segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Ainda "Coisas de Poetas..."

Olá, Querida Zé,
Disseste, no teu comentário, que:
«Só para te dizer que continuo a constatar que desbravamos a escrita em “eternidades” de vida, e plantamos o futuro em cada véspera dos dias.
Talvez por isso o nosso horizonte seja desmedido.
Um único nome faz o nosso nome singular; o nome de sonhador, no plural...»
Isso é, efectivamente, uma realidade. Graças a Deus que hoje existe a Internet para que (quem está interessado e quer estar a par da literatura contemporânea) seja possível irmos dando ao público aquilo que vamos produzindo, pois as editoras - num tempo de crise e de verdadeira procura do lucro (mais) fácil - só dão voz aos "consagrados".
Mas não desistamos. Mais tarde ou mais cedo o nosso esforço será recompensado, mesmo que já estejamos na tumba.

domingo, fevereiro 14, 2010

Coisas de Poetas...

Olá, Querida Zé,
Talvez bem poucos, como tu, me conheçam tão bem quer literáriamente (existirá este termo?), quer humanamente, e o inverso também é verdadeiro. Se, realmente, existem "almas gémeas" acho que nós o seremos.
Este pensamento é bem visível no teu comentário que, mui gostosamente, aqui publico:
«E pronto, meu amigo Calema!
Para ti, de quem já conheço a escrita e o teu jeito de ser, um abraço pela forma como te referes ao que escrevo e transmito e também um muito obrigada por divulgares a Mizé que nesta forma de agradecer, o faz “carregadinha” de amizade e ternura.
O vai e vem dos dias, afastou-me um pouco do teu blogue, mas como o não pretendo abandonar, encontrei hoje esta agradável surpresa.»
Obrigado pelas tuas palavras e pela amizade incondicional que me dedicas e que, naturalmente, é recíproca.
São as pequenas coisas e os mínimos gestos que identificam o Ser Humano e, também, o tornam mais... Humano!...

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Mais uma vez «Bispo ou Proto-Consul?»

Olá AJ@,
No seu último comentário, pede-me para ver as fotos do seu blogue e dizer algo sobre elas. Mas como posso eu fazê-lo, se o senhor continua, para mim, um ilustre anónimo, pois não me forneceu, nem o seu e-mail, nem o link de acesso ao seu blogue?...
Quanto ao Pórtico da Rua Augusta Cruz, em Viseu, de que tenho vindo a falar, há também um outro enigma não menos importante a ter em conta, que é o seguinte:
Admitindo que aquela peça arquitectónica era a entrada para um Paço Episcopal, por quê um novo Paço, se, desde os primórdios da Fundação da Nacionalidade, a mata, o paço e o passal de Fontelo eram de uso e residência dos Bispos desta Diocese (foram-no até quase finais do séc XIX)? Que capricho foi aquele de construir um novo Paço Episcopal no Centro Urbano de Viseu, se o de Fontelo tinha todos os requisitos necessários?
Quem souber responder que o faça. Eu sou um ignorante, mas gosto de saber mais sobre a minha Cidade!

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Outra vez "Bispo ou Proto-Consul?

Olá Amigo AJ@,
Agradeço muito o comentário que, de novo, me enviou e que, de pronto, passo a transcrever:
«Sr. Calema já falei consigo várias vezes e agradeço as informações que acrescentou e tornam a sua explicação provavelmente correcta.
O Cristiano (das ferragens) ouviu a alguém uma opinião semelhante.
Estudando a sequência dos bispos de Viseu e as vacâncias no séc. XVII talvez seja possível saber algo mais. Nunca ouvi ou li nada sobre esse Paço, mas a Câmara Municipal e o Pelourinho ficavam bem perto.
Há anos que não tenho o prazer de o encontrar mas se tal acontecer falarei consigo.Sou amigo do Tó (Barbas),parece-me que já morou por perto e gostaria de saber se as suas fontes são da tradição oral ou se leu algo sobre o assunto??»
Tudo o que disse sobre assunto não é fruto da oralidade popular, mas sim da oralidade erudita, nas conversas e passeios de muita amizade com o saudoso e muito querido Amigo Dr. Alexandre Alves.
A título de curiosidade, sempre direi que, a ser do século XVII e tudo leva a crer que sim, o estilo e a decoração do Pórtico, não são lá muito característicos do "Barroco" puro, como seria de supor, tendo em conta a época que se lhe atribui. Há, sobretudo, nos motivos decorativos laivos de uma Arte Popular a querer assimilar as ideias mais elaboradas trazidas por artistas vindos de fora. Enfim, aquele é, em Viseu, o portal dos enigmas, colocado no Centro Cívico da Viseu de então...

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Ainda «Bispo ou Proto-Consul?...»

Olá AJ@,
Embora não saiba quem está atrás desta sigla, pois o seu comentário não traga o link do seu e-mail, para que lhe pudesse responder e agradecer directamente, faço-o com todo o gosto por esta via. Disse o (a) amigo(a) sobre o meu artigo em epigrafe:
É certo que o portal é uma interessante obra de arte.Curiosamente os motivos decorativos não são como habitualmente simétricos.
O brasão é sem dúvida episcopal mas a quem pertenceria? E porque motivo está colocado à entrada de um pátio onde as habitações nada exibem de excepcional?
A última parte da sua questão tem, naturalmente, uma possível resposta: o local depois do século XVII (provável data da construção daquele pórtico) , por mor de um incêndio que devorou e danificou o Paço, sofreu toda espécie de vandalismos com a tomada de posse do terreno por burgueses da cidade, que construíram ao redor o que lhes deu na real gana. E vá lá que salvaram o pórtico primitivo deixando-o para gáudio da nossa vista.
Quem souber ou quiser estudar o assunto - como disse no artigo anterior- é muito benvindo e prestará um excelente serviço à História e à Cidade.