sábado, junho 19, 2010

A memória de Saramago

Se quiserem-me dar-me flores, | dêem-mas. mas em vida. | Não quero os vossos louvores | após a minha partida.
Agora é que eu preciso, | pois 'stou "velho" e mui carente. | Os louros - eu vos aviso - | só honram quando presente.
Uma póstuma homenagem | é maldade de invejosos, | por se perder na voragem | de tempos nada piedosos.
O Depois já ninguém herda, | por falta de dia-a-dia. | Quem vai, vai sem alegria. | Por isso: - Que grande merda1!!
Estes meus míseros versos, afinal, adaptam-se à tua vivência pessoal, ó grande José Saramago. Os que te quiseram travar e abocanhar, são hipócritas que, agora, descarada e despudoradamente, levantam a grimpa para dizerem que foste o maior e o melhor!
Que raio de cegueira era (ou é) a deles?!...

Comentario sobre "Faz e desfaz..."

«Mas isso passa-se em qualquer obra, em qualquer canto deste país. Faz-me lembrar uma pergunta, que alguém me fez, acerca de umas obras, numa grande fábrica cá da zona, onde me perguntava o porquê de ter sido uma empresa espanhola a ganhar o concurso. A resposta só pede ser uma: profissionalismo. Todos os funcionários sabem o que vêm fazer e trazem tudo o que precisam, não saem 3 pessoas ao meio da tarde para comprar 10 parafusos
Anónimo
E, se calhar - digo eu -, não andam a passarinhar, por aqui e por ali, a perguntar, uns aos outros, o que ou como fazer.
Se a incompetência fosse música... Meu Deus que grande sinfonia se escutaria em permanência!...

sexta-feira, junho 18, 2010

Faz e desfaz...

Andam obras no meu bairro. Tudo bem e nada de anormal. Parabéns ao Município e à Junta de Freguesia!
Só que, não sei porquê, são as obras do faz e desfaz ou seja, do "abre buraco e tapa buraco". Mete tubo e tira tubo. Coloca boca de incêndio e tira a boca de incêndio para a instalar quatro metros mais atrás afim de não ser abalroada pelos automóveis ao estacionarem.
Ó gente, isto custa dinheiro!
A quem imputar culpas? Aos operários que não sabem ler os projectos? Aos engenheiros que o elaboraram incorrectamente? Ao fiscal da obra que não tem tempo para olhar todas as obras a seu cargo?
E com este "faz e desfaz" admiram-se certas pessoas que hajam derrapagens orçamentais e que o que deveria custar X acabe por resultar em duas ou três vezes mais esse valor.
Brincamos com as verbas do Estado que são, afinal, fruto dos imposto que, suada e dolorosamente, pagamos a esse Estado de incompetentes que nos chupam até ao sabugo e não nos perdoam nem sequer um vintém furado.
Valha-nos Deius!...

quinta-feira, junho 17, 2010

Ainda "Futebol e humildade..."

Sobre o artigo em título, recebi os seguintes comentários que agradeço e passo a transcrever:

«A humildade é (depois da sinceridade), definitivamente, uma das características que eu mais aprecio nas pessoas. Quando a perdem, para dar lugar à arrogância, perdem também o meu respeito.
Neste mundial resta-nos ficar à espera dos resultados!»
Drn

«Se a humildade estivesse na quantidade de qualidade poderíamos já abrir garrafas e brindar as taças... mas realmente não está..».
zé Passarinho

quarta-feira, junho 16, 2010

Futebol e humildade...

Não percebo "nada" de futebol, ou antes sei o trivial que o comum das pessoas sabem, por isso também sou "treinador de café", como soava dizer-se há uns cinquenta anos atrás. Mas aprendi, com um grande atleta e desportista viseense, José Alves Madeira de boa memória, que a "camisola da humildade" é que conduz à vitória e não a fanfarronice prévia e gratuita de que "somos os melhores do Mundo e arredores".
Esse, malfadado, hábito, criado por Filipe Scolari e outros, está a dar maus frutos. Julgamo-nos superes e, quando calcamos a relva, levados por tal empáfia balofa adormecemos, subjugados pelo aroma dos louros com que nos auto-coroamos e... o resultado é, vergonhosamente, decepcionante.
Cada vez admiro mais o "velho" Eusébio da Silva Ferreira, com a sua humildade de futebolista simples, sempre com os olhos no colectivo para quem trabalhava e com a sua genialidade (não anunciada, nem embandeirada em arco) explosiva (esta sim, "explosiva") a resolver, nas horas más, um resultado tendenciosamente negativo.
Apoiar e dar o melhor é bom (é óptimo), mas sem arrogância, afim de, depois, perante um bom resultado, nos congratularmos e festejarmos, com todo o gosto, o sucesso conseguido.
Guardem~se os foguetes e o champanhe para o fim da festa (se a houver)!...