sexta-feira, dezembro 04, 2009

Selectividade ou descrença a mais?

Na minha caixa de correio electrónico, quase todos os dias, aparecem mensagens de amigos e não só, dum modo geral por reencaminhamento, com as coisas mais disparatadas e sem nexo que imaginar se possa. Outras vezes, apesar do laçarote com que vêm embrulhadas, não passam de trivialidades ou, o que é bem pior, mensagens, aparentemente, carregada de "bons" conceitos morais, religiosos, sociais e não sei que mais... mas que são, lamentavelmente, balofas. E também as há que oferecem "mundos e fundos", se forem reencaminhadas, em que só os papalvos e gananciosos acreditam.
Eu, cá por mim, a mais das vezes, nem abro esse correio, pois, de pronto, o envio para o "lixo" donde é, de imediato, apagado, procurando não sobrecarregar a memória do meu modesto computador e, de certo modo, salvando-o da possibilidade de ser contaminado com quaisquer vírus.
Será que estou a ser burro? ou que sou demasiado incrédulo? ou ainda estou a ser exageradamente selectivo, no meu modo de ver a realidade da vida?
Creio que não e, por isso, não vou mudar meu pensamento e minha atitude.

quarta-feira, dezembro 02, 2009

A Juventude e a mudança

In Illo tempore (naquele tempo ou antigamente) quando um senhora entrava algures, logo havia um cavalheiro que se levantava para ceder o assento à dama. Hoje - em muitos casos - esse bom costume desapareceu. Será falta de educação? Ou - como também já ouvi, numa anedota - o que falta não é a educação, o que falta é lugares vagos!...
Não sou apologista da cortesia subserviente e louva-minhas do passado, mas reconheço que a gentileza de quem pode para quem precisa, não é o que era.
Por quê? Não sei!
No entanto, penso que é tudo uma questão de sensibilidade e de valores morais que privilegiam aqueles que carecem de mais solidariedade e apoio nas suas naturais carências humanas.
Pois é! Todavia nem tudo vai mal! Ainda há muito boa gente que ( e falo do alto da cátedra da minha deficiência) se mostra aberta a atitudes de cavalheirismo, na ajuda ao próximo necessitado. E, congratulemo-nos, não são só os mais velhos, vê-se, também, as novas gerações a fazê-lo.
Graças a Deus que a nossa juventude - a bem formada - assim procede, porque o Futuro do Mundo está nessas novas pessoas capazes de mudar políticas, conceitos e formas de Ser e Estar.
Estarei errado?... A Esperança - em mim - nunca morre!

segunda-feira, novembro 30, 2009

Utopia ou Realidade possível?...

Amanhã, dia 1º de Dezembro, comemora-se, em Portugal, o dia da "Restauração", ou seja, da libertação do país do jugo (60 anos) imposto pelos Filipes de Espanha.
Com a revolta dos Conjurados - diga-se, dos Restauradores - voltámos a ser "Portugueses" e não, como aconteceu nessa época, pobres e esmagados subordinados dos reis de Espanha, não tendo, por isso, autonomia para nada, pois as ordens vinham e eram, rigorosa e severamente, executadas pelos "feitores" ou impositores espanhóis que, para tal, cá eram colocados com chorudas regalias.
Hoje as coisas são diferentes. Outras políticas, outros conceitos e mentalidades e outras conjunturas económicas e sociais em que a"união faz a força".
Daí que a questão não deixe de ter alguma razão de ser: por que não a criação da "Confederação Ibérica", com dois Estados distintos, nos costumes, na língua, na cultura e, se necessário, na política? Dois Estados, dois modos de Ser e Estar? Será isso conjugável?...
É tudo uma questão de estudo e de concordância de esforços e objectivos! O proveito, parece-me, seria mútuo, já que Portugal e Espanha beneficiariam no conceito das Nações e, provavelmente, nos proventos económico-financeiros, dum Comércio e Indústria comuns, bem como nas exportações e no uso do Turismo com muito Sol e imenso Mar para oferecer.

sexta-feira, novembro 27, 2009

Palavras ao Vento....

«Quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele!» - Diz um velho ditado português e uma outra asserção popular, por seu turno, afirma ainda: «Quem semeia ventos, colhe tempestades!»
De facto, assim é. As palavras depois de saírem da boca de quem as profere, são como pedras saídas da mão do atirador, nunca se sabe onde vão parar, nem os danos que podem causar.
Os políticos (muitos deles, mas não todos - refira-se), de falas fáceis e na mira dos dividendos que possam vir a obter, lançam ao ar, qual poalha erguida por remoinho em dia cálido de Verão, farófias de que, cedo ou tarde, se vêm a arrepender.
Sinceramente, por mais que dê voltas ao toutiço, não consigo entender porque razão, pessoas até com responsabilidades na vida da nação, procedem tão levianamente.
Será irreflexão? Loucura pelo poder adquirido? Exibicionismo balofo? Ou, o que é bem pior, fruto de uma mente retorcida, de má fé e ávida de dar nas vistas e "ser grande"?
Não sei! Mas sei, isso sim, é que tal procedimento só prejudica quem o pratica e, tantas vezes, quem nada tem a ver com assunto e, naturalmente, acaba por ser vítima dessa má intenção.
Quem tiver ouvidos, ouça!...

quarta-feira, novembro 25, 2009

Promessas

«Se o pregador não mentir, tudo serão rosas!» - Afirmava-se, num passado nada distante, quando alguém fazia uma qualquer promessa que parecesse de difícil execução.
Actualmente, pela força das circunstâncias, os políticos continuam a fazer promessas de muito difícil realização, dada a conjectura do(s) país(es), pois o que é hoje já não o será amanhã.
Daí que, por maior que seja a nossa boa vontade e crença, é-nos impossível acreditar em intenções de benefício e de melhoria de vida prometida, com atroante bazófia e... (doentia) certeza.
O nosso Primeiro-Ministro disse, ontem, que, neste seu mandato, não vão aumentar os impostos.
Seria bom que assim fosse! Todavia, a esmola é tão avultada que o pobre cidadão português desconfia.
Como diz o cego: «Vamos a ver!...»