terça-feira, outubro 20, 2009

Ainda «a voz do que clama no Deserto»

Olá Cristina,
Obrigado pelo comentário que me enviaste e que, sem mais rodeios, passo a transcrever:
«Eu tento fazer a minha parte: tenho o carro a gás, cultivo os legumes na minha horta sem aditivos químicos (apenas estrume de cavalo), não uso insecticidas para os bichos infestantes, apenas uma saponária e eles vão embora, no fundo do quintal organizei uma mini central de compostagem para todos os detritos orgânicos se decomporem e voltarem à terra da horta, obrigo todos cá de casa, incluindo visitas, a usarem o ecoponto instalado dentro de um armário da cozinha e, agora, descobri como se faz sabão com óleo usado, em vez de o deitar fora.
Mas sou apenas um grão de pó neste mundo.»
Também eu,Minha Querida Amiga, mas, fazer isso, é fazer imenso - direi mesmo -, é fazer tudo!

Breve dissertação sobre Deus

Acho que já uma vez o disse aqui: Não acredito num Deus, representado como sendo um homem, carregado de anos, de grandes barbas brancas e de vasta cabeleira alva, embrulhado na alvura de uma toga, dando ordens, à direita e à esquerda, às entidades que o rodeiam, lá pelas bandas celestiais, para que actuem sobre os problemas do Universo, com especial incidência nos conflitos que, de segundo a segundo, se vão gerando, na Terra, entre os homens e as suas instituições.
Não! A minha inteligência não é capaz de admitir tal quadro. Admito sim, a existência de Energia Inteligente (permanentemente) Emanada do Cosmos, a qual tudo regula e tudo e a todos atinge. Isso sim, isso, para mim é Deus! Esse conceito transcendental de uma força que tudo abarca e rege, é-me fácil de aceitar.
A primeira versão, nem Moisés, há cerca de quatro mil anos, a aceitou, uma vez que descreveu a Divindade, no seu livro do Êxodo, como uma sarça ardente inextinguível, (a tal Energia que atrás refiro) e João, no Apocalipse, também a descreve como uma energia, ao dizer que "do Trono saiam relâmpagos" que iluminavam todo ambiente, não assinalando a presença de um corpo humano.
A Bíblia foi escritas por homens, por isso tem erros e tem princípios desajustados aos conceitos científicos, morais e sociais da actualidade, mas, também e sobretudo, tem ensinamentos ajustáveis à forma de viver dos nossos dias. Há que, como dizia Cristo, saber "separar o trigo do joio", aproveitando o primeiro e lançando o segundo ao fogo.
Ou não será assim?... Estarei, como muitas vezes, a ser louco e... burro?...
Pelo que me é dado observar, com pensamento tão espiritual e etéreo, nunca, nem com as melhores cunhas, poderei vir a ser galardoado com o Nobel.

segunda-feira, outubro 19, 2009

Mais «um grito da voz que clama no Deserto»

Sabemos todos que o Globo terrestre está a sofrer alterações verdadeiramente preocupantes e altamente perigosas, para o equilíbrio de todos os ecossistemas existentes. Dizem os cientistas que, daqui a 20 anos (eu, por certo, já cá não estarei), a calote gelada do Polo Norte terá desaparecido. As consequências desse desastre são fáceis de prever.
Todavia, mesmo perante tão negro quadro, os homens (os que detêm o Poder, talvez por ganância) não se apressam a tomar medidas que travem e levem à mudança, para melhor, deste assustador estado de coisas.
Não se reduzem (ou anulam) as emissões poluentes para atmosfera, para os cursos de água e para o solo; não se acelera a substituição das Centrais Térmicas de electricidade, por Meios de produção dessa energia usando as fontes renováveis do Sol, do Vento, da Água e de algumas outras que não conspurcam o no0sso pobre (se não mesmo, desgraçado) Planeta e não se trava a destruição das florestas da Amazónia e de outros importantes lugares da Terra.
E o "regabofe" continua! O que importa é ter lucros, quanto maiores... melhor!
Por isso, enquanto tiver inteligência e dedos para escrever, eu, até sabendo que não passo dum minúsculo grão, na imensidade da areia do deserto (já não por mim, mas pelos mais novos e pelos que hão-de vir), continuarei a lançar estes gritos de desespero e alerta. Pode ser que haja alguém de bom-senso e boa Fé que escute e faça o que eu não sei, nem posso, fazer!
Assim seja!!!

sexta-feira, outubro 16, 2009

Tradições antigas, ou crueldade intolerável?

A nossa Querida Pandora enviou-me um e-mail com vídeo, em que mostrava as imagens, sem quaisquer fantasias ou disfarces, cheias de crueldade, da execução à morte de uma jovem mulher, através de lapidação, possivelmente por ter cometido adultério, lá para as bandas dos países do Próximo Oriente e, por cá, um touro ensanguentado numa Praça depois de lidado numa Tourada Ibérica.
E dizia-se no vídeo, desse e-mail, que aquela, horripilante e desumana, crueldade mais não era do que o cumprimento de antigas (e "santas", porque religiosas - caso da lapidação) tradições.
As tradições são para serem preservadas, sim! Mas só aquelas que não contenham, crueldade ou apoucamento da pessoa humana, quer sejam as vítimas, quer sejam os seus verdugos.
Claro que o condenado além da dor sofre também, e sobretudo, o aviltamento da sua personalidade e dignidade. E os carrascos, ao atirarem as pedras que dilaceram e matam, também estão, perante a Sociedade Civilizada que os vê (e julga), a contribuir para o seu próprio apoucamento como seres humanos (se é que merecem tal qualificação) libertos de velhos e maus conceitos e, por isso, totalmente fora da classificação de homens do Século XXI.
- Meu Deus, por quê ainda existem coisas assim?!... Como me envergonho desta cruel e asquerosa humanidade!!!

quarta-feira, outubro 14, 2009

Ecologia - uma questão sempre presente ou não?

«... Construir um mundo melhor!...» Eis a frase mais escutada e escrita nos Órgão de Comunicação Social, porém, com toda a certeza, a menos seguida e menos digna de crédito.
Falar é fácil, executar é que é problemático.
Dizer que o Mundo, por culpa da ganância dos (alguns) homens, é simples. Estar ao lados dos grandes lesados (vítimas) e que é tremendamente complicado, pois, na maioria dos casos, esses que falam e escrevem são subalternos ou dependentes dos tais "grandes senhores" dos Negócios e das Indústrias sujas que geram chorudos lucros para os bolsos dessa minoria, e que, desgraçadamente, contribuem para a morte das florestas e da fauna deste Planeta que urge cuidar para que todos os desequilíbrios sejam evitados ou, na pior das hipóteses, minimizados.
Que belo discurso - sei que alguém estar a dizer - e que formulação tão cheia de razão! Pois será!? Mas não tem nenhum mérito se não houver, de cada um de nós, um simples gesto, nem que seja deitar o cartão no ecoponto, que faça com que as coisas mudem.
Temos de gritar e... de fazer, dando o exemplo.
E tudo, connosco e por nós, se tranformará! Acreditem nisto!...