segunda-feira, julho 05, 2010

Os nossos erros...

Nada nem ninguém é infalível, o erro é a coisa mais natural, quer no Ser Humano, quer na própria Natureza, onde os "fenómeno0s" (ou anormalidades) existem em número, cada vez mais, indesejável, mas que, olhando com olhos mais perspicazes, talvez até seja de ter como normal.
O Homem erra e a Natureza, para corrigir esses erros, tem forçosamente de disparatar afim de pôr, de novo, as coisas nos seus devidos lugares, ou seja: como dantes. Os pecados da humanidade paga-os a Natureza que, falando em linguagem entendível se "abespinha" e entra, de pronto, em trabalhos de reposição (reconstituição) dos parâmetros de equilíbrio perdidos.
É a ganância e a ambição pelo lucro fácil que leva, constante e perniciosamente, os homens (não são dignos de letra maiúscula) a ferir e a agredir a harmonia natural do planeta que "ainda" habitamos: São a poluição; a exploração desmedida de madeira nas florestas; os derrames tóxicos nos rios, lagos e mares; o betão em lugares inadequados; etc.
E... depois, admiramo-nos das catástrofes que por aí vão cada dia mais frequentes: Secas; inundações; deslizes de terras; eu sei lá que mais?!...
Medite-se bem nestas coisas e façamos(cada um de nós, sem excepção) algo para que não se cometam erros contra a Natureza e, daí, contra nós mesmos, já que "só temos uma Terra"!

sexta-feira, julho 02, 2010

Existencialismo ou...?

Dizem que as "crises existenciais" são coisa natural da puberdade e adolescência dos indivíduos, pois essa é, na maioria dos casos, a altura da vida em que nos questionamos, "quem somos e para onde vamos". Sendo que a resposta nem sempre é fácil, pois implica uma vastidão de dados a considerar no enunciar dos problemas.
Tendo, entretanto, em conta que, para os políticos, a adolescência já há muito passou, é difícil bem entender, as suas acções e comportamentos. Parece que estão, eternamente, em dúvida consigo próprios e, o que é muito pior, com os outros, não sabendo, efectivamente, o terreno que pisam, nem como o pisam. Olha-se ao "politicamente correcto" pensando apenas na conquista de votos futuros e, sem pudor, desprezam-se os interesses individuais dos cidadãos, no contexto geral da vida, com acentuada passagem pela dignificação e valorização humana.
Depois admiramo-nos de que a pobreza e a criminalidade aumentam a cada dia, em Portugal e no Mundo.
Francamente... é tempo de mudar pensamentos e respeitar (sobretudo) o nosso próximo!...

quarta-feira, junho 30, 2010

Também eu...

Apanhei num link qualquer da "Net" a afirmação que a seguir transcrevo:
«Gostaria de ser recordado como o escritor que criou a personagem do cão das lágrimas, no “Ensaio sobre a cegueira”. É um dos momentos mais belos que fiz até hoje como escritor. Se no futuro puder ser recordado como “aquele tipo que fez aquela coisa do cão que bebeu as lágrimas da mulher” ficarei contente» José Saramago in “Público”, 15-6-2008
Pois é!... Também eu!...
A questão não está na cena do cão a lamber as lágrimas da mulher, mas na subjectividade emocional que dela advém. Qualquer artista sentiria orgulho em ser capaz de produzir uma imagem tão simples, porém tão expressiva no despoletar de sensações e emoções na pureza íntima do ser humano.
A melhor homenagem (presente ou póstuma) que se pode prestar a um criador é, sem dúvida, não deixarmos de nos deliciarmos com a obra de arte criada.
Assim, também eu, quando subir ao "assento etéreo", ficarei feliz ao saber que, através da minha obra, não serei esquecido.

segunda-feira, junho 28, 2010

A palavra mais antiga...

Olá Mizé,
As palavras são do Homem. Pertencem ao Homem que as vai inventando à medida que delas vai precisando. As palavras são, por via disso, tão velhas quanto ele na sua estada evolutiva na Terra.
Assim sendo, a mais antiga palavra que o Homem usou foi, tenho a certeza, um simples grunhido de dor, de contentamento, de excitação erótica ou de encantamento perante a beleza de uma flor. E esse grunhido, consoante a entoação, traduzia todos os estados de alma do indivíduo. Essa palavra - ditongo onomatopaico - seria: Hum!...
E era entendível por qualquer ser humano, independentemente da sua origem ou do lugar em que habitava. O caos babélico estava ainda bem longe de surgir no meio do Homem que acabara de descer das árvores, donde deixou de ser um mero primata para evoluir e se tornar num dos hominídeos de - sabe-se agora - há mais de dois milhões de anos.
As palavras, Minha querida, são flores que devem ser cultivadas com amor e muito cuidado e carinho, porque as palavras são a herança mais rica e formosa que recebemos de nossos ancestrais e que, temos obrigação, de legar aos que nos sucederem.
Ou não será?...

sexta-feira, junho 25, 2010

Nulidades e trivialidades

Caro A.C.,
O teu comentário tem toda a razão de ser, pois me esqueci de pôr o adjectivo entre aspas seguido de ponto de interrogação entre parêntesis.
As Instituições têm a qualidade dos seus responsáveis. Se os responsáveis não têm o devido mérito intelectual, como pode a instituição tê-lo? Quem não tem, dentro de si, algo para dar, só pode perder-se com nulidades ou - rectifico - com trivialidades reveladoras de uma imensa pobreza mental e/ou cultural.
Infelizmente, por esse país além, existem instituições ( a letra minúscula justifica-se plenamente) cujos dirigentes se ufanam dos seus canudos académicos, mas a quem mingua talento e nível cerebral e que, por isso, reflectem isso mesmo.
Mas ao que se vê (e bem) é essa gente que, por meios que desconheço, conseguem os subsídios,, os louros e que singram na vida.
Cala-te boca, não digas mais nada!...