quinta-feira, julho 29, 2010

Sobre «Folclore - riqueza de um Povo I»

Sobre o título em epigrafe recebi dois comentários que a seguir transcrevo:

«O titulo, diz tudo...Somos "ricos" desde pequenos,a historia do nosso povo, ninguém apagará.Simplesmente fantástico.Viva o folclore, viva a cultura.Um grande abraço.»
Anónimo

«Olha meu bom e querido amigo Calema, quero dizer-te que continuas em Forma.
Estás com toda a razão. O mal do Folclore é que não é valorizado como deveria ser, inclusive pelas pessoas tidas como intelectuais.
É uma pena realmente, mas é o que temos. Vamos andando com o nosso gosto e empenho por esta maravilhosa riqueza que invade o Nosso País de norte a sul.
Um grande abraço deste teu sempre amigo.»
Álmiro Costa Rebelo

quarta-feira, julho 28, 2010

Folclore - a riqueza de um Povo I

Estou convidado para, na tarde do próximo Domingo, assistir ao Festival de Folclore do Rancho Folclórico "Verde Gaio", de Lordosa, Viseu, de que (eu e minha esposa) somos padrinhos.
Folclore... então tu assistes a uma forma menor de cultura e/ou arte? - Perguntarão os mal informados ou com preconceitos intelectuais sobre a matéria.
Quem pensa dessa forma, está a milhões de anos-luz de conhecer o que é, de verdade, Cultura.
Folclore é - digo-o sem rebuço - a expressão de um Povo (punhamo-lo em letra maiúscula), pois Povo é a essência de uma qualquer nação e a sua maneira de Ser e Estar produz as características éticas, sociais e humanas que o definem e evidenciam no Concílio das Nações e dos Povos.
É, na verdade, pela cultura popular que se avalia o saber e a riqueza de um país. Quanto mais diversificada for a gama no que toca aos saberes e aos fazeres dum grei, mais rica ela é. Portugal - orgulhemo-nos disso - nesse aspecto não é mísero, bem pelo contrário, é um manancial de alto valor. De Norte a Sul, de Este a Oeste é um tesouro de riqueza incalculável. Ao menos, valha-nos isso.
Para a próxima direi mais sobre o assunto. « Deus os salve, meus senhores

segunda-feira, julho 26, 2010

Uma questão de "vocação" ...

Olá Mizé,
Dizias no Facebook: «Estou com vocação p'ra ninguém, vou de abalada para a prática de uns silêncios
E eu, perante tão absurda quanto irreal "vocação" na tua pessoa, demando naturalmente: Vais introspeccionar-te com vista a uma qualquer obra criativa ou vais, contra ti própria, enveredar pelo egoísmo, pelo alheamento ao que te envolve enfiado, por preguiça ou cobardia, a cabeça na areia?
Onde está a mulher inconformada que teve a coragem de dar um pontapé nas estrelas e mudar de vida, seguindo em frente de olhar fixo no Porvir?
Francamente, não querer ter «vocação p'ra ninguém» é renegar a humanidade - diga-se: o humanismo -; é contradizer os princípios da Fé que, dentro de cada um, existe, independentemente da religião que se tenha ou não tenha; é esquecermos o outro e deixarmos de ser solidários com quem sofre.
A prática do silêncio deve ser usada como forma de meditação, na busca do melhor para nós e para o mundo envolvente e, por isso, ser uma "vocação" de amor e entrega a (e "p'ra") todos!...

sábado, julho 24, 2010

Mensagem de recordação e emoção

Olá Bibi,
Bem-hajas pela mensagem que me enviaste e que passo a transcrever sem comentário, a emoção embarga-me o pensamento e tolhe-me os dedos:
«Sabes, meu querido José, desde os bancos da Escola Secundária que gosto de ti e admiro a forma como, apesar das tuas limitações motoras, enfrentas a vida e consegues superar todos os obstáculos surgidos por causa dessa deficiência.
Mas, é interessante referir isto, tu, embora com os teus problemas, sempre agiste de forma que nós, todos os teus colegas, nem dávamos por eles. Tu eras igual a todos nós. Por quê? Porque sabias, com a tua inteligência e alegria de ser e de viver, com toda a tua sedução, ser igual aos outros e, daí, o esquecermo-nos da tua espasticidade. Não eras "deficiente", eras um de nós e todos, sem excepção, te amávamos.
Por que escrevo isto? Porque, depois de cinquenta anos, te encontrei na Net, com um blogue magnífico, quer na forma, quer no conteúdo, que mostra que continuas o mesmo, ainda que o tempo e a vida nos tenha colocado marcas que não se apagam, por mais plásticas que se façam.
Beijinhos da Bibi.»

sexta-feira, julho 23, 2010

Ainda "O Comboio Turístico de Viseu"

Olá P.C.,
Ainda que de forma anónima, o que - diga-se - não é lá muito correcto, sobretudo quando se diz mal, mesmo que de modo construtivo, transcrevo o comentário enviado a propósito do assunto constante do título deste meu escrito:
«Parece uma carroça de outros tempos. | Haja dinheiro para melhorar...»
Às vezes, o dinheiro não é assim tão importante. O que falta é sentido (conhecimento) técnico para, ao menos, tentar melhorar as coisas, possibilitando um pouco de conforto aos utilizadores. Hoje em dia existem sistemas baratos e fáceis de aplicar que eliminam em mais de 7o% o incómodo dos pisos empedrados, nas viaturas que a questão económica passa para segundo ou décimo plano. Por isso eu reafirmo: haja é, efectivamente, vontade!
A Cidade e o Turismo local e regional merecem o melhor para que o nome de Viseu vá mais longe, graças a uma marca (está na moda dizer, "certificação") de qualidade que tem de passar pelas grandes, como pelas pequeníssimas coisas.
E... por aqui me fico!...