segunda-feira, novembro 09, 2009

Civismo, educação e responsabilidade.

Actualmente moro num bairro considerado "de gente bem", pelo seu estatuto social, (a maioria de classe média), da Cidade de Viseu. Por via disso, era de supor que seria um lugar onde a educação e o civismo fossem o prato forte.
Pois, infelizmente, tal não sucede. E, pelo mau comportamento de um(a), são julgados os restantes o que - diga-se - é totalmente injusto.
Vamos ao caso: no final da semana, alguém, para poupar uma deslocação de uns 50 metros, ao ecoponto, deixou, junto a uma papeleira, no chão, um saco plástico contendo fraldas de bebé descartáveis sujas que, provavelmente, um cão espalhou, ficando uma imagem pouco digna num local que, visualmente, até goza de um certo ar romântico, onde os pares de namorados e as pessoas idosas gostam de se sentar à sombra de um bonito caramanchão com lilases floridos.
E, tristemente, esse lixo, lá ficou todo o fim-de-semana e por lá continua, porque o funcionário encarregado da manutenção da praceta, por razões que desconheço, não veio trabalhar na Segunda-feira.
como é triste haver ainda quem, com completa falta de civismo, educação e responsabilidade assim procede!...

sexta-feira, novembro 06, 2009

O Tempo precisa de tempo para ser Tempo

Se alguém, numa embarcação, cai para fora de bordo logo se ouve o grito: "Homem ao mar!."
Neste momento, em Portugal, o grito de alarme é, parece-me, extemporâneo e um tanto - diga-se: um muito - histérico, pois o Governo mal (re)tomou posse e nem tempo teve para, sequer, chegar à amurada do navio e estabelecer o necessário diálogo com a pirataria, de modo a que os canhões sejam carregados e devidamente apontados ao alvo pernicioso.
É, no entanto, necessário que se agarre bem, e rapidamente, o timão, manobrando de forma a salvar a nau. Contudo, por outro lado, há, também, que pôr os piratas da "perna de pau, olho de vidro e cara de mau" - duma cantiga do tempo da "outra Senhora" - no seu devido lugar, para que não sejam estorvo às boas regras de marear. Isso só se consegue com calma e muita ponderação - palavra que, parece, está na moda em matéria de política.
O Tempo precisa de tempo para criar bom Tempo! - Digo eu na minha "inteligente" ignorância.
Os ratos ainda não abandonaram o navio, nem, ao que se depreende e vê, pretendem fazê-lo (por certo ainda há muitos despojo para "fartar a vilanagem"). Sinal mais que evidente, que a situação, embora difícil, ainda não é desesperada e pode muito bem ser revertida positivamente.
A análise está feita, curta e grossa!...

quarta-feira, novembro 04, 2009

"Novidade" e Ideias

Olá Cristina,
Obrigada pelo comentário que fazes à mensagem sobre"Novidade" que passo a transcrever e que me fiz rir com bastante gosto:
«Não sei bem como dizer isto, mas acho que estou a voltar atrás no tempo e a regressar um pouco ás origens. Desde que descobri como fazer sabão, lavo tudo com ele menos o chão.
Claro que a máquina da roupa e da loiça funcionam com os detergentes normais, mas tudo o que é lavado á mão é com ele,e funciona bem.»
Esta interpretação, é claro que é um entendimento (muito) literal ao meu texto e, por isso, como tal deve ser tido em conta e não no seu autêntico sentido geral de abertura filosófico/espiritual que, na realidade, foi e é a sua base.
Não são as ideias que falham. Quem as põe em prática é que, por isto e por aquilo, é que promove o seu desmoronamento. Cristo não errou ao deixar-nos as Suas normas de vida, nós (homens e igrejas) é que, por fanatismo, ganância, (e tantas vezes) ignorância ou outros ocultos objectivos lhe mudamos o sentido e as deturpamos, tirando-as do seu verdadeiro trilho.
O sabão não è mau pelas gorduras usadas, mas como tem de levar um agente ácido ou alcalino, para ter efeito de solvente da sujidade, passa a ser um tanto corrosivo para a roupa e para a pele.
A ideia do sabão è (e foi) óptima por largos séculos e, provavelmente, sê-lo-á por mais tempo, todavia a forma de a executar é que - esclareça-se - pode ter alguns inconvenientes.
«De boas intenções (ideias) está o Inferno cheio.» Diz o povo e, de certo modo, com muita razão.

segunda-feira, novembro 02, 2009

O medo da novidade

«Gato escaldado de água fria tem medo.» - Ouve-se dizer com frequência.
Nós, portugueses, estamos já tão escaramentados com males que nos aconteceram no passado, que, agora, qualquer novidade social, política ou científica nos põe "de pé atrás". É o velho rifão do "mais vale prevenir que remediar" a entrar em acção real e efectiva. E é, também, o receio da dúvida. Ninguém confia, simplesmente, no que é novo e nunca usou ou experimentou.
Quando, por volta dos anos 50 do século passado, apareceram os detergentes para lavagem de roupa, ouvimos muitas pessoas dizerem que nunca usariam tais produtos pois eles estragavam os tecidos. «Não, a mim ninguém me tirará o sabãozinho de sempre!» Só que, por influência dos anúncios televisivos, hoje são esses cépticos de então quem mais usa e abusa dos detergentes.
Que medos são os nossos ao que é novo, ao que provoca mudança de atitudes e de modos de estar e enfrentar o Mundo?
Quem o souber que o diga, pois eu não o sei!...

sexta-feira, outubro 30, 2009

Cultura e Presunção

«Presunção e água benta cada um toma a que quer...»
Desde menino, ouço este aforismo que - refiro com convicção - me parece pleno de sentido e de uma (irónica e triste) verdade que não se pode contestar de tão evidente e palpável que ela é.
Há dias, dei de ventas com o meu "velho e querido" Amigo e condiscípulo da Escola Industrial e comercial de Viseu (agora Secundária Emídio Navarro), Francisco Ferreira, que, depois das saudações efusivas de quem não se vê há algum tempo, veio a mim elogiando-me por, neste blogue e em todos os meus escritos, eu estar sempre atento à pontuação, concordâncias e outras coisas importantes da gramática.
Confesso que (quase) corei, mas aguentei os encómios por os achar de inteira justiça, mormente, por vezes, ter a minha escorregadela. É que "Homero também dorme"!...
Cultura é - penso eu - procurar fazer as coisas bem feitas e não pavonear sabedoria e conhecimentos que, na prática, não são aplicados. Isso - creio-o - é presunção, pretensiosismo balofo de vendedor de "banha da cobra" e não Cultura. É fogo de artifício para papalvo ver, (ouvir) de boca aberta, em noite de romaria popular!
A presunção nada dá, por mais que nos empertiguemos ou nos ponhamos em bicos de pés.
E pronto. Já disse!...