domingo, fevereiro 14, 2010

Coisas de Poetas...

Olá, Querida Zé,
Talvez bem poucos, como tu, me conheçam tão bem quer literáriamente (existirá este termo?), quer humanamente, e o inverso também é verdadeiro. Se, realmente, existem "almas gémeas" acho que nós o seremos.
Este pensamento é bem visível no teu comentário que, mui gostosamente, aqui publico:
«E pronto, meu amigo Calema!
Para ti, de quem já conheço a escrita e o teu jeito de ser, um abraço pela forma como te referes ao que escrevo e transmito e também um muito obrigada por divulgares a Mizé que nesta forma de agradecer, o faz “carregadinha” de amizade e ternura.
O vai e vem dos dias, afastou-me um pouco do teu blogue, mas como o não pretendo abandonar, encontrei hoje esta agradável surpresa.»
Obrigado pelas tuas palavras e pela amizade incondicional que me dedicas e que, naturalmente, é recíproca.
São as pequenas coisas e os mínimos gestos que identificam o Ser Humano e, também, o tornam mais... Humano!...

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Mais uma vez «Bispo ou Proto-Consul?»

Olá AJ@,
No seu último comentário, pede-me para ver as fotos do seu blogue e dizer algo sobre elas. Mas como posso eu fazê-lo, se o senhor continua, para mim, um ilustre anónimo, pois não me forneceu, nem o seu e-mail, nem o link de acesso ao seu blogue?...
Quanto ao Pórtico da Rua Augusta Cruz, em Viseu, de que tenho vindo a falar, há também um outro enigma não menos importante a ter em conta, que é o seguinte:
Admitindo que aquela peça arquitectónica era a entrada para um Paço Episcopal, por quê um novo Paço, se, desde os primórdios da Fundação da Nacionalidade, a mata, o paço e o passal de Fontelo eram de uso e residência dos Bispos desta Diocese (foram-no até quase finais do séc XIX)? Que capricho foi aquele de construir um novo Paço Episcopal no Centro Urbano de Viseu, se o de Fontelo tinha todos os requisitos necessários?
Quem souber responder que o faça. Eu sou um ignorante, mas gosto de saber mais sobre a minha Cidade!

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Outra vez "Bispo ou Proto-Consul?

Olá Amigo AJ@,
Agradeço muito o comentário que, de novo, me enviou e que, de pronto, passo a transcrever:
«Sr. Calema já falei consigo várias vezes e agradeço as informações que acrescentou e tornam a sua explicação provavelmente correcta.
O Cristiano (das ferragens) ouviu a alguém uma opinião semelhante.
Estudando a sequência dos bispos de Viseu e as vacâncias no séc. XVII talvez seja possível saber algo mais. Nunca ouvi ou li nada sobre esse Paço, mas a Câmara Municipal e o Pelourinho ficavam bem perto.
Há anos que não tenho o prazer de o encontrar mas se tal acontecer falarei consigo.Sou amigo do Tó (Barbas),parece-me que já morou por perto e gostaria de saber se as suas fontes são da tradição oral ou se leu algo sobre o assunto??»
Tudo o que disse sobre assunto não é fruto da oralidade popular, mas sim da oralidade erudita, nas conversas e passeios de muita amizade com o saudoso e muito querido Amigo Dr. Alexandre Alves.
A título de curiosidade, sempre direi que, a ser do século XVII e tudo leva a crer que sim, o estilo e a decoração do Pórtico, não são lá muito característicos do "Barroco" puro, como seria de supor, tendo em conta a época que se lhe atribui. Há, sobretudo, nos motivos decorativos laivos de uma Arte Popular a querer assimilar as ideias mais elaboradas trazidas por artistas vindos de fora. Enfim, aquele é, em Viseu, o portal dos enigmas, colocado no Centro Cívico da Viseu de então...

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Ainda «Bispo ou Proto-Consul?...»

Olá AJ@,
Embora não saiba quem está atrás desta sigla, pois o seu comentário não traga o link do seu e-mail, para que lhe pudesse responder e agradecer directamente, faço-o com todo o gosto por esta via. Disse o (a) amigo(a) sobre o meu artigo em epigrafe:
É certo que o portal é uma interessante obra de arte.Curiosamente os motivos decorativos não são como habitualmente simétricos.
O brasão é sem dúvida episcopal mas a quem pertenceria? E porque motivo está colocado à entrada de um pátio onde as habitações nada exibem de excepcional?
A última parte da sua questão tem, naturalmente, uma possível resposta: o local depois do século XVII (provável data da construção daquele pórtico) , por mor de um incêndio que devorou e danificou o Paço, sofreu toda espécie de vandalismos com a tomada de posse do terreno por burgueses da cidade, que construíram ao redor o que lhes deu na real gana. E vá lá que salvaram o pórtico primitivo deixando-o para gáudio da nossa vista.
Quem souber ou quiser estudar o assunto - como disse no artigo anterior- é muito benvindo e prestará um excelente serviço à História e à Cidade.

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Bispo ou Proto-Consul?...

Ontem, o Amigo e ex-colega da Comunicação Social, António Pinheiro, perguntou-me se eu sabia o que era aquele bonito Portal da Rua Augusta Cruz, aqui em Viseu. Respondi-lhe o melhor que soube, mas, ao chegar a casa e ao consultar os meus velhos papéis, verifiquei que havia duas hipóteses, ambas muito plausíveis.
A primeira diz-nos que ali teria sido a casa de um Proto-Consul (representante da Santa Sé na diocese). A segunda - a que me parece mais certa e historicamente mais lógica - propõe que aquele belo pórtico terá sido a entrada para um Paço Episcopal (propositadamente construído) de um Bispo que viria de Roma colmatar uma vacância no Episcopado de Viseu.
Da segunda versão, há que dizer que consta - pessoalmente nunca fiz tal investigação - que esse prelado fora nomeado para Viseu, por um Papa que era seu pai.
Verdade ou mentira, não se sabe. O que se sabe é que tal Bispo acabou por nunca ter vindo para esta Diocese. Por quê? Desconheço. Todavia aventa-se que ele fora nomeado afim de ser afastado de Roma, onde o seu comportamento era motivo de maldizer e que, quando estava para vir, o Papa terá morrido, terminando, por isso, a "deportação", para os confins da Ibéria.
Se, entretanto, houver quem, com jeito, saber e paciência, quiser fazer essa investigação bom será, pois o conhecimento da História è sempre valioso já que finda com especulações malévolas e falhas de rigor.
O meu alvitre aqui fica.