quarta-feira, abril 21, 2010

Natureza - a eterna incógnita

O Homem (cientistas) tem já poder sobre imensas coisas, podendo alterar o ritmo de muito daquilo com que vive e lida. Porém - há ainda a adversativa -, no caso da Natureza, muito (tudo) está para descobrir e para fazer, pois escapa aos seus gestos, tecnologias e conhecimentos. Ele são as inundações; os furacões e tornados; os sismos e tsunamis; o calor e o frio que o Sol comanda; os vulcões e as suas erupções; o buraco do ozono; que mais sei eu?...
O Ser Humano, nestes últimos dois milhões de anos, mas mais acentuadamente de há dez mil anos a esta parte, tem aprendido e resolvido tantos e tamanhos problemas que, com estúpido desplante, (quase) se julga Deus e, daí, começa a pensar que é dono e senhor do poder e da sabedoria suprema.
Contudo - outra vez a adversativa -, só porque um vulcãozinho se põe a bufar as suas bazófias de construtor (ou refazedor) de paisagens, logo o Homem revela a sua impotência e rotundo falhanço.
E, então, aparecem, em catadupa, biliões de enunciados que ficam sem resposta válida e capaz de resolver, de vez, os problemas surgidos.
- Ai, como somos (ainda) tão diminutos e ignorantes, todavia - mais uma adversativa - tão arrogantes!...

segunda-feira, abril 19, 2010

Pensar em voz alta...

Navegar à bolina é navegar em contra-vento. Coisa que exige, muito conhecimento de marinhagem na utilização das velas e do leme da embarcação.
Com a actual crise económica e social os países do Mundo vão navegando "à bolina", contra ventos e marés, mas, ao que se observa, nem todos os Comandantes dos veleiros estão, devidamente, habilitados para singrarem em tais condições de mar.
Governar nunca é fácil, contudo fazê-lo em condições adversas é ainda bem mais difícil, sobretudo quando os mabecos, singularmente ou em matilha, vão mordendo os tornozelos dos chefes da caravana, obrigando-os a aguentar sob tal ameaça e intempestiva pressão. Pois, para além de orientarem os caravaneiros, têm, também, de proteger as suas canelas das investidas daqueles ferozes cães selvagens, que pretendem. por todos os meios (mesmos os mais ilícitos e achincalhantes), vê-los caídos por terra para, depois, ser «fartar vilanagem» com os focinhos sujos do sangue escorrido da carniça em que os têm sofregamente mergulhados.
A política (a baixa e soez) é assim!
E, pronto: quem tiver inteligência que entenda!...

sexta-feira, abril 16, 2010

Cultura ou estupidez?...

Aos oito anos de idade, fui mordido por uma cadela de meu avô materno, porque estava a brincar com um pau e, por certo, ela terá julgado que iria agredi-la. Reconheço que o bicho não o fez por mal, mas, tão-somente, em defesa da sua integridade.Se há que, neste caso , atribuir culpa só a mim ela cabe e jamais ao animal.
Desde essa altura, sofro de uma terrível cinofobia, que, instintivamente, me leva a mudar de passeio, sempre que vejo um cão.
No entanto gosto de canídeos e sofro quando os vejo sofrer, como, por exemplo agora, ao ver o sofrimento da minha "Angie" - uma caniche preta de seis anos - que começou a padecer de artrose reumatóide, a ponto de ter séria dificuldade em erguer-se nas patas traseiras, mormente os remédios que lhe estão a ser administrados.
Perante isto, confesso que não consigo entender como existem pessoas que se comprazem em estimular o sofrimento de animais: caso das lutas e das touradas a que, estúpida e descaradamente, chamam "cultura"(?).
Quem é o doido? Eu, ou os adeptos da tortura dos animais nas praças de toiros?

quarta-feira, abril 14, 2010

"Rabugices"

«Quanto mais velhos estamos, mais rabugentos nos tornamos» - precaviam-nos os nossos entes queridos no tempo em que andávamos de calções e sacola de livros e cadernos às costas.
Como estou a "envelhecer" - aliás, como toda a gente - fico, deveras, preocupado se, efectivamente, me estou a tornar rabugento e, o que será bem pior, "chato".
É certo que tenho ideias e um discurso pautado por valores que herdei uns, que adquiri outros, contudo - cuido eu - isso não faz de mim, um "velho do Restelo" hermético ao avançar da sociedade e da ciência.
Embora tenha a idade cronológica que os anos me impõem, eu quero ter a mente aberta e clara de modo a manter uma idade mental adulta, mas fresca.
Ser velho e ser feliz é ter alma de menino à procura de papoilas rubras para enfeitar a alma dos poetas. E é, também, ser útil legando a sabedoria acumulada a quem, ainda, dela necessita, entregando-a num ramalhete aromático e belo.
Deixem-me ser assim! Mas quando for rabugento mandem-me calar e impeçam-me de comunicar!...

segunda-feira, abril 12, 2010

Divagando sobre a "Razão"

Em política, religião, sociedade, etc, não basta - dizia meu avô materno - ter razão. Para se singrar, tem, sobretudo, de se agradar.
Na altura, aquele pensamento pareceu-me completamente destituído de lógica, pois achava que ter razão era, na verdade, o fundamental para se conseguir obter e cumprir os objectivos propostos. Mas não, se, por mor da nossa razão, realizarmos algo que fira ou, simplesmente, desencante os outros esses planos afundar-se-ão e não vão sair da "cepa torta".
Por isso eu, hoje, digo que é preciso ter razão sim, mas urge demonstrar, com delicadeza, muita diplomacia e imensa paciência o quê e o porquê dessa razão, para que, compreendendo-nos, nos aceitem as ideias e acções com a devida tolerância, certos de que a nossa razão será vantajosa para todos.
Entretanto, atenção, tudo pode indicar que nós é que estamos certos e... todavia, outros podem ter ideias e acções mais concernentes com a realidade das coisas e, desse modo, podem as suas ideias (razões) serem bem melhores que as nossas.
E pronto, disse. Está dito!