quarta-feira, junho 09, 2010

Dia de Camões

10 de Junho - Dia de Portugal e de Camões.
«Mudam os tempos, mudam as vontades...»
Pois é1... Só que a mudança de que fala o Épico, a mais das vezes, não é para melhor, nem de acordo com as nossas necessidades e desejos.
Veja-se o que se está a passar pelo Mundo. A Paz é tão precária que, a todo o o momento, pode suceder que o verniz estale e, então, desgraçadamente, desabará sobre todos nós uma Guerra cujas consequências não é fácil profetizar, dado o negrume que a envolverá.
Não estou - note-se - a ser "Profeta da Desgraça", estou, somente, a analisar a realidade visível e palpável do que vai por aí fora. Nada se respeita, nada, nem ninguém, se atemoriza.
Arreganham-se, descaradamente, dentes uns aos outros, no Médio, no Extremo e por todo o Oriente, É a provocação diária e constante. Na Europa e nas Américas, as coisas, ainda que menos visíveis, também andam em ebulição, qual vulcão prestes a rebentar.
«Mudam os tempos..».

segunda-feira, junho 07, 2010

Acabe-se com a ganância!...

Pela ganância exacerbada do lucro fácil e rápido, de alguns, pagam sempre os que nada ganham e que, infelizmente, acabam por ser vítimas inocentes dos erros que, os gananciosos e sem escrúpulos, cometem. Veja-se o caso da maré negra do Golfo do México que tantas dores de cabeça está a dar a Obama.
Em águas territoriais portuguesas - consta - onde se tem vindo a fazer prospecções, mais ano menos ano, levantar-se-ão, também, plataformas para exploração dos recursos petrolíferos existentes no fundo marinho.
Esperemos que essa exploração seja cautelosa e competente, para que, no meio das imensas dificuldades que vivemos, não tenhamos de nos confrontar com uma tragédia ecológica evitável.
Por certo, pela minha idade, já cá não estarei quando a exploração do petróleo do fundo do mar, em Portugal, estiver no auge, mas, pelos vindouros, preocupo-me e, por isso, quase num toque de clarim, aqui deixo o alerta.
O que a Natureza nos oferece deve ser aproveitado, mas... com todas as certezas de que a não ofenderemos, com os exageros da nossa ganância desmedida.

sexta-feira, junho 04, 2010

Outra vez "Os animais e os hgumanos"

Olá "'stora",
Obrigado pelo comentário que me enviaste e que passo a transcrever:
«Humanizar os animais serve apenas para cumprir as necessidades de quem tem medo dos outros humanos. Gostar das criaturas é saudável e divertido, mas mantendo a distância devida entre as espécies... isso é respeitá-las.
Um pássaro, pelo terceiro ano consecutivo, entrou pela fresta do portão da garagem e voltou a fazer ninho no lugar onde decidiu criar as sucessivas proles: a estante das ferramentas . Tudo bem. Ele lá está. Entra e sai quando quer. Não interfere comigo, eu não interfiro com ele. Se me passasse pela cabeça vestir os passarinhos de marinheiros ele nunca me perdoaria, tenho a certeza.»
Este teu apontamento coincide comigo, quer na essência, quer na história, pois, também a mim aconteceu. Quando vivi em Quintela de Orgens, um casal de aves resolveu fazer ninho na estante da garagem e eu fiquei feliz. Tentava sempre não usar a viatura quando via que um dos progenitores estava no ninho ou estava prestes a entrar na garagem. Éramos felizes, porque nos respeitávamos mutuamente: os pássaros, eu e minha esposa que colocava grãos de cereais junto ao ninho, no intuito de facilitar, um pouco, a vida àqueles extremosos pais!

quinta-feira, junho 03, 2010

Comentários

De Inês Pereira sobre «Animais...»
«Desculpe a questão, mas faz mais sentido acharmo-nos mais do que esses animais? Detesto pensar assim, mas somos o que somos porque nos classificámos assim. a única diferença entre nós é a espécie a que pretencemos. Demência é não pensar em como nos tornamos tão estúpidos para estes animais destruindo tudo o que têm. Amar é respeitar em todas as ocasiões. Respeitaremos estes animais ao poluir ao construir enormes arranha-céus. Não se preocupe porque é praticamente impossivel humanizar estes animais. Um dia aperceber-nos-emos que eles são mais inteligentes que nós.»
De Anónimo sobre "Erros vegetais...»
«E as árvores que lançam "algodão" (choupos?)quando tal sucede parece estar a nevar... »
Concordo convosco e agradeço0 a vossa amabilidade. No presente caso, o vosso pensamento é o meu pensamento, só que a minha inteligência não soube expressar-se com tanta clareza.
Obrigado.

quarta-feira, junho 02, 2010

Os animais e os humanos

A minha neta (de afecto, não biológica) enviou-me um email, com cães vestidos como se fossem humanos. A mensagem trazia a legenda: «por que os cães mordem pessoas?»
Na verdade, há muita gente que trata os seus bichos de estimação ou companhia, não como animais, mas como se fossem humanos.
Tudo tem limites! Amar os animais, sim, sempre, todavia com a noção de que o exagero comportamental, por parte dos donos, cuidando-os iguais a nós, deixa de ser amor para passar a ser demência.
Dizem-nos, as mais recentes descobertas cientificas, que muitos animais têm sentimentos e emoções. Contudo esse sentir não é, nem pouco mais ou menos, semelhante ao dos seres humanos. Por isso, há que saber separar as evidências e discernir que os animais, por mais que gostemos deles, não são como nós e não devem ter as nossas prerrogativas no tocante a tratamento. Há, repita-se, que cuidá-los com carinho e amor, porém, sem olvidarmos nunca as diferenças que nos separam e definem. Nós somos como somos, eles são o que são.
Haja sentido das coisas!...