terça-feira, maio 11, 2010

Ao Amigo Edgar, por um comentário que se perdeu

Olá Edgar
Ainda que não esteja a par de com quem estou a falar, não posso deixar de referir o seu comentário, muito embora, por uma qualquer razão de ordem técnica que desconheço qual tenha sido, dele só tenha chegado até mim, apenas (e só) o cabeçalho com o título e o nome do remetente, já que o texto se deve ter perdido nos longos, digitais e insondáveis caminhos da Net. Afinal nada é perfeito!
Mesmo assim, é meu dever agradecer a amabilidade de estar atento ao que, as mais das vezes, seguindo o "síndrome do papel em branco" (neste caso do ecrã em branco"), vou deixando, aqui, neste meu singelo cantinho onde ouso ir dizendo o que me vai na alma ou o que vou observando na lufa-lufa do dia-a-dia.
Sem pretender abusar da sua boa-vontade, sempre me atrevo a pedir-lhe que repita o que me enviou, até que seja discordante comigo, pois é sempre bom conhecer o que nos é favorável, mas, também, o desfavorável, afim de que corrijamos, com humildade e dignidade, as nossas posições e/ou ideias..
-"Acabaram as obras... abriu-se a loja!..."

terça-feira, maio 04, 2010

«Encerrado para obras(?!....)»

Quem, atentamente, atravessa a(s) Cidade(s) apercebe-se da quantidade de estabelecimentos comerciais com o dístico em epígrafe. Há pois um número grande de lojas em obras. Só que, por via da crise económica que vivemos, a maioria mantém-se meses e até anos com a tal informação de que está "encerrado para obras" que, afinal, nunca chegam a realizar-se e para ali ficam aqueles baixos a degradar-se e a dar uma péssima imagem a quem nos visita.
Mas, apesar disso, a(s) Câmara(s) continua(m) a autorizar a construção de casas com baixos que, sabe-se, nunca terão locatários e terão de ser adaptados a apartamentos. Será que os autarcas ainda não deram conta da realidade do tempo que corre? Ou será que são tão ingénuos que não vêem que o mundo mudou? Não creio, pois penso que não são estúpidos a tal ponto! Há é, talvez, uma esperança que os não larga e que os faz acreditarem em dias melhores que, entretanto, já não virão, convençam-se disso.
Porque vão decorrer obras cá em casa (estas bem reais) a partir de hoje e até Sábado vou encerrar este meu cantinho. Pelo facto vos peço muita desculpa. São só três (ou quatro) dias, depois tudo voltará à normalidade. Beijos e abraços de grande amizade!

domingo, maio 02, 2010

Ecologia Bem a salvaguardar

Aquilo que se faz em terra, mal ou bem, ainda vamos tendo possibilidade de controlar de um modo ou de outro, pois que esse é, afinal, o nosso elemento, porém o que ocorre no mar ou no ar, aí "a coisa fia mais fino"! Os homens (diga-se: a ciência) cuida que já têm conhecimento e poder sobre tudo aquilo que empreendem e vá de, por ganância, se lançarem a realizar empreendimentos que, "se dão para o torto", depois não são capazes de dominar por forma a evitar quaisquer calamidades.
No presente estou a referir-me concretamente ao caso da Plataforma Petrolífera que explodiu e colapsou e cujo furo está a derramar crude pelo oceano, numa quantidade e extensão assustadoras e de efeitos incalculáveis para a ecologia planetária, pois que tudo será afectado não só agora, mas por tempo que ninguém sabe (pode) prever.
Não sou contra o progresso, nem contra a exploração dos recursos terrestres, de modo algum, só que tal deve ser feito com total e absoluta garantia de sucesso e segurança, para que não se corra o grave risco de violar a harmonia natural da Terra que é - vinque-se com veemência - a nossa única casa.
- «Não vá o sapateiro além da chinela!...» - Como bem disse Vasco Fernandes (Grão Vasco).

sábado, maio 01, 2010

1º de Maio

No tempo do fascismo, em Portugal, o Dia do Trabalhador era festejado de forma camuflada, já que quem celebrasse às escâncaras essa data, logo era tido como subversivo e temível adversário. Daí as represálias eram dadas como certas e sabidas e as cargas de cavalaria da G.N.R. eram mesmo de "quebrar ossos".
Alguns Padres (também os havia progressistas e do contra), sob a capa de ser Dia de S. José Operário, sempre aproveitavam para "religiosamente" celebrarem a data. Por seu turno o Povo, que não era burro, escondia-se sob a festividade ancestral, pagã e primaveril das Maias e folgava enfeitando ruas, carroças e lugares de actividade humana, com as giestas amarelas que são o prenúncio de que o Verão se aproxima, a passos de gigante.
Hoje já não é preciso recorrer a subterfúgios que velem as intenções e, por isso, o 1º de Maio - não como mera festa com fanfarras, ranchos folclóricos e zabumbas - tem de ser assinalado, como jornada de luta pelos Direitos dos trabalhadores ao emprego, ao salário justo e à liberdade de expressão.
- Viva S. José Operário! Vivam as Maias! Vivam os Trabalhadores!

quinta-feira, abril 29, 2010

Onde estão os nosso0s Poetas?

Dantes, porque os jornais locais iam publicando nas suas páginas alguns pequenos poemas daqueles que amam e cultivam a Arte da escrita em linha interrompida, eram conhecidos os Poetas viseenses, até mesmos os mais recentes que iam surgindo. Agora - confesso - só me lembro dos mais antigos, alguns deles já nem fazem parte do número dos vivos, pois os novos não sei quem são. E, com toda a certeza, há-os e bons, mas quem são, onde estão e o que fazem?
Esta questão, que parece de somenos importância é, no fim de contas, crucial. José Maria Toroldo dizia: «Se queres conhecer como vai o mundo lê os Poetas.» Na realidade, pela sua especialíssima, sensibilidade, os Poetas (não os poetas ou simples rimadores de improvisos louvaminheiros) vêem e sentem o que o comum dos mortais precisa que lho digam.
Poetas da minha terra, onde estais que vos não conheço, nem vejo vossas obras? Dizei-me quem são e onde param! Uma localidade só é Culta quando os seus Poetas (novos e velhos) são conhecidos e... lidos.
Se és Poeta ou conheces algum, vai ao Centro Cultural Distrital de Viseu (no Auditório Mirita Casimiro em Viseu) e inscreve-te (ou inscreve-o) no registo lá existente.
- Viseenses amai e deixai cantar os Poetas da nossa terra!...