quinta-feira, junho 17, 2010

Ainda "Futebol e humildade..."

Sobre o artigo em título, recebi os seguintes comentários que agradeço e passo a transcrever:

«A humildade é (depois da sinceridade), definitivamente, uma das características que eu mais aprecio nas pessoas. Quando a perdem, para dar lugar à arrogância, perdem também o meu respeito.
Neste mundial resta-nos ficar à espera dos resultados!»
Drn

«Se a humildade estivesse na quantidade de qualidade poderíamos já abrir garrafas e brindar as taças... mas realmente não está..».
zé Passarinho

quarta-feira, junho 16, 2010

Futebol e humildade...

Não percebo "nada" de futebol, ou antes sei o trivial que o comum das pessoas sabem, por isso também sou "treinador de café", como soava dizer-se há uns cinquenta anos atrás. Mas aprendi, com um grande atleta e desportista viseense, José Alves Madeira de boa memória, que a "camisola da humildade" é que conduz à vitória e não a fanfarronice prévia e gratuita de que "somos os melhores do Mundo e arredores".
Esse, malfadado, hábito, criado por Filipe Scolari e outros, está a dar maus frutos. Julgamo-nos superes e, quando calcamos a relva, levados por tal empáfia balofa adormecemos, subjugados pelo aroma dos louros com que nos auto-coroamos e... o resultado é, vergonhosamente, decepcionante.
Cada vez admiro mais o "velho" Eusébio da Silva Ferreira, com a sua humildade de futebolista simples, sempre com os olhos no colectivo para quem trabalhava e com a sua genialidade (não anunciada, nem embandeirada em arco) explosiva (esta sim, "explosiva") a resolver, nas horas más, um resultado tendenciosamente negativo.
Apoiar e dar o melhor é bom (é óptimo), mas sem arrogância, afim de, depois, perante um bom resultado, nos congratularmos e festejarmos, com todo o gosto, o sucesso conseguido.
Guardem~se os foguetes e o champanhe para o fim da festa (se a houver)!...

segunda-feira, junho 14, 2010

Ainda "Uma questaão de tempo ou falta dele..."

Olá Hesseherre,
Achei graça ao comentário que me enviaste a propósito do meu último artigo "Uma questão de tempo ou falta dele..." e, por isso aqui o transcrevo.
«"pescadinha de rabo na boca"...
Me encantei com esta frase, ela exprime algo como quem se dedica a venerar o próprio umbigo...grande abraço irmão...»
Em Portugal, aquela expressão", é usada para especificar algo que retorna ao princípio ou, se quiserem, é o reiniciar de um ciclo ou, ainda, repetir a acção.
Todavia, naquele caso, também poderemos adaptar a frase ao conceito da tua interpretação, embora ela esteja bem explícita no artigo em causa.
De todo o modo, na vida das pessoas, existem tantas "pescadinhas de rabo na boca" a que não podemos fugir e que, no fundo, nos machucam e atam os pés bem à terra causando, no nosso espírito, moças que não desejamos.
Enfim... é a vida!...

sexta-feira, junho 11, 2010

Uma questão de "tempo" ou falta dele...

«O Tempo é filho dum Tempo que não deu tempo ao Tempo de vir a ser Tempo, porque não tinha tempo de ser Tempo com tempo e perdurar no tempo que o Tempo não quer que exista
Esta (quase) cega-rega que aprendi em menino e que - na altura cantarolava sem entender -, parece, não ter sentido, está, metaforicamente, carregada de enormes verdades ajustáveis aos dias que ora vivemos.
Andamos (todos) tão atarefados e apressados que deixamos, a cada passo, de fazer o que devíamos, esquecendo-nos da obrigação primordial de todo o Ser Humano, ou seja: dar amor na solidariedade do conviver com o outro que, por seu turno, seguindo a lufa-lufa de toda a gente, não cumpre o dever da reciprocidade, entregando os seus afectos a quem o rodeia e, de certeza, o ama.
É a "pescadinha de rabo na boca": um ciclo vicioso que se propaga e que ninguém quer quebrar. Olha-se, cada vez mais para baixo (para o umbigo) e não levantamos, por um instante, o olhar nem para o lado, nem para o Céu.
Estamos a perder o sentido do afecto, da partilha com o nosso semelhante e, por arrasto, a espiritualidade que faz de nós verdadeiramente Homens. Depois, como desculpa, dizemos, desenvergonhados, que "não temos tempo"!...
Estarei louco'...

quarta-feira, junho 09, 2010

Dia de Camões

10 de Junho - Dia de Portugal e de Camões.
«Mudam os tempos, mudam as vontades...»
Pois é1... Só que a mudança de que fala o Épico, a mais das vezes, não é para melhor, nem de acordo com as nossas necessidades e desejos.
Veja-se o que se está a passar pelo Mundo. A Paz é tão precária que, a todo o o momento, pode suceder que o verniz estale e, então, desgraçadamente, desabará sobre todos nós uma Guerra cujas consequências não é fácil profetizar, dado o negrume que a envolverá.
Não estou - note-se - a ser "Profeta da Desgraça", estou, somente, a analisar a realidade visível e palpável do que vai por aí fora. Nada se respeita, nada, nem ninguém, se atemoriza.
Arreganham-se, descaradamente, dentes uns aos outros, no Médio, no Extremo e por todo o Oriente, É a provocação diária e constante. Na Europa e nas Américas, as coisas, ainda que menos visíveis, também andam em ebulição, qual vulcão prestes a rebentar.
«Mudam os tempos..».