segunda-feira, junho 14, 2010

Ainda "Uma questaão de tempo ou falta dele..."

Olá Hesseherre,
Achei graça ao comentário que me enviaste a propósito do meu último artigo "Uma questão de tempo ou falta dele..." e, por isso aqui o transcrevo.
«"pescadinha de rabo na boca"...
Me encantei com esta frase, ela exprime algo como quem se dedica a venerar o próprio umbigo...grande abraço irmão...»
Em Portugal, aquela expressão", é usada para especificar algo que retorna ao princípio ou, se quiserem, é o reiniciar de um ciclo ou, ainda, repetir a acção.
Todavia, naquele caso, também poderemos adaptar a frase ao conceito da tua interpretação, embora ela esteja bem explícita no artigo em causa.
De todo o modo, na vida das pessoas, existem tantas "pescadinhas de rabo na boca" a que não podemos fugir e que, no fundo, nos machucam e atam os pés bem à terra causando, no nosso espírito, moças que não desejamos.
Enfim... é a vida!...

sexta-feira, junho 11, 2010

Uma questão de "tempo" ou falta dele...

«O Tempo é filho dum Tempo que não deu tempo ao Tempo de vir a ser Tempo, porque não tinha tempo de ser Tempo com tempo e perdurar no tempo que o Tempo não quer que exista
Esta (quase) cega-rega que aprendi em menino e que - na altura cantarolava sem entender -, parece, não ter sentido, está, metaforicamente, carregada de enormes verdades ajustáveis aos dias que ora vivemos.
Andamos (todos) tão atarefados e apressados que deixamos, a cada passo, de fazer o que devíamos, esquecendo-nos da obrigação primordial de todo o Ser Humano, ou seja: dar amor na solidariedade do conviver com o outro que, por seu turno, seguindo a lufa-lufa de toda a gente, não cumpre o dever da reciprocidade, entregando os seus afectos a quem o rodeia e, de certeza, o ama.
É a "pescadinha de rabo na boca": um ciclo vicioso que se propaga e que ninguém quer quebrar. Olha-se, cada vez mais para baixo (para o umbigo) e não levantamos, por um instante, o olhar nem para o lado, nem para o Céu.
Estamos a perder o sentido do afecto, da partilha com o nosso semelhante e, por arrasto, a espiritualidade que faz de nós verdadeiramente Homens. Depois, como desculpa, dizemos, desenvergonhados, que "não temos tempo"!...
Estarei louco'...

quarta-feira, junho 09, 2010

Dia de Camões

10 de Junho - Dia de Portugal e de Camões.
«Mudam os tempos, mudam as vontades...»
Pois é1... Só que a mudança de que fala o Épico, a mais das vezes, não é para melhor, nem de acordo com as nossas necessidades e desejos.
Veja-se o que se está a passar pelo Mundo. A Paz é tão precária que, a todo o o momento, pode suceder que o verniz estale e, então, desgraçadamente, desabará sobre todos nós uma Guerra cujas consequências não é fácil profetizar, dado o negrume que a envolverá.
Não estou - note-se - a ser "Profeta da Desgraça", estou, somente, a analisar a realidade visível e palpável do que vai por aí fora. Nada se respeita, nada, nem ninguém, se atemoriza.
Arreganham-se, descaradamente, dentes uns aos outros, no Médio, no Extremo e por todo o Oriente, É a provocação diária e constante. Na Europa e nas Américas, as coisas, ainda que menos visíveis, também andam em ebulição, qual vulcão prestes a rebentar.
«Mudam os tempos..».

segunda-feira, junho 07, 2010

Acabe-se com a ganância!...

Pela ganância exacerbada do lucro fácil e rápido, de alguns, pagam sempre os que nada ganham e que, infelizmente, acabam por ser vítimas inocentes dos erros que, os gananciosos e sem escrúpulos, cometem. Veja-se o caso da maré negra do Golfo do México que tantas dores de cabeça está a dar a Obama.
Em águas territoriais portuguesas - consta - onde se tem vindo a fazer prospecções, mais ano menos ano, levantar-se-ão, também, plataformas para exploração dos recursos petrolíferos existentes no fundo marinho.
Esperemos que essa exploração seja cautelosa e competente, para que, no meio das imensas dificuldades que vivemos, não tenhamos de nos confrontar com uma tragédia ecológica evitável.
Por certo, pela minha idade, já cá não estarei quando a exploração do petróleo do fundo do mar, em Portugal, estiver no auge, mas, pelos vindouros, preocupo-me e, por isso, quase num toque de clarim, aqui deixo o alerta.
O que a Natureza nos oferece deve ser aproveitado, mas... com todas as certezas de que a não ofenderemos, com os exageros da nossa ganância desmedida.

sexta-feira, junho 04, 2010

Outra vez "Os animais e os hgumanos"

Olá "'stora",
Obrigado pelo comentário que me enviaste e que passo a transcrever:
«Humanizar os animais serve apenas para cumprir as necessidades de quem tem medo dos outros humanos. Gostar das criaturas é saudável e divertido, mas mantendo a distância devida entre as espécies... isso é respeitá-las.
Um pássaro, pelo terceiro ano consecutivo, entrou pela fresta do portão da garagem e voltou a fazer ninho no lugar onde decidiu criar as sucessivas proles: a estante das ferramentas . Tudo bem. Ele lá está. Entra e sai quando quer. Não interfere comigo, eu não interfiro com ele. Se me passasse pela cabeça vestir os passarinhos de marinheiros ele nunca me perdoaria, tenho a certeza.»
Este teu apontamento coincide comigo, quer na essência, quer na história, pois, também a mim aconteceu. Quando vivi em Quintela de Orgens, um casal de aves resolveu fazer ninho na estante da garagem e eu fiquei feliz. Tentava sempre não usar a viatura quando via que um dos progenitores estava no ninho ou estava prestes a entrar na garagem. Éramos felizes, porque nos respeitávamos mutuamente: os pássaros, eu e minha esposa que colocava grãos de cereais junto ao ninho, no intuito de facilitar, um pouco, a vida àqueles extremosos pais!