sexta-feira, outubro 09, 2009

Divagar com nexo

Que Destino é, afinal, o de Portugal e dos portugueses? Há séculos (2 ou mais) que procuramos um rumo que nos torne, de novo, num país exemplar e a progredir no contexto geral das nações.
Mas nada! Continuamos a ser uma grei pobre e atrasada, sem que os políticos e responsáveis revelem capacidade para que saiamos da "cepa torta" e desta nefanda e "vil tristeza" em que nos achamos.
Somos um rincão de terra onde nascem cabeças inteligentes que têm de ir, por esse mundão fora, em busca do sucesso que, por cá, lhes é negado, quer por falta de meios, quer por inveja dos incompetentes que, indevidamente, assumem as melhores posições na escadaria da Ciência, da Política e do Poder.
«O Povo é quem mais ordena!»
Que povo? O do analfabetismo, da iliteracia, do comodismo, da inveja, da demagogia populista (ia a dizer, de Senhor de La Palisse), do conservadorismo mórbido e retrógrado de "velhos do Restelo" ou das "rodas quadradas" que quando param, por mais que as empurrem, não rolam?...
Estamos em em hora de eleições. Talvez seja agora o momento de darmos o salto para o Progresso por forma a proporcionarmos a construção de um novo e brilhante Portugal!...

quarta-feira, outubro 07, 2009

O meu legado Artístico/literário/cultural

Olá Mª. Domingos,
Obrigado, muito obrigado pelo e-mail que me enviaste e do qual tirei o excerto que a seguir passo a transcrever:
«Quem teve, como tu, uma vida cheia de dor e muita luta e, como tu, teve talento para escrever, pintar e não sei que mais, tem, por certo, um bom espólio de obras e recordações para legar aos vindouros. E isso não só para os que te conheceram , mas para que os que hão-de vir, possam gozar da delícia dos teus trabalhos, e ainda para que o teu exemplo de lutador, no sentido de superares as limitações que a deficiência física te impunha, fique nas memórias desta Viseu que tanto amas.
Sem, de forma alguma, querer dar-te quaisquer lições, sempre ouso perguntar-te: Já pensaste seriamente em acautelar esse importante material artístico/literário?
É que, sabes, muitas vezes, os "verdadeiros" herdeiros são, por razões nem sempre fáceis de explicar ou de admitir, os primeiros a esquecer e descurar esses bens. (...)
»

De facto, como bem dizes, tenho "acautelado", de algum modo, esse acervo artístico/literário. Uma parte (embora, por ora, bem pequena) já se encontra arquivado e disponível, a quem o quiser consultar, no Museu e Biblioteca da ASSOPS - Associação Cultural e Etno - folclórica de Passos de Silgueiros; um romance está na Net e o restante está no meu computador.
Quando a idade avança, sem medo, nem angústia mórbida, começamos a pensar na nossa herança (pobre ou rica, não importa) e tratamos de a disponibilizar para que os outros a usem.
Eu, Qurerida Amiga, assim estopu a fazer!...

segunda-feira, outubro 05, 2009

A propósito do Dia da Implantação da República

O Pluralismo de Ideias nunca foi, para mim, coisa que me causasse qualquer tipo de obstáculo ou angústia à minha forma de pensar e de encarar a vida. Todos têm direito a viver e a ser respeitados, desde que, por sua vez, respeitem também a maneira de estar e a linha de p0ensamento dos outros.
E isso deve-se, certamente, a, na minha família, haverem membros com ideais políticos e religiosos bem diversos. Meu avô materno era, convicta e acentuadamente, republicano,. Por outro lado, a esposa não escondia o seu "sangue azul" torcendo pelo retorno à monarquia, perdida a 5 de Outubro de 1910. Do outro lado da família, politicamente, nunca cheguei a saber em que águas navegavam. Mas sei, tenho a certeza, que eram católicos praticantes, (quase fanáticos), Em contra partida, o ramo materno era católico, sim, todavia não eram lá muito praticantes e eram marcadamente abertos a discutir e a discernir sobre assuntos dogmáticos e mesmo considerados tabus.
É talvez por essa razão (ou sem razão, não o sei) que amo a Liberdade e me sinto mal, muito mal, quando me querem impor grilhetas religiosas, políticas e outras: Eu, depois do 25 de Abril, sou burro sem cabresto e desejo terminar meus dias de orelhas erguidas e ventas bem atentas "ao vento que passa"!

sábado, outubro 03, 2009

Cultura do olhar

«La belleza esta en los ojos de quien mira!» - Disse Miguel de Unamuno. - O que em bom português quer dizer. A beleza existe no olhar de quem observa.
Na verdade assim é. Cada um de nós vê de acordo com o seu conceito estético ou, melhor, de acordo com sentimento que o invade no instante da observação.
Aquilo que, num determinado momento, nos agradou, pode, algum tempo depois, vir a causar-nos uma sensação de desagrado e, até, de repúdio.
Mas a Arte é isso mesmo. Pois Arte é tudo aquilo que nos impressiona (favorável e desfavoravelmente) e nos causa sentimentos de amor e também de ódio ou, simplesmente, revolta.
Ser Artista não é só criar coisas imensamente perfeitas e agradáveis à vista, é, sobretudo, produzir algo que crie no observador humanas emoções e sentimentos.
Os seguidores do espanhol Luis de Gongora -tal como ele - usavam, em suas obras, elementos que revelavam um "bom gosto" requintadíssimo, todavia eram, vazios no conteúdo, já que não havia mensagem e quando ela existia, estava embrulhada num celofane, com um laçarote tão diáfano e belo. que muito poucos davam por ela. Faltava-lhes a força (quase rude) de, por exemplo, uma Paula Rego, Miguel Angelo, Miró e tantos, tantos outros, na pintura, na escultura, na escrita, etc..
Cultivem-se, por isao, os nossos olhos para que saibamos ver e... sentir!

quinta-feira, outubro 01, 2009

Outra vez "Politiquice eleiçoeira"

Olá Cristina,
Obrigado pelo comentário que me enviaste e passo a trancrever:
«Hehehe, nem só na politica se lava a roupa suja. Ontem estive numa reunião de pais na escola das minhas filhas, para eleger os Órgãos Sociais da Associação de pais. HEHEHE. Aquilo é que foi campanha eleitoral fora de horas, e fora de parlamento também. ouviu-se de tudo... roupa suja , peixeirada, enfim uma tristeza. Estavamos lá para o interesse dos nossos filhos e, portanto, deveriam estar todos unidos. Mas não! Foi o contrário...como sempre.
Resumindo: fui, pela primeira vez, influenciada por uma amiga e não volto mais. Para ver cenas tristes não! (Por algum motivo, numa escola que tem 1000 alunos só lá estavam cerca de 50 pais.)»
Deixar de ir por mor de um mau momento numa instituição e por causa de umas tantas pessoas que não sabem portar-se com a dignidade e o civismo devido, não é contribuir para a melhoria da sociedade em que estamos inseridos, é baixar os braços à luta (ou ás lutas) do dia-a-dia.
Temos é que, com persistência e paciência, dar exemplos de boas maneiras e marcar presença pela positiva, sugerindo soluções e dando-nos à colaboração para que as coisas melhorem. Só desse modo participado e participativo estaremos a construir um Mundo novo, com Paz e Amor!...