, agosto 07, 2010

U ma advertência em Tempo de Férias

Todo aquele que trabalha, seja qual for a actividade que desenvolva, tem (ou devia ter) direito a Férias, todavia nem sempre assim sucede, umas vezes por culpa de um patronato explorador, outras porque a verba para uns dias diferentes, acaba por não ser suficiente, mesmo acrescentando o respectivo subsídio.
No entanto, felizmente, ainda há muito boa gente que, até mesmo cá dentro, vai a banhos ou vai mudar de ares. E isso é bom, muito bom, diga-se!
Nada a repreender, nem a criticar. A não ser - desgraçadamente há muito disso - quando quem vai de férias põe, também, de férias os bons hábitos de higiene, preservação e defesa do ambiente, lançando lixo para o chão; fazendo "churrascos", descuidadamente, em lugares impróprios; tornando praias e matas em verdadeiras lixeiras e deixando por onde passa a sua marca de mau cidadão, pois desrespeita as mais elementares normas de civismo, educação e convivência humana.
Não sei se deva dizer algo mais?!... O que disse está dito e não foi para ser deitado fora, mas entendido e cumprido, a bem da Natureza e da Humanidade a que pertencemos!...

quarta-feira, agosto 04, 2010

Só os "cegos" não vêem...

Desde os anos 50 a 80 do século passado, o Mundo viveu em "nervoso miudinho" com o que se usava chamar de "Guerra Fria". Era o "arreganhar de dentes" entre os Americanos e a União Soviética.
Agora, desde George Busch, com a invasão militar do Afeganistão e do Iraque; com o "rosnar" e o ataque aos vizinhos, por parte de Israel; com os problemas entre as duas Coreias; e entre o Paquistão e a Índia, a tensão continua elevada e, a cada momento, tudo pode descambar num conflito que o "Zé Pequeno" - «quem se lixa é o mexilhão» - não deseja, mas de que acaba, sempre, por ser a vítima principal, quer "dando o corpo às balas"; quer sofrendo na alma todas as agruras resultantes desse desencontro de ideias e acções bélicas.
Embora o não pareça, os tempos que correm não são (independentemente da "crise económica" em que todas a nações estão envolvidas) de tranquilidade e paz, bem pelo contrário. Então se o Obama virar George Busch e lhe der para invadir o Irão... "temos o caldo entornado" e as consequências serão as mais graves possíveis, porque, de todo, imprevisíveis ou demasiado óbvias.
Quem sou eu, para gritar estes alertas? Não sou, é claro, ninguém, todavia penso e, mesmo que não me ouçam ou não me liguem, tenho o dever e a obrigação de "avisar"!...

segunda-feira, agosto 02, 2010

Mais um grito ecológico

Queixam-se os agricultores, quer do excessivo calor que se tem vindo a sentir em Portugal, causador de muitos dos incêndios florestais: quer, de modo bem vincado, da falta de chuva propiciadora dum melhor desenvolvimento dos agros que têm, por via disso, de ser regados com frequência, esvaziando, obviamente, as reservas de água.
É assim: uma grande parte da Europa "sua as estopinhas" e vê mirrar, sem chuva, os seus produtos agrícolas; por outro lado na Ásia, por mor de monções fora do normal, morre-se e perde-se a agricultura com inundações assustadoras.
O Mundo - diz-se - está virado do avesso! Será?... A quem atribuir culpas?
O Homem, por mais que vozes sensatas gritem e esbracejem, continua ambicioso, egoísta e insensível, na sua "desgraçada" ânsia de enriquecimento rápido e fácil e, com isso, descuida e ataca a Natureza desequilibrando o normal ciclo da vida, com poluições no ar, nos rios, nas terras e nos mares. Depois... é o que se vê! Mas a verdade é que «SÓ TEMOS UMA TERRA!...»
Quantas vezes vamos ainda ter de lançar este grito desesperado e tão importante?...

sexta-feira, julho 30, 2010

Folclore - a riqueza de um Povo II

Prosseguindo no tema em título, uma questão ocorre, naturalmente, cheia de lógica: O que é "Folclore"?
Segundo muitos autores da especialidade, dentre os quais destaco o Poeta autor de «Povo que lavas no rio, | que talhas com teu machado | as tábuas do meu caixão | etc... » Dr. Pedro Homem de Melo, Folclore é tudo quanto, numa zona, região ou localidade, o Povo tocava, cantava, dançava, rezava, usava e fazia, num passado de há mais de oitenta anos.
Assim sendo, logo se deduz que o Folclore, não é uma forma de Cultura menor, porque não é estática, como as lapas nas rochas. O que hoje, para cada um de nós, é trivial e que, mais dia menos dia, deixará de ser tocado, cantado, dançado, rezado, usado e se faz, daqui a mais de oitenta anos, será - creiam - Folclore a salvaguardar e a preservar como riqueza de um Povo.
É por isso que qualquer grupo que se dedique a actividades folclóricas não pode, sob nenhum pretexto, deixar de fazer recolhas e de as aplicar nas suas mostras e espectáculos. As recolhas respeitantes aos finais do século XIX, princípios do século passado, têm de ser enriquecidas com peças de há oitenta anos, ou seja de 1920 a 1930 e, depois, sucessivamente. por aí adiante. Nada se deve perder por desmazelo ou por se cuidar sem mérito.
Urge, em cada momento, aforrar, no cofre dos nossos tesouros, o Folclore, com a avareza do "Tio Patinhas", porque nem um chavo se pode perder!...