sexta-feira, março 19, 2010

As árvores também são património nosso!...

Os ricos da Europa estão a levar por "uma tuta e meia" as nossas belas oliveiras, carregadinhas de anos, para serem (re) plantadas, como árvores decorativas, em suas propriedades.
Vem isto, a talho de foice, porque, na rua onde actualmente resido, andam a fazer o mesmo ou seja: a (re) plantar "velhas" (mas belas) oliveiras, trazidas não sei de onde, nem isso interessa.
Contudo, esta plantação, digna do maior encómio e aplauso, está a ser profunda e estupidamente criticada, por alguns "Velhos do Restelo" com a pergunta: «Agora vamos ter de andar a apanhar azeitonas?«
Esquecem-se essas retrógradas criaturas que, no início, a Avenida Alberto Sampaio tinha, num passeio central, um bonito renque de cerejeiras que eram a delícia dos viseenses. E que a praça mais bonita de Vila Real de Santo António está decorada com citrinos que a tornam bela e muito aromática. E, que eu saiba, ninguém protesta, bem pelo contrário.
No caso da Rua Nova da Balsa, cá em Viseu, felicite-se o Município por ter salvo as oliveiras (que são património nosso=) de serem exportadas só a bel-prazer de um (provável) novo ricaço europeu.

quarta-feira, março 17, 2010

Silêncio por imposição é contraprudecente

No tempo em que exercia a profissão de jornalista, haviam técnicas para fugir ou, ao menos, minimizar o efeito do "lápis azul" (censura).Eu, por exemplo, usava escrever em blocos de modo a que, se o censor embirrasse com algo, perdendo-se um ou dois blocos de texto, não desapareceria a notícia e, mesmo truncado, o conteúdo ficava lá, era só ser inteligente e buscar nas entrelinhas, porque no seu vazio havia sempre muito a descobrir.
Hoje, o mundo e a vida são bem diversos e a língua solta-se sem peias. Todavia, essa liberdade de expressão não é tão linear quanto se julga e parece. Os dogmas surgem, entretanto, em muitas áreas da actividade humana: nas religiões, nas empresas, nas associações, nos partidos, nos governos, em sei lá em que mais.
E quando alguém, foge a essa dogmática imposição, usando a massa cinzenta e pensando prós e contras, corre, naturalmente, o risco da marginalização e, quantas vezes, da represália social, mesmo que esteja cheio de razão e a ver o que os fanáticos, por carneirismo ideológico, não topam ou... não querem enxergar.
Que fazer?... Mais que não seja, gritar, gritar, gritar mil revoltas íntimas, contra os "lápis azuis" encapuçados de sistemas que se dizem serem democráticos!!!...

segunda-feira, março 15, 2010

Armas a mais

(Quase) todos os dias vêm, nos Órgãos de Comunicação Social, notícias de crimes perpetrados com armas de fogo. E, há dias, num Telejornal da RTP, era mostrado, numa esplanada duma conhecida cadeia de cafés americanos, vários clientes com os seus "pistolões" bem visíveis nos coldres. Pois, nesses estabelecimentos, tal é (incrível e descaradamente) autorizado. Até parecia que estávamos a assistir a uma "velha" cena de cowboys, dos séculos XVIII E XIX.
Por cá, de certa forma, acontece o mesmo. Há armas a mais e, o que é bem pior, em mãos completamente erradas, sem maturidade intelectual, nem princípios morais que garantam a sua idoneidade individual por forma a justificar a posse de uma arma, seja ela qual for.
Depois queixamo-nos, com lágrimas de crocodilo e em grandes parangonas, quando sucedem desgraças, mas não se tomam medidas e atitudes "drásticas" que acabem com tal flagelo.
Porque sou, por natureza e temperamento, pacifista, não consigo aceitar e, muito menos, entender esse exibicionismo belicista que põe em risco a vida humana.
Soluções? Não as tenho! Mas gostaria que quem de direito as tivesse e as pusesse em prática, sem contemplações e sem demora!...

sexta-feira, março 12, 2010

Sem Justiça nada é bom!

De um modo geral, todos os Órgãos de Comunicação Social falam da "Crise" da Justiça e isso, para o cidadão comum, é mau, muito mau, pois, como ninguém sabe quando terá ou será alvo de um qualquer processo judicial, provoca um imenso mal-estar na sociedade, em virtude de se criar o receio de que, por isto ou por aquilo, poderemos vir a ser vítimas, involuntárias ou não, de um acto em que a justiça não seja, efectivamente, justa.
Se a Justiça, como Órgão independente de Soberania Nacional, não está saudável o Povo é que sofre, no corpo e na alma, as consequências dessa maleita. E, depois, em catadupa, surgem a dúvida, a angústia e o medo. E... nada funciona convenientemente, tudo entra em colapso, numa derrocada assustadora que não se deseja e que urge travar de (e por) todas as formas. Como? Não sei! Mas sei que tudo tem solução, haja para tal vontade férrea!
Há um tempo atrás, gritava-se por medidas que resolvessem a falta de saúde da Saúde; a falta de educação da Educação; a falta de fundos da Economia e das Finanças onde nada vai lá muito bem. Agora acrescenta-se a este triste (e lamentável) rol a Justiça - bem fundamental de qualquer Comunidade e Nação para que progrida e seja feliz, dando segurança e bem-estar aos seus cidadãos.
E por cá, com toda a impotência de mero cidadão, me quedo, cheio de Fé e Esperança que tudo vai mudar para... melhor|...

quinta-feira, março 11, 2010

Esperar o melhor é virtude ou loucura?...

Estamos a poucos dias da chegada cronológica da Primavera - digo cronológica porque de resto ela não se vislumbra para breves dias -, as lojas comerciais mostram já as roupas adequadas a tempos menos frios e menos chuvosos.
Mas, ao que se vê e ouve, a clientela não põe em funcionamento as caixas registadoras. Por quê? Por causa do atraso na chegada de um tempo mais ameno? Embora se procurem justificações, mais ou menos aceitáveis, a única e mais plausível resposta é que, perante o panorama económico/social das pessoas, existe uma terrível e "forçada" contenção nos gastos individuais.
O Futuro não se apresenta nada (mesmo nada) risonho e dado a exageros no orçamento de cada um. O que temos hoje, podemos não ter amanhã. Estamos (não só em Portugal) a viver momentos que nem no fim da II Guerra Mundial se viveram. Nessa época havia míngua de bens, especialmente alimentares, é certo, porém, por via da reconstrução dos danos causados pelo conflito, não faltava emprego, quisesse-se trabalhar. E mais: os empregos eram, salvo muitíssimo raras excepções, estáveis e para toda a vida.
Agora as coisas não são assim e... há que poupar e viver sempre com o coração nas mãos, numa incerteza doentia e, sobretudo, frustrante.
Como pudermos, no meio de todas as nossas angustiosas dúvidas e carências humanas e financeiras, façamos por ser - com o pouco que (ainda) tivermos - felizes e crentes em dias que hão-de vir melhores!...